segunda-feira, 20 de junho de 2011

LINKS - SOCIEDADE BRASILEIRA DE GEOLOGIA

  • CPRM - Serviço Geológico do Brasil - vinculado ao Ministério de Minas e Energia, com a missão estratégica de organizar e sistematizar o conhecimento geológico do território brasileiro.
  • DNPM - Departamento Nacional da Produção Mineral 
  • ABAS - Associação Brasileira de Águas Subterrâneas 
  • ABEQUA - Associação Brasileira de Estudos do Quaternário 
  • ABGE - Associação Brasileira de Geologia de Engenharia 
  • SBP - Sociedade Brasileira de Paleontologia 
  • SBGf - Sociedade Brasileira de Geofísica 
  • SBGq - Sociedade Brasileira de Geoquímica 
  • UGB - União da Geomorfologia Brasileira 
  • SUG - Sociedade Uruguaya de Geología 
  • SIGEP - Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos
  • AGEN - Associação dos Geólogos e Engenheiroos da CPRM. Entidade que representa técnicos de nível superior da Companhia de Pesquisa de Recursos Mineirais - Serviço Geológico Do Brasil.
  • AGERN - Associação Profissional de Geólogos do Rio Grande do Norte. História, jornal, estatuto, associados e temas geológicos.
  • AGP -  Associação Profissional dos Geólogos de Pernambuco - Geologia, geólogos de Pernambuco, curso, geolinks, informativo, eventos, acêrvo técnico, consultores, glossário geológico, honorários, e-mail gratuito e mais. Recife, PE.
  • SIGESP - Sindicato dos Geólogos no Estado de São Paulo - é uma entidade sem fins lucrativos, com sede e foro em São Paulo, Estado de São Paulo, constituída para fins de estudo, coordenação, proteção e representação legal do profissional geólogo, na base territorial do Estado de São Paulo.
  • USGS - Serviço Geológico Americano (United States Geological Survey)
  • IUGS - União Internacional das Ciências Geológicas 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Mergulhador fotografa divisão entre placas tectônicas na Islândia...Hum ....sei............. não.

ref>: GLOBO CIÊNCIA
Mergulhador fotografa divisão entre placas tectônicas na Islândia

O britânico Alexander Mustard documentou um mergulho entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia, que se afastam a cada ano.


Da BBC
O fotógrafo britânico Alexander Mustard registrou o mergulho que ele e outros colegas fizeram na fenda entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia.
A aventura para conhecer a "fronteira" entre as duas placas ocorreu no Parque Nacional Thingvellir, na Islândia. A paisagem submersa do parque é cheia de vales, falhas e fontes de lava, formados pelo afastamento gradual entre as duas placas, que se distanciam cerca de 2,5 centímetros uma da outra a cada ano.
Foto tectônica 2 (Foto: Alexander Mustard / Solent )Fotos foram tiradas nas imediações do Parque Nacional Thingvellir. (Foto: Alexander Mustard / Solent )
Os mergulhadores que participaram da expedição desceram cerca de 24 metros na fenda entre as placas, mas chegaram a até 60 metros de profundidade em cânions como o Silfra e o Nikulasargia.
Mustard, de 36 anos, diz que as imagens mostram 'o mundo submarino único da Islândia, que, assim como a ilha, é formado por paisagens vulcânicas'.
A lava e o vapor quente na interseção entre as placas criou também a chaminé hidrotermal Arnarnes Strytur, visitada pelos mergulhadores. A água é expulsa da chaminé 80°C e forma uma coluna turva ao entrar em contato com a água do mar, que está a 4°C.
Alexander Mustard é especializado em imagens submarinas. Um de seus trabalhos mais conhecidos é o registro fotográfico de destroços de navio no fundo do mar ao redor do mundo.
Foto tectônica 1 (Foto: Alexander Mustard / Solent)Mergulhadores chegaram a atingir até 60 metros de profundidade. (Foto: Alexander Mustard / Solent)
Placas tectônicas
A noção de placas tectônicas foi desenvolvida nos anos 1960 para explicar as localizações dos vulcões e outros eventos geológicos de grande escala.
De acordo com a teoria, a superfície da Terra é feita de uma "colcha de retalhos" de enormes placas rígidas, com espessura de 80 km, que flutuam devagar por cima do manto, uma região com magma nas profundezas da terra.
Foto tectônica 3 (Foto: Alexander Mustard / Solent)Fenda entre duas placas tectônicas foi estudada. (Foto: Alexander Mustard / Solent)
As placas mudam de tamanho e posição ao longo do tempo, movendo entre um e dez centímetros por ano - velocidade equivalente ao crescimento das unhas humanas.
O fundo do oceano está sendo constantemente modificado, com a criação de novas crostas feitas da lava expelida das profundezas da Terra e que se solidifica no contato com a água fria. Assim, as placas tectônicas se movem, gerando intensa atividade geológica em suas extremidades.
As atividades nestas zonas de divisa entre placas tectônicas são as mesmas que dão origem aos terremotos de grande magnitude.
Foto tectônica 4 (Foto: Alexander Mustard / Solent)Alexander Mustard é especializado em fotografia no fundo do mar. (Foto: Alexander Mustard / Solent)

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bebê de 8 meses com doença rara aguarda transplante de medula óssea


28/05/2011 11h18 - Atualizado em 28/05/2011 14h29

Bebê de 8 meses com doença rara aguarda transplante de medula óssea

'Nossa vida mudou completamente', disse o pai do menino após diagnóstico.
Granulomatosa Crônica deixa a criança sem imunidade contra bactérias.

Patrícia Kappen Do G1 RJ
Os pais do menino Guilherme Mezabarba Anísio, de apenas 8 meses, aguardam ansiosamente uma resposta positiva do banco de dados de medula óssea. Guilherme tem uma doença congênita rara chamada Granulomatosa Crônica, que faz com que a criança não tenha nenhuma imunidade a bactérias e fungos. Isso significa que ele não pode ficar exposto a bactérias, porque não tem defesas contra elas. O bebê acabou de sair da Unidade de Tratamento Intensivo do hospital, e ainda se recupera de sua segunda pneumonia.
Guilherme está internado em hospital na Zona Sul do Rio com pneumonia (Foto: Arquivo Pessoal?Luiz Cláudio Anísio)Guilherme está internado em hospital na Zona Sul do Rio com pneumonia (Foto: Arquivo Pessoal/Luiz Cláudio Anísio)
Com pouca idade, o menino já foi três vezes internado no hospital, duas com pneumonia, uma delas com 40 dias de internação, e uma com ostiomelite, uma inflamação óssea, que no caso de Guilherme atingiu a parte frontal do crânio. Por causa das doenças, um imunologista foi chamado, e, depois de diversos testes, soube o que estava deixando o bebê doente constantemente. “Descobrimos a doença há um mês. Nossa vida mudou completamente”, disse o pai, o geólogo Luis Cláudio Anísio, afirmando que o diagnóstico da doença é muito difícil, mas que no caso do filho, foi conseguido cedo, se comparado a outros casos.
Transplante de medula ósseaGuilherme é o primeiro filho de Luis Cláudio geólogo com a economista Adriana Mezabara. Agora os dois terão que mudar hábitos com o filho. “Ele não pode estar exposto em aglomerações, não pode ter contato com terra, com o mar, ambientes externos, qualquer lugar que tenha possível foco de bactérias. Teremos uma vida muito mais regrada.”
Nossa vida mudou completamente"
 
Luiz Cláudio, pai de Guilherme, após o diagnóstico do filho
Para a cura definitiva da doença, o pequeno Guilherme precisa de um transplante de medula óssea. O menino já está cadastrado no banco de receptores do Rio. Agora, falta achar um doador compatível. “O banco de doadores é atualizado constantemente. Por isso é importante que as pessoas se cadastrem no banco, porque quanto maior o número de pessoas registradas através de uma amostra de sangue, mais chances temos de achar alguém compatível”, disse Luis Cláudio.

A doação de medula óssea é um procedimento simples. De acordo com o Hemo-Rio, o doador primeiramente se cadastra no Redome - Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea - com uma amostra de sangue, de onde serão feitos alguns testes. Comprovando a compatibilidade com algum receptor, este doador é chamado novamente para a realização de testes mais específicos que comprovarão a compatibilidade da medula.
Guilherme e os pais, Luiz Cláudio e Adriana, na primeira internação do bebê (Foto: Arquivo Pessoal/Luiz Cláudio Anísio)Guilherme e os pais, Luiz Cláudio e Adriana, na
primeira internação do bebê
(Foto: Arquivo Pessoal/Luiz Cláudio Anísio)
Procura por doadoresCaso seja positiva, todo o processo é muito seguro. O doador recebe anestesia geral para a retirada das células da medula e passa somente um dia no hospital, por precauções médicas. No dia seguinte já possível retornar à rotina normalmente.
Os pais de Guilherme ainda não encontraram doadores compatíveis no Redome. A esperança é que campanhas de doação consigam mais doadores ou que seja encontrado um doador compatível em algum banco internacional. “Essa é a nova etapa, de buscas internacionais e de novos doadores”, afirmou Luis Cláudio.

Guilherme só poderá ser liberado do hospital onde está, na Zona Sul do Rio, quando estiver totalmente curado. “Se fosse uma criança normal, provavelmente teríamos alta e continuaríamos o tratamento com antibióticos em casa. Mas se ele sair agora, pode agravar a doença e ele ter que voltar para a UTI. As consequências seriam mais sérias”, lamentou. E para se proteger de doenças, mesmo após sair do hospital, enquanto não chega a doação compatível, Guilherme tomará uma grande quantidade de antibióticos e injeções diárias. “O que não impedirá que ele tenha novas infecções e corra risco de vida”.
Saiba onde doar no Rio:

Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti - HEMO-RIO
Seg a Sex de 8 às 12
Rua Frei Caneca, 8 – Centro – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2509-1290

Instituto Nacional de Câncer - INCA
Seg a Sex de 7h30 às 14h30, Sabados de 8 às 12
Praça da Cruz Vermelha, 23 – 2º andar – Centro – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2506-6580

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Dia do Geólogo - 30 de Maio - OLHE À SUA VOLTA, HÁ UM GEÓLOGO POR AÍ

Dia do Geólogo

Dia do Geólogo, 30 de Maio
OLHE À SUA VOLTA, HÁ UM GEÓLOGO POR AÍ

No dia 30 de maio comemora-se internacionalmente o Dia do Geólogo. Diferentemente de vários países do mundo, onde a atividade profissional do Geólogo é já entendida em sua enorme importância para o Homem, tem sido regra em nosso país que esse dia passe praticamente despercebido pela sociedade, reflexo do ainda o precário conhecimento que esta sociedade tem sobre a atividade de seus geólogos.
Dia do Geólogo
Diga-se a bem da verdade que esse relativo desconhecimento deve-se em boa parte aos próprios geólogos, em geral mais afeitos a seus círculos profissionais específicos e restritos e despreocupados em dialogar mais abertamente com a sociedade sobre as importantíssimas questões com as quais trabalha.
Simplificadamente, podemos dividir em três grandes planos a atividade profissional do Geólogo, todos eles, como se verá, com estreita relação com o cotidiano e com a qualidade da vida humana no planeta: Fenômenos Geológicos Naturais, no âmbito do qual o Geólogo investiga fenômenos associados à dinâmica geológica do planeta, como terremotos, maremotos, vulcanismos, variações térmicas planetárias e suas conseqüências, processos regionais de desertificação, escorregamentos e avalanches naturais em regiões serranas, etc., definindo cuidados e providências que devam ser tomados pelo Homem para evitar ou reduzir ao máximo os danos que esses fenômenos possam causar;
Exploração de Recursos Minerais, plano em que o Geólogo estuda a formação de jazidas minerais de interesse do Homem (ferro, manganês, cobre, carvão mineral, petróleo, água subterrânea, urânio, alumínio, areia e brita para construção, argila para cerâmica, etc., etc.), localiza-as na Natureza, avalia-as técnica e economicamente e planeja, juntamente com o Engenheiro de Minas, sua exploração e posterior recuperação ambiental da área afetada; Geologia de Engenharia, dentro do qual o Geólogo estuda as interferências do Homem sobre o meio físico geológico.
Dentro desse plano é importante entender que, para o atendimento de suas necessidades (energia, transporte, alimentação, moradia, segurança física, saúde, comunicação...), o Homem é inexoravelmente levado a ocupar e modificar espaços naturais das mais diversas formas (cidades, agricultura, indústria, usinas elétricas, estradas, portos, canais, extração de minérios, disposição de rejeitos ou resíduos industriais e urbanos...), o que já o transformou no mais poderoso agente geológico hoje atuante na superfície do planeta.
Pois bem, caso esses empreendimentos não levem em conta, desde seu projeto até sua implantação e operação, as características dos materiais e dos processos geológicos naturais com que vão interferir e interagir, é quase certo que a Natureza responda através de acidentes locais (o rompimento de uma barragem, o colapso de uma ponte, a ruptura de um talude, por exemplo), ou graves problemas regionais (o assoreamento de um rio, de um reservatório, de um porto, as enchentes e escorregamentos urbanos, a contaminação de solos e de águas superficiais e subterrâneas, por exemplo), conseqüências todas extremamente onerosas social e financeiramente, e muitas vezes trágicas no que diz respeito à perda de vidas humanas.
Enfim, mesmo com a abdicação do consumismo tresloucado e do crescimento populacional descontrolado, a epopéia civilizatória de chegarmos a uma sociedade onde todos os seres humanos tenham uma vida materialmente digna e espiritualmente plena, exigirá, sem dúvida, a multiplicação de empreendimentos humanos no planeta: exploração mineral, energia, transportes, indústrias, cidades, agricultura, disposição de resíduos...
A Geologia é uma das ciências sobre as quais recai a enorme responsabilidade de tornar essa maravilhosa utopia técnica e ambientalmente possível, sem que a própria possibilidade da vida humana no planeta seja comprometida.
Conclui-se, assim, que para se assegurar que a Humanidade tenha um futuro promissor e pleno de felicidade em seu planeta faz-se cada vez mais imprescindível conversar com a Terra. Para esse diálogo, os homens têm seu inspirado intérprete: o Geólogo.
De outra parte, a Geologia é uma geociência maravilhosa. E seu caráter maravilhoso liga-se à sua intrínseca relação com o movimento (Movimento = Tempo + Espaço). O sentido maior da Geologia é apreender o movimento, os processos que definiram, definem e definirão o Planeta e seus fenômenos. O fator Tempo pode ser também importante em outras profissões, mas na Geologia é a variável permanente e onipresente em todas suas equações.
Dentro desse espírito, é justo rendermos um tributo ao Geólogo escocês James Hutton, que ao final do séc. XVIII, pela primeira vez rompeu documentadamente e corajosamente com os estreitos tabus e dogmas religiosos da época, para os quais o mundo atual era exatamente aquele criado por Deus, cunhando (o Geólogo inglês Charles Lyell logo em seguida deu primorosa e enérgica seqüência à sua teoria) as bases da teoria do Uniformitarismo ("o Presente é a chave do Passado"), a qual, por sinal, Darwin, dando todos os créditos a Lyell e Hutton, aplicou ao mundo Biológico.
Dizia Hutton: "Desde o topo da montanha à praia do mar...tudo está em estado de mudança. Por meio da erosão a superfície da Terra deteriora-se localmente, mas por processos de formação das rochas ela se reconstrói em outra parte.
A Terra possui um estado de crescimento e aumento; ela tem um outro estado, que é o de diminuição e degeneração. Este mundo é, assim, destruído em uma parte, mas renovado em outra".
Ao Geólogo, portanto, com todo o merecimento, cabem as honras e homenagem por mais esse aniversário de sua tão bela profissão.
Fonte: ig.unb.br

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Livro traz a história e o estado da arte da Geologia do Brasil

Luiz SugimotoFotos: Antonio Scarpinetti
Os organizadores do livro: Andréa Bartorelli,
Celso Dal Ré Carneiro, Yociteru Hasui
e Fernando Flávio Marques de Almeida

[3/5/2011] Mais que um livro, Geologia do Brasil é um documento sobre o estado atual do conhecimento geológico do território nacional, organizado por Celso Dal Ré Carneiro, Fernando Flávio Marques de Almeida, Yociteru Hasui e Andréa Bartorelli, que resumem na introdução: “O livro é uma síntese de modelos e informações atualizadas da Geologia do Brasil, gerados por seus principais estudiosos, com exemplos brasileiros de uma série de conceitos de Geologia básica, organizados sob perspectiva temporal, que se estende desde os tempos primitivos, até o passado antigo e a conformação moderna da paisagem”.

Celso Dal Ré Carneiro é docente do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp e conta um pouco da história da geologia no Brasil, que em sua opinião se desenvolve de modo oscilante. “Há épocas de grande investimento e outras em que ele reflui. Tivemos uma Comissão Nacional Geográfica e Geológica criada apenas na virada para o século 20 e que deu origem ao Serviço Geológico do Brasil. Já o serviço dos Estados Unidos existe desde 1839, fundado para acompanhar a expansão da massa de colonizadores para o oeste americano – o governo, necessitando atestar se havia recursos nas terras que distribuía, foi pressionado a investir na geologia”.

Carneiro afirma que os cursos de geologia também demoraram a surgir no país, o que ocorreu a partir da criação da Petrobras, com uma campanha visando à formação de geólogos para a busca de petróleo. “Monteiro Lobato descreveu fatos como a vinda de americanos para nos convencer de que o Brasil nunca encontraria petróleo e que não adiantava o investimento. Mas o governo persistiu e, em 1956/57, surgiram os seis primeiros cursos. Os anos 70 foram ricos, com grande avanço na área. Depois da década perdida de 80, por causa do retrocesso econômico, a geologia voltou a crescer por força das universidades, órgãos de pesquisa e empresas, e agora por força do pré-sal”.

Periodicamente, segundo o docente do IG, é produzida uma obra de referência procurando sintetizar o conhecimento geológico do nosso território, acompanhando a publicação da carta geológica do país. “A última carta foi produzida em 2000 pela CPRM [Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, que guarda as atribuições do Serviço Geológico do Brasil]. São 46 DVDs com todos os mapas do território, unidades que precisam ser descritas para mostrar algo como o estado da arte da geologia. Antes, foram publicados dois livros sobre Geologia do Brasil: o primeiro cobrindo o período Pré-Cambriano, que vai da origem da Terra até 542 milhões de anos atrás, e o outro sobre o período Fanerozóico, que é das bacias sedimentares. Ambos são de 1984 e estão esgotados – e ultrapassados”.

Segundo Celso Carneiro, a ideia de produzir um novo volume de Geologia do Brasil surgiu a partir de outro título que ajudou a organizar, Geologia do continente sul-americano – Evolução da obra de Fernando Flávio Marques de Almeida, lançado em 2004. “O professor Fernando Almeida foi homenageado pela Unicamp com o título de Doutor Honoris Causa em 1991, sendo de longe o maior geólogo brasileiro. Está com 95 anos de idade e atuante. Trabalho com ele desde que me formei na USP, primeiro como seu assistente e depois no IPT [Instituto de Pesquisas Tecnológicas] por 18 anos”.

O professor da Unicamp lembra que vários especialistas se dispuseram prontamente a contribuir, sendo que os capítulos do livro estão prontos desde 2008. “Ocorre que o livro não é comercial e dependemos de patrocínio. Como na obra sobre o professor Almeida, recorremos novamente à Petrobras, que, no entanto, deu a entender que queria a inclusão de geologia básica, com temas como do aquecimento global. Levamos o ano de 2010 para definir que ficaríamos com este livro, que será lançado no Congresso Brasileiro de Geologia do próximo ano, e depois produziríamos um segundo título”.

Celso Carneiro editou por oito anos a Revista Brasileira de Geociências – outra criação de Fernando Almeida e até hoje a mais importante publicação do país na área – e agora está à frente de uma revista da Unicamp, a Terrae Didática. Respaldado por esta experiência na edição, o professor assegura que o conteúdo de Geografia do Brasil não será em ‘geologuês’, facilitando a compreensão por pessoas pouco familiarizadas com as especialidades das ciências da terra. “Temos a obrigação de divulgar a geologia. É um trabalho que não conta para o Currículo Lattes, mas igualmente importante”.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

O legado do Dr. das Águas, Aldo Rebouças, em São Paulo



Como a água é um bem fundamental para a vida do ser humano e todo o seu ambiente, temos que criar a consciência de que é um bem finito e que tem que se usado com inteligência e responsabilidade” – Aldo Rebouças (1937-2011
As cinzas serão mergulhadas nas águas do mar para onde correm todos os rios. Uma nobre homenagem ao professor Aldo Rebouças, que morreu dia 18 de abril, segunda-feira, aos 73 anos, em São Paulo, cidade na qual vivia desde o convite para trazer seu conhecimento à USP, na década de 1970.

Cearense de Peixe Gordo, se formou em geologia pela Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, em 1962. Fez mestrado e doutorado pela Universite de Strasbourg, na França. E pós-doutorado pela Stanford University, nos Estados Unidos.

Muito antes de as preocupações sobre a escassez e tratamento das águas chegarem às autoridades e aos meios de comunicação, Aldo Rebouças já usava sua voz firme e discurso sincero para alertar o mundo sobre como estas questões afetariam a qualidade da oferta do produto.

Criticava duramente a ideia de que a água era abundante, inesgotável e gratuita. Uma falácia que, sabia bem, acabaria por levar ao uso desregrado e impróprio deste recurso que, atualmente, falta para ao menos um bilhão de pessoas e causa a morte de mais alguns milhares pelo Planeta.

Rebouças, este sim, era uma fonte abundante, inesgotável e gratuita de informação.

Entrevistei-o pela primeira vez na época em que trabalhei na TV Cultura, nos anos 90, quando o assunto ganhava espaço na agenda jornalística. Sempre se apresentava no estúdio com documentos e registros que respaldavam suas teses.

Nunca mais perdi seu contato e sempre explorei da capacidade – e paciência – dele para explicar ao público como era possível, por exemplo, a cidade de São Paulo ficar embaixo d’água no verão e sofrer com sua escassez no inverno.

Ensinava que o problema daqui – assim como do restante do Brasil – era a má gestão dos recursos hídricos.

A cidade é contemplada com dois grandes rios, Tietê e Pinheiros, mais uma centena de rios menores e córregos que cortam nossa geografia. Temos, ainda, duas enormes represas, Billings e Guarapiranga. Por outro lado, decidimos ocupar suas várzeas, retificamos seus leitos, encobrimos seus vãos e os transformamos em impressionantes latas de lixo.

Não bastasse isso, consumimos mais do que o recomendado. Hoje, somos perto de 15 milhões de pessoas morando neste ambiente urbano consumindo, em média, 80 litros de água para as necessidades domésticas, todos os dias. Apesar da aparente oferta, somos obrigados a “importar” o recurso de Minas Gerais, pois nossos mananciais não dão mais conta do recado. Também se perde parte da água tratada no caminho das casas, por falta de manutenção das redes públicas.

Professor Rebouças sempre denunciou este cenário. Mas fez muito mais.

Ele próprio diz que sua maior contribuição foi descrever o aquífero Guarani, um manancial de água doce subterrânea que se estende por 1,2 milhão de km2 pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Até seus estudos, a hidrografia reconhecia apenas uma parcela desta água, no aquífero Botucatu.

Colocaria em seu legado, também, o ensinamento que transmitiu a uma legião de jornalistas que o procurava na busca do seu conhecimento. Aldo Rebouças nos atendia sempre e falava de forma didática, sem meias palavras, com linguajar próximo do público. Às vezes, se estendia nas respostas, além do que o tempo do rádio permitia, pois não queria perder a oportunidade de catequizar o cidadão sobre a questão das águas. Respeitosamente, o ouvia até a última palavra.

Há alguns anos, ao procurá-lo fiquei sabendo que sofria de Parkison e estava com dificuldade para falar. Nesta semana, com muita tristeza, recebi a notícia da morte dele por falência respiratória.

A missão de Aldo Rebouças, porém, não se encerrou. Seus ensinamentos contaminaram uma quantidade enorme de pesquisadores, estudiosos e cidadãos. Cabe a estes, agora, levar a frente a ideia da proteção dos recursos hídricos – nesta que seria a mais significativa de todas as homenagens ao Doutor das Águas

terça-feira, 12 de abril de 2011

Japão eleva ao máximo nível do desastre nuclear em Fukushima

Nível passou de 5 a 7,
 informou a Agência de Segurança Nuclear do Japão.
Com isso, acidente em Fukushima se iguala ao de Chernobyl, em 1986.

A Agência de Segurança Nuclear do Japão elevou, nesta terça-feira (12), o nível do desastre nuclear na central atômica de Fukushima Daiichi de 5 ao máximo 7, e confirmou que a usina lançou uma quantidade enorme de substâncias radioativas na atmosfera durante um período após os desastres naturais que atingiram o país em 11 de março, deixando mais de 13 mil mortos.

Com a nova avaliação dos japoneses, o acidente em Fukushima se igualaria ao de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

De acordo com a agência, o índice reflete a gravidade inicial do acidente e não o momento atual. Segundo o governo japonês, caíram drasticamente os níveis de radiação no complexo. O Japão admite ainda que se esforça para recuperar o controle total do complexo.
 saiba mais

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou, em Viena, Áustria, o alerta da Agência de Segurança Nuclear do Japão sobre a gravidade do acidente em Fukushima.
 Por meio de comunicado, informou que o nível do desastre atingiu qualificação máxima: 7, na Escala Internacional Nuclear (INES).
 Anteriormente, a agência de notícias local Kyodo informou que a Comissão de Segurança Nuclear do governo estimou que a quantidade de material radioativo que vazou dos reatores de Fukushima chegou ao máximo de 10.000 terabequerels por hora em um determinado ponto por diversas horas, o que classificaria o incidente como um grande acidente, de acordo com a escala internacional de intensidade Ines.
 O Japão já tinha classificado o acidente nos reatores operados pela Tokyo Electric Power Co (Tepco), cujos engenheiros ainda tentam estabilizar a usina, como nível 5, o mesmo estabelecido no acidente de 1979 em Three Mile Island, nos Estados Unidos.
 Em 11 de março, um terremoto de magnitude 9 seguido por um tsunami danificou os reatores do complexo nuclear Fukushima Daiichi, que desde então tem sofrido com vazamentos radioativos.

China
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse ao premiê japonês, Naoto Kan, que estava 'preocupado' com a emissão de radiação ao oceano e pediu ao governo japonês que considere 'muito seriamente' o impacto do vazamento nuclear no ambiente marinho e nos países vizinhos.


Os comentários de Wen, publicados no site oficial do governo, ressaltam as preocupações da China com a crise nuclear no Japão, especialmente depois de o país ter despejado água radioativa no mar.

'O governo e o povo chinês expressam sua preocupação com isso, e pedem ao governo japonês para que dê alta importância ao impacto dessa questão no ambiente marítimo e principalmente nos países vizinhos, cumpra rigorosamente com a lei internacional referente ao assunto e tome medidas efetivas de controle e prevenção, além de informar imediatamente, de forma compreensiva e precisa, sobre a situação à China', disse Wen em comunicado.

Wen disse que o primeiro-ministro japonês havia 'lamentado' o acidente nuclear e garantiu ao premiê chinês que o Japão iria divulgar informações rápidas e precisas sobre o acidente.

Níveis de radiação - Fukushima 7 (Foto: Arte/G1)

Efeitos da radiação nuclear sobre a saúde humana (Foto: Arte/G1)

VALE ESTE MAGNITUDE REVISADO - Entenda o terremoto no Japão (Foto: Arte/G1)

(*) Com informações das agências de notícias Efe e Reuters