sábado, 8 de dezembro de 2007

O BRASIL VISTO DO ESPAÇO - EMBRAPA LANDSAT

http://www.cdbrasil.cnpm.embrapa.br/

A possibilidade de conhecer o Brasil através de sua imagem real e não de mapas (sujeitos a interpretações e erros) seria impensável há alguns anos, quando o preço e o tamanho das imagens de satélite tornavam seu uso restrito. Hoje os processos de tratamento das imagens estão mais automatizados, mais rápidos, baratos e compatíveis com computadores pessoais.
Pela primeira vez já é possível observar claramente a real situação de 100% do território nacional, ou seja, 8.547.403,5 km2. Mosaicos inéditos, para todos os Estados brasileiros, foram gerados, a partir de imagens recentes dos satélites Landsat 5 e 7, pela Embrapa Monitoramento por Satélite e permitem ver, com detalhes, como está a situação de cada um desses Estados.
Além das dificuldades de aquisição, georreferenciamento e mosaicagem das imagens de satélite, o projeto Brasil Visto do Espaço exigiu um grande esforço da equipe da Embrapa, na criação de uma interface de navegação "amigável", capaz de rodar em qualquer tipo de computador, com os mesmos programas de navegação utilizados para Internet. O projeto pretende fazer com que as imagens de satélite se tornem ferramentas cada vez mais públicas e democráticas e antecipa a aposentadoria do velho globo terrestre desenhado. Alguns estados deram muito trabalho devido à cobertura constante de nuvens como no litoral do Nordeste ou na serra onde está o Pico da Neblina, no Amazonas. O Amapá, por exemplo, exigiu o dobro do empenho, na colagem eletrônica de pedacinhos de imagem sem nuvem, um verdadeiro quebra-cabeças de datas diferentes, sempre buscando a maior atualização possível.

Uma vez resolvido o quebra-cabeças, entretanto, o mosaico se tornou uma ferramenta de fácil leitura. Através de aproximações sucessivas, qualquer um pode procurar sua fazenda, sua cidade ou saber que tipo de forças econômicas modificam sua vizinhança.

Ao oferecer este tipo de produto operacional de com uma aplicação de amplo espectro, a Embrapa Monitoramento por Satélite pretende seguir democratizando a informação científica e sua aplicabilidade pelas comunidades locais, sociedade organizada, ongs, institutos de ensino, pesquisa etc. Entendemos que este é o melhor caminho para aumentar a sustentabilidade da agricultura brasileira e a preservação ambiental.

Informações Técnicas
Antecedentes e Justificativas
Objetivos e Finalidades
Material
Articulação das Imagens Landsat
Articulação das Folhas Cartográficas
Imagens Utilizadas: Órbita/Ponto e Data
Métodos
Método de Elaboração dos Mosaicos
Descrição Geral dos Mosaicos
Parâmetros Técnicos dos Mosaicos Elaborados
Um Exemplo de Execução: O Estado do Amazonas
Métodos empregados na Confecção dos Mosaicos Estaduais
Método para Navegação nos Mosaicos Recortes geográficos dos mosaicos
Como navegar nas imagens
Abrangência geográfica do recorte
Navegação por município
Georreferenciamento
Bibliografia

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Como interpretar os Mosaicos de Imagens do Satélite Landsat
As imagens Landsat-TM e ETM, na composição das bandas 5, 4 e 3 respectivamente, apresentam uma semelhança bastante grande com as cores verdadeiras da paisagem ou com os resultados de uma fotografia colorida. Entretanto, para alguém não especializado no uso de imagens de satélite, pode ser difícil a identificação de determinados alvos ou áreas de interesse. Para ajudar na interpretação e no uso dos mosaicos de imagens realizados pela Embrapa apresentam-se, a seguir, alguns padrões básicos e didáticos de cores, texturas e formas.
As florestas tropicais densas aparecem com diferentes tonalidades de verde (desde o verde escuro até tons mais amarelados), apresentando padrões texturais lisos ou rugosos, dependendo da uniformidade do dossel. É o padrão que domina nos mosaicos do Amazonas, Pará e no norte do Mato Grosso, bem como em remanescentes florestais na região do Bico do Papagaio no Tocantins, no noroeste do Maranhão, na Região Sul da Bahia e na Serra do Mar em São Paulo.
Os reflorestamentos apresentam padrões de cor mais escuros e textura mais lisa do que as áreas de florestas naturais, devido à sua composição florística e seu dossel extremamente uniforme e contínuo, como nos casos existentes no
Amapá, Maranhão, Tocantins e Espírito Santo.
Tipos de florestas: diferentes tonalidades de verde também podem indicar mudanças na composição florística e estrutural em áreas inalteradas (
florestas densas, florestas inundáveis e tabocais), como pode ser observado na região oeste do Estado do Acre (florestas com bambús, próximas à Boca do Acre) e norte do Amazonas (florestas com palmeiras, matas de cipó etc.), na região da Cabeça do Cachorro, norte do Pará e em quase todo o Estado do Maranhão (transições entre florestas densas e caducifólias, transições para cerradão e caatinga).
Remanescentes florestais podem aparecer como "ilhas verdes" (parques, áreas indígenas) em áreas parcialmente ou bastante degradadas como na
região bragantina no Pará, na região central do Estado do Tocantins, ao longo da Transamazônica, no oeste do Maranhão, no Parque Nacional do Araripe, na Serra Negra em Pernambuco, ou no Parque Estadual do Morro do Diabo em São Paulo, por exemplo.
No caso das florestas e formações inundáveis, as tonalidades podem ser bastante escuras, em função da presença de grande quantidade de água. Na
região do Pantanal, no sul do Mato Grosso e norte do Mato Grosso do Sul, por exemplo, tem um padrão bem típico desses casos, mas diferenciado dos campos inundáveis de Roraima. O mesmo observa-se nos campos abertos de várzea ao longo do rio Demene no Estado do Amazonas e na ilha do Marajó, marcados por diferentes tonalidades de vermelho e marrom.
Áreas desmatadas, solos preparados para o plantio e culturas em estágio precoce de desenvolvimento apresentam diferentes tonalidades de rosa e vermelho e formas geométricas muito regulares, como, por exemplo, ao longo das rodovias
BR-364 em Rondônia, Cuiabá-Santarém ou ainda na Chapada dos Parecis no Mato Grosso, no vale do Tocantins, no norte de Minas Gerais, no oeste da Bahia, norte do Paraná e no sudoeste de Goiás.
Solo nu: na ausência de verde (de vegetação), a natureza do substrato também contribui na cor, como na região leste do Tocantins a área do
Jalapão. Ali, as areias quartzosas e arenitos marcam a imagem com tonalidades cinzas e brancas. Padrões idênticos ocorrem em ilhas fluviais, paleodunas e paleodeltas interiores, como na região do rio Demene no Amazonas. O mesmo ocorre em áreas de mineração, como Carajás, no Pará. No Rio Grande do Norte as áreas de solo nu, em substrato cristalino, aparecem em diferentes tonalidades de rosa.
Cerrados, campo cerrado e cerradão: essa unidade apresenta um padrão textural com menos rugosidade do que as áreas florestais, como no
Parque Nacional de Brasília. Boa parte do ano apresenta-se, marcadamente, com uma tonalidade rósea a avermelhada. Emerge nitidamente no norte do Pará na região de Tiriós, no sul do Amazonas na região de Humaitá, no oeste do Estado de Mato Grosso, na região central do Maranhão e principalmente em grande parte dos Estados do Tocantins e Piauí. Tende a se confundir com pastagens. A intensificação do uso pecuário dos cerrados, dificulta separar o que na origem era um cerrado e hoje apresenta-se como campo cerrado etc. Em geral, são áreas amplamente ocupadas com atividades agro-silvo-pastoris, como nas áreas de campos e lavrados de Roraima.
Culturas intensificadas, áreas irrigadas e pastagens de alta produtividade aparecem com uma tonalidade verde claro, bem luminoso, indicador de uma grande atividade fotossintética. Nesses casos, a forma e a regularidade dos polígonos é um bom indicativo do tipo de cobertura, como no caso do
projeto de irrigação do Rio Formoso no Tocantins ou os círculos delimitados pelos pivôs de irrigação no Estado do Tocantins, Estado do Mato Grosso, Estado do Maranhão, Estado da Bahia, Estado de Pernambuco, Estado de São Paulo e Estado de Minas Gerais, por exemplo.
Grandes culturas mecanizadas e áreas desmatadas apresentam padrões lineares e formas geométricas bem definidas, contrastantes com seu entorno, como no caso dos plantios de soja e algodão na Chapada dos Parecis ou da colonização agrícola em Alta Floresta no norte do Mato Grosso e ainda nas grandes áreas de pecuária no sudeste do Pará e leste do Mato Grosso. O mesmo ocorre com a soja, na região de Balsas no Maranhão.
Afloramentos rochosos (
arenitos na Serra do Aracá) e pães de açúcar do norte do Amazonas, por exemplo e áreas de cobertura vegetal com marcada influência da sazonalidade (cerrados e região semi-árida), também apresentam padrões avermelhados nas estações secas, como nos limites do Maranhão com o Piauí, Sertão do Ceará e da Paraíba. A forma é um bom parâmetro para decisão entre estas classes e as do item anterior, além dos critérios de contexto.
Mangues e ecossistemas costeiros: uma tonalidade verde escuro, bastante acentuada, marca a vegetação dos manguezais, facilmente identificáveis na
zona costeira do Pará, Amapá e Bahia. Outros ecossistemas apresentam padrões análogos aos do solo nu (tonalidades róseas e brancas): restingas e áreas de avanço e recuo das marés (como no golfão maranhense e na ilha de Marajó) ou dunas de areia (Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba, Piauí, Ceará, Alagoas e Santa Catarina).
Cidades e aglomerações urbanas também aparecem em rosa e avermelhadas. Em geral é possível identificar (dependendo da escala) a rugosidade ou a regularidade dos quarteirôess e ruas, com um alinhamento ortogonal etc., como no caso das capitais:
Aracajú, Belém, Brasília, Porto Alegre, São Paulo etc.
Rios, lagos, represas e açudes (
Tucuruí, Balbina, Samuel, Barra Bonita) variam em tonalidades que vão do preto e azul escuro (águas claras onde a luz do sol penetra e não é quase refletida), como no Tapajós, no Rio Negro, e na Lagoa de Araruama, até o azul e azul claro, em função do aumento de material em suspensão (argilas ou poluição) como no Rio Solimões ou a Lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul. Devido à carga elétrica diferenciada essas águas demoram para misturarem-se e produzem o fenômeno do encontro das águas, como na formação do Rio Amazonas, à juzante de Manaus. Os açudes aparecem geralmente como pequenos pontos pretos nas imagens, como no caso do sudoeste do Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul.
Áreas queimadas aparecem em preto ou em tonalidades muito escuras. Estão geralmente associadas aos cerrados no
Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia e região do Tiriós no Pará ou a campos abertos de várzeas ou vegetações análogas como na Ilha do Bananal. Quando a queimada é praticada por atividade agrícola sua forma tende a apresentar um padrão mais regular. Em casos de queimadas descontroladas e em pastagens extensivas, as manchas apresentam uma forma bastante variável e irregular (queimadas em áreas de cerrado são facilmente identificáveis) como nas enormes superfícies queimadas anualmente nas áreas indígenas dos Tiriós (norte do Pará), da Ilha do Bananal no Tocantins e da Chapada dos Parecis no Mato Grosso, por exemplo.
Nuvens aparecem em branco, como pequenos flocos de algodão. Geralmente, há uma mancha preta ao lado, correspondendo à sombra da nuvem, na superfície terrestre (Pernambuco e Bahia). Nos mosaicos buscou-se ao máximo a eliminação das nuvens, através da seleção e composição das imagens. Quando são mais azuladas, tratam-se de plumas de fumaça de queimadas, em geral, próximas á frentes de fogo ativas.
Estradas são identificadas, geralmente, por desmatamentos que ocorrem em seu entorno, gerando uma superfície alterada de maiores dimensões (rosa ou avermelhada) e evidenciando seu traçado como na
rodovia Cuiabá-Santarém, na rodovia Transamazônica, na rodovia BR-364 etc.
Salinas: Dependendo do volume de água e da concentração de sais, aparecem em tons azulados contrastando fortemente com o seu entorno, como no caso do Rio Grande do Norte.

A Internet, um recurso didáctico – Ensaio de aplicação das TIC no ensino das Ciências Naturais –

A Internet, um recurso didáctico – Ensaio de aplicação das TIC no ensino das Ciências Naturais – 3º ciclo do ensino básico
Mário José Louro
Tese de Mestrado em Geologia para o Ensino, Universidade do Porto, 2003.
Resumo:

Nas últimas duas décadas do século XX, a explosão das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) transformou completamente o modo de vida dos cidadãos. Surgiu uma nova estruturação social – a Sociedade da Informação – que tem como elemento fulcral o controlo e automação da informação e domínio das tecnologias.
Neste novo e vertiginoso mundo, a escola tem de evoluir, sob pena de ser esmagada pela velocidade da avalanche de mudanças em curso e condenada à extinção.
A percepção, por parte dos órgãos de soberania, do desafio que a escola do século XXI enfrenta, levou à adopção de medidas no sentido de dotar a escola das condições e capacidades técnicas para enfrentar o futuro. Pretende-se que a escola contribua activa e decisivamente para que, num futuro próximo, todos os cidadãos europeus dominem culturalmente as TIC no desempenho de um papel activo na Sociedade da Informação e do Conhecimento. Por isso, desde 1985, foram elaborados e postos em prática diversos projectos, programas e planos de acção: MINERVA, NÓNIO SÉC. XXI, INTERNET NA ESCOLA, PRODEP III, eEUROPE e eLEARNING.
No entanto, apetrechar as escolas com meios informáticos não é suficiente. É necessário formar e sensibilizar a classe docente para a urgência da integração das TIC nas actividades lectivas, pois os professores constituem pedra basilar no processo de transformação, ou não, da escola, podendo ser catalizadores ou entraves à mudança.
O combate à info-exclusão só poderá ser ganho se a escola, efectivamente, colmatar a falta de equipamento pessoal dos alunos, disponibilizando-lhes o uso das TIC, contribuindo para que adquiram competências nesta área, indispensáveis ao eficaz exercício da cidadania. Caso contrário, a escola pouco contribuirá para diminuir o fosso entre os mais e os menos favorecidos.
O presente trabalho, para além de apresentar um exemplo de utilização da Internet na sala de aula, no ensino das ciências naturais no 7º ano, desenvolvido com alunos da EB 2,3 do Professor Carlos Teixeira nos anos lectivos de 2001/02 e 2002/03, pretende:
Avaliar a qualidade e quantidade dos equipamentos informáticos disponíveis nas escolas do terceiro ciclo do ensino básico e compará-la com os valores nacionais;
Verificar qual a percentagem dos equipamentos informáticos de cada estabelecimento de ensino que estão directamente ligados a actividades pedagógicas (aulas e actividades de complemento curricular);
Tipificar os professores que usam as TIC na sua prática lectiva e conhecer de forma quantitativa e qualitativa o seu uso;
Tipificar os alunos que usam as TIC na realização de tarefas escolares e conhecer de forma quantitativa e qualitativa o seu uso;
Avaliar a valoração atribuída por professores e alunos ao uso das TIC na concretização de tarefas escolares pelos alunos no concelho de Fafe.
Para tal, foram desenvolvidos questionários específicos e inquiridos 849 alunos e 207 professores do 3º ciclo das escolas EB 2,3 do Professor Carlos Teixeira, EB 2,3 de Montelongo, EB 2,3 de Revelhe e EB 2,3 de Silvares, no ano lectivo de 2002/03.
Do tratamento estaístico dos resultados, torna-se evidente que se está ainda aquém das metas definidas pelo programa governamental e pelos planos eLearning e eEurope.
Mas mais preocupante, ainda, é a aparente falta de uma linha comum de orientação para a aplicação dos meios disponíveis às actividades pedagógicas em contexto de sala de aula e o frequente desvio dos meios, de fins didáctico-pedagógicos para fins administrativos.
Os computadores existem na escola, mas fora da educação, das actividades lectivas, do ensino-aprendizagem.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

20º Distrito do DNPM Espirito Santo

Informo que o 20º Distrito do DNPM, no Estado do Espírito Santo, a partir de segunda-feira, dia 10/12/2007, estará funcionando no seguinte endereço
Rua Barão de Monjardim nº 30 - Centro
29010-390 - Vitória – Espírito Santo


Atenciosamente,
Geól. Paulo Ribeiro de Santana
Assessor do Diretor-Geral / DNPM

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Divisão Técnica de Recursos Minerais - DRM CLUBE DE ENGENHARIA


Divisão Técnica de Recursos Minerais - DRM CLUBE DE ENGENHARIA

Fundado em 24 de Dezembro de 1880
Convite
Palestra: Recursos Minerais do Brasil: distribuição, importância econômica e cenários futuros
Dr. Iran Machado
Assessor da Presidência da CPRM

Lançamento do livro: Tendências Tecnológicas Brasil 2015: Geociências e Tecnologia Mineral
Dr. Adão Benvindo da Luz
Diretor do CETEM

Data: 12 de dezembro de 2007
18:00h
Clube de Engenharia
Av. Rio Branco, 124/21º andar

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Governo debate projeto que abre brecha para extração de areia

Governo debate projeto que abre brecha para extração de areia
São Paulo - 05 de Dezembro de 2007
A Secretaria de Meio Ambiente de São José dos Campos encaminhou ao prefeito Eduardo Cury (PSDB) a minuta de um projeto de lei que dá ao Comam (Conselho Municipal de Meio Ambiente) o poder de deliberar sobre projetos de exploração mineral.A proposta pegou de surpresa os ambientalistas da cidade. Eles temem que a mudança na legislação abra brechas para que a extração de areia em cavas às margens de rios do município seja liberada em definitivo, a atividade ainda não é regulamentada em São José. A polêmica sobre a exploração das cavas já se arrasta desde o segundo mandato do ex-prefeito Emanuel Fernandes (PSDB). Na época, o tucano apresentou um projeto de lei normatizando a atividade, mas recuou depois de enfrentar forte resistência entre os ambientalistas.
Há dois anos, nova tentativa de regulamentação do setor custou o cargo do ex-secretário de Meio Ambiente de São José, Edmundo Carlos de Carvalho, apontado como o responsável pela inclusão do tema no projeto do Plano Diretor, o assunto foi suprimido do texto final da lei.
Durante o episódio, o prefeito Eduardo Cury se disse "traído". Dois anos antes, na campanha eleitoral de 2004, ele se posicionou contra a extração de areia por cavas e prometeu não regulamentar a atividade caso fosse eleito. Mentor da nova proposta, o secretário de Meio Ambiente André Miragaia afirmou ontem que a atribuição conferida ao Comam será "um novo mecanismo de controle". A expectativa é que a matéria seja votada na Câmara ainda neste mês.
Divergências
A minuta do projeto de lei foi apresentada por Miragaia ao membros do Comam na semana passada, durante reunião extraordinária do colegiado convocada um dia antes pelo próprio secretário, que acumula o cargo com a presidência do conselho. De acordo com o projeto, ao qual o valeparaibano teve acesso ontem, o Comam poderá deliberar não apenas sobre a exploração mineral, mas também sobre a monocultura de eucalipto e intervenções em áreas de vázea. Hoje, o órgão tem caráter meramente opinativo.

A proposta também prevê mudanças na composição do conselho, ampliando a representatividade da prefeitura no colegiado,o governo passaria a contar com sete, e não apenas seis, das 25 cadeiras do órgão, reservando ainda uma vaga à Câmara e outra à Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Outro tópico polêmico tira do Comam a possibilidade de discutir relatórios de impacto ambiental referentes a novos empreendimentos, como condomínios residenciais e empresas.
Com as mudanças, o conselho poderia apenas opinar sobre pareceres da prefeitura referentes a esses projetos. "A proposta de reformulação apresentada pela prefeitura prevê a criação de um conselho chapa branca. A prefeitura terá uma representatividade muito maior que as entidades que atuam em defesa do meio ambiente", afirmou o ambientalista José Morais.
Reação
A discussão do projeto na reunião do Comam foi marcada por protestos. Dois conselheiros, a presidente da ONG Camin (Centro de Amigos da Natureza), Delma Vidal, e o ambientalista Marcelo Manara, chegaram a se manifestar contra a proposta, mas foram voto vencido. "Existem alguns tópicos no mínimo estranhos no projeto apresentado pela prefeitura, como o que dá ao Comam a possibilidade de deliberar sobre a extração mineral.

Já é ponto pacífico que a cidade não concorda com esse tipo de atividade", disse Manara. "A comissão responsável pela elaboração dessa minuta foi constituída há mais de um ano, e todo mundo sabe que a Câmara está prestes a entrar em recesso. Não entendemos o motivo de se discutir um projeto como esse a toque de caixa, no apagar das luzes", afirmou Delma.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Câmara aprova o Estatuto do Garimpeiro Profissão de garimpeiro será regulamentada

São Paulo - 03 de Dezembro de 2007

O Projeto de Lei que cria o Estatuto do Garimpeiro, foi aprovado esta semana por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. O objetivo da proposta é regulamentar a profissão. Para exercer a atividade, o trabalhador deverá ter o título minerário emitido pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). De posse do título, será possível trabalhar como autônomo, em regime de economia familiar, em parceria com o titular do direito de exploração, empregado em alguma empresa ou em cooperativa. De acordo com o deputado Paulo Rocha (PT-PA), os garimpeiros atenderem às normas do estatuto poderão vender o mineral e as gemas diretamente ao consumidor final, desde que comprovem a área de origem do minério extraído.
O estatuto prevê ainda que o trabalhador poderá prestar serviços para mais de uma empresa ou cooperativa que tenha atuação em áreas distintas. Por outro lado, exige dos exploradores de minerais a recuperação de áreas onde houver prejuízo ambiental. Porém, a atividade passa a ser proibida para menores de 18 anos. Como tramitava na CCJC em caráter conclusivo, o projeto segue agora para votação no Senado Federal e, se aprovado, irá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Câmara aprova o Estatuto do Garimpeiro

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, na quarta-feira (28), o Projeto de Lei
7505/06, do Executivo, que institui o Estatuto do Garimpeiro.

O texto aprovado define as formas de trabalho da atividade, a sindicalização, os direitos e os deveres dessa categoria.O relator, deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), manifestou-se apenas sobre a constitucionalidade, a juridicidade e a técnica legislativa da proposta, que teve o mérito analisado anteriormente nas comissões de Minas e Energia; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público.

Dino acatou as seis emendas apresentadas ao PL 7505/06 nas duas comissões. Como tramitava em
caráter conclusivo, a matéria será enviada ao Senado.O estatuto é o marco legal do trabalho de garimpeiro no País, atividade que, segundo o governo, ocupa cerca de 1,5 milhão de pessoas - a maior parte sem carteira assinada e em condições insalubres.Pontos fundamentaisTrês pontos são considerados fundamentais na proposta.

O primeiro determina que só será considerado garimpeiro o trabalhador que atuar em área de extração que possui título minerário emitido pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM). O título é um documento que autoriza a lavra. O dispositivo estabelece ainda que a comercialização da extração só poderá ser feita após a emissão do título.O segundo é o que define as cinco modalidades de trabalho para o garimpeiro.

Segundo o PL 7505/06, os trabalhadores - obrigatoriamente maiores de 18 anos - poderão exercer a atividade de forma autônoma, em regime de economia familiar, mediante contrato de parceria registrado em cartório, em cooperativa e de forma individual que gere relação empregatícia (como contrato com carteira assinada). O governo alega que a definição vai ajudar a combater o trabalho escravo na atividade.O último dispositivo permite ao garimpeiro, independentemente da modalidade de trabalho, vender a sua produção diretamente ao consumidor final, desde que comprove a regularidade documental da área de extração em que atue.Cooperativa de garimpeirosO projeto determina também que as cooperativas de garimpeiros terão prioridade na obtenção da Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) - título que concede o aproveitamento imediato de jazida mineral, mesmo sem a realização de levantamento do potencial. Além disso, as jazidas com título minerário em processo de cancelamento, mas com indícios de minerais garimpáveis, poderão ser repassadas às cooperativas por meio de edital.O relator acredita que o projeto ajudará a tirar os garimpeiros da informalidade. "É uma atividade quase clandestina, e [os garimpeiros] acabam sendo superexplorados pelos donos dos garimpos. Os principais benefícios [da proposta] são a possibilidade de legalizar todas as relações de trabalho e a permissão expressa de que o resultado da atividade do garimpeiro pode ser comercializado diretamente com o consumidor final."Meio ambiente e saúdePara dar sustentabilidade econômica, social e ambiental à atividade, o governo incluiu entre as obrigações dos garimpeiros (e cooperativas) a recuperação das áreas degradadas pela extração e o cumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho. A atividade de garimpo é considerada uma das mais insalubres do mundo. Além disso, o Executivo compromete-se a incluir a garimpagem entre as políticas públicas administradas pelo Ministério de Minas e Energia.

Por fim, a proposta transforma o bandeirante paulista Fernão Dias Paes Leme (1608-1681) em patrono dos garimpeiros e institui a data de 21 de julho como Dia Nacional do Garimpeiro. Foi nesse dia, em 1674, que o bandeirante iniciou a viagem ao interior do País, em busca de riquezas minerais.

Íntegra da proposta:
- PL-7505/2006

Notícias anteriores:
Educação aprova o Estatuto do Garimpeiro

Reportagem - Janary Júnior e Paula BittarEdição - Adriana Resende(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')Agência CâmaraTel. (61) 3216.1851/3216.1852Fax. (61) 3216.1856E-mail:
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GOLD AND SILVER NEWS RBCCM GOLD CONFERENCE

GOLD AND SILVER NEWS RBCCM GOLD CONFERENCE
Top gold miners present their views on the future
At an impressive meeting in London, seven tier 1 gold miners gave their views on their companies’ futures and that for gold itself.Author: Lawrence WilliamsPosted: Friday , 16 Nov 2007 LONDON -

RBC Capital Markets' invitation-only Gold Conference held in London yesterday, was again an impressive event attracting top executives from many of the world's major gold mining companies to present ‘in conversation' with an analyst, particularly familiar with the company concerned asking probing questions - and interspersing this with questions from the audience.

Most of the majors presented in the morning session, while the afternoon was largely devoted to smaller companies making company presentations in the manner more common to the host of investment conferences held around the world.

Opening the conference, Anthony S. Fell, Chairman, RBC Capital Markets commented: "The timing of this conference is excellent; we have a perfect storm which favours investment in gold bullion and gold shares as far as the eye can see. The past few years have been a major long-term positive turning point in the fundamentals for gold, and the current systemic risk in the global financial system is now a very serious and real concern which will also bring renewed focus on gold as a store of value.

"This trend will continue and accelerate as events in this credit supercycle unfold, with this prolonged bull market lasting another decade or more. In this climate, I believe gold bullion is re-emerging as an accepted alterative investment and currency."

First up was Greg Wilkins, President & CEO of Barrick Gold Corporation: "Our recent strategic acquisitions have given us a much bigger global footprint, not only in gold, but also in copper, platinum and nickel. Although the company's focus is gold and will continue to be, this strong portfolio of high quality non-core assets allows us to deliver real value to our shareholders, as we seek ways to monetise our broad range of assets, using those proceeds to re-invest cash back into gold."

Commenting on the gold price he added: "It's hard to say where it will actually go. However, I do believe that the cost structure of the industry has changed so substantially in the past few years, that the sector would be in real trouble if we saw prices go down to $500/oz." He also felt that global gold mine supply was actually decreasing at a faster rate than people believe.
Wilkins also gave some interesting insights into Barrick's views on to where to invest. "There are certain countries Barrick won't go to" he said - "Particularly anywhere which puts anyone in harm's way". That applied to countries like the DRC and some other particularly African nations. And he then went on to comment on security of tenure and potential political interference saying "We are more likely nowadays to be taking countries off the list, rather than adding to it". He cited specifically Venezuela under President Chavez as being a place they wouldn't look at, and also those other Latin American countries, like Ecuador, which were trending in the same direction. Interestingly he saw Russia as a country where he felt the investment climate to be deteriorating which looks like foreshadowing some changes in Barrick policy in the region.

Wilkins was followed by Kevin McArthur of Goldcorp - a company operating and investing almost exclusively in the Americas and focusing entirely on developing new mines with low cash operating costs. He was predicting a 56% growth for the company over the next five years on operations with cash costs of around $175 to $200 an ounce. He felt Goldcorp's outlook was good after some stickier moments earlier in the year. The third quarter results were good and the fourth quarter "looks great"

Again on risk - physical and political - "We won't build a mine where we wouldn't go on holiday" he said. Goldcorp was primarily interested in building new mines in areas in which they were already working and cited plenty of scope for this - noting particularly Penasquito in Mexico and operations in Quebec around the developing Eleonore property, which he reckons is a major new gold sistrict.

McArthur said there had been a definite change of culture at Goldcorp since the merger with Glamis Gold, but overall the transition had gone pretty well. On the gold price, he, like other speakers, was looking to four digit gold in the near future.

Ian Cockerill, CEO of Gold Fields, also concurred on the four digit gold price expectation and confirmed the company's commitment to its international strategy, especially in China, commenting: "We see China as a long-term investment. The country is likely to be the world's largest gold producer this year; however, that production is coming from hundreds of different mines, so the opportunities for consolidation are huge. Furthermore, prospecting in China has hitherto been over large areas at shallow depths, so we are looking forward to working in this region extensively to drive Gold Fields' growth.

"Along with the company's unhedged profile, an increase in production from new projects and large resource base, we are well-placed to see improved earnings growth and cash flow in the future."

Graham Briggs, acting CEO of Harmony, and hoping to be confirmed in that position next month, has the challenging task of turning round a gold major built up on a "mixed bag" of relatively low grade marginal operations. The company has had some well documented recent difficulties and the task now is to turn it around, which is being helped by the high gold price.
Currently the company is addressing cost overruns and is going through a period of high capital spend. High cost uneconomic operations are being phased out and the company was one of the only one's at the event predicting an actual fall in gold output over the next year or two as restructuring takes place.

Evgueni Ivanov, General Director of Polyus Gold, was remarkably open in discussing the difficulties associated with major disagreements between the company's two principal shareholders, Mikhail Prokhorov and Vladimir Potanin. In a separation of their assets it looks now that Prokhorov will head Polyus, leaving Norilsk Nickel, from which Polyus was floated, in the hands of Potanin. "The company's Board is committed to delivering on the promises it has made to the market, and recent shareholder activity will not undermine the development of Polyus." he said.

Polyus is the leading gold producer in Russia and Ivanov discussed the company's growth strategy: "Growing organically rather than by acquisition will be the primary driver over the forthcoming years, as Polyus works to the approved strategy of four times growth by 2015, resulting in 3.9m oz of production annually. Our announcement yesterday updated the market on two major projects in the Krasnoyarsk region, Blagodatnoye, the largest gold discovery in Russia with reserves of 7.2m oz, and Titimukhta. Alongside our other projects and driven by an ambitious exploration programme, we expect our stated reserves of 68.6m oz to grow even further. We are always looking for acquisition opportunities; however, we are seeing few good, value-creating deals out there at the moment."

In particular, Ivanov singled out the Natalka deposit which he reckoned was the world's third largest, as being a major focus for the company. He also felt though, that the company would be looking for western jv partners to help develop the area because of its size. It has not yet been fully explored. He also disagreed with Greg Wilkins view of Russia as a risky mining environment reckoning it to be one of the world's best legislations in which to work - a view at least partly taken by Tye Burt of Kinross later in the day.

One very interesting aside to come from the talk was of a meeting between Russian President, Vladimir Putin, and the heads of the country's gold mining companies who suggested that the Russian Central Bank should consider increasing the gold element of its foreign currency reserves. He suggested that the Russian Central Bank may have been buying gold quite actively in the market and it will be see if this is actually the case when the Bank publishes its next statement.

The final morning presenter was Richard O'Brien, CEO of Newmont, another company which has seen some recent problems materialise with higher operating costs and reduced production at some of its major operations. O'Brien came to the CEO position recently and has already made some strong changes in moving to divest some of what he considers non-core assets and its gold hedges. This includes selling off its big royalty division - in part because a proportion of this related to non-gold assets and will use the money received in gold mining acquisitions where they can find those which meet its investment parameters - Miramar being the first of these.
On Newmont's money sapping Phoenix project, O'Brien thinks the mine planners and developers perhaps got things wrong in trying to push the mine into production too fast. In retrospect he felt that taking a bit more time could have alleviated some of the problems which have since occurred and are only now being addressed.

Overall O'Brien feels that Newmont needs to get back to using its extremely strong mining technical expertise to regain/rejuvenate its position through a more bottom line/cahflow oriented approach and is looking to build shareholder value strongly over the next five years.

The only Tier 1 producer presenting under the "in conversation" format in the afternoon was Kinross Gold, represented by Tye Burt where a takeover of Bema Gold has been successfully implemented over the past year. The company is looking to bring on three new projects with even lower cash costs than the company manages at the moment, and all of these present different kinds of challenges - these are Paracatu in Brazil where production is being tripled and is thus a straight expansion project.

Second is the Russian Kupol high grade gold/silver project - 80 percent complete - which is challenging climatically and geographically being in the icy north, but, as Burt says, probably no more difficult than developing a project in northern Canada or Alaska where similar constraints apply. He feels this is potentially one of the world's best gold mines with cash costs likely to be around $225 an ounce of gold sold.

The third project is the Buckhorn mine in Washington State where problems to be overcome are largely legislative and environmental. This is expected to add 160,000 low cost ounces a year to Kinross' production - also commencing in 2008.

To access the RBC Capital Markets' Global Gold Mining Conference webcast please click on http://www.wsw.com/webcast/rbc83/


The webcast will be available for 30 days.

Diamonds ARE gems! De Beers goes to court over Jagersfontein tailings

DIAMONDS AND GEMS - COURT PUNCH UP
Diamonds ARE gems! De Beers goes to court over Jagersfontein tailings

De Beers confirms it is contesting the granting of prospecting rights to a BEE company over tailings dumps at its Jagersfontein property, Free State, South Africa.Author: Barry SergeantPosted: Thursday , 29 Nov 2007 JOHANNESBURG
De Beers, the world's leading diamond miner, has confirmed its involvement in high level litigation over a prospecting licence granted last year to a black economic empowerment (BEE) entity over tailings dumps at its old Jagersfontein property where mining was first recorded in 1870.

South Africa's department of minerals and energy (DME) last year issued a prospecting right to Ataqua Mining under the Mineral and Petroleum Resources Development Act (MPRDA).

Recycling of tailings dams and dumps at various mines is relatively common in South Africa, given the age of many mines, and improved processing and refining technologies.

De Beers was reacting to a report in a national daily newspaper in South Africa, a report based on various court papers, but excluding De Beers's court papers. De Beers in reaction has denied suggesting, as was reported, that diamonds are not gems, nor that De Beers does not need to comply with environmental regulations when processing the tailings dumps at Jagersfontein, nor that diamonds occur "artificially" in the tailings dumps.

The newspaper report stated that in its papers, government argues that the "unmined gems" contained in the tailings dumps fall under new legislation and are therefore open to prospecting. In reaction, De Beers states that the tailings and the diamonds contained in the tailings comprise material which has already been mined, and therefore no longer occurs naturally in, or on, the earth.

De Beers currently processes similar tailings elsewhere in South Africa; indeed, the Kimberley Mine operation produces well over one and a half million carats a year sourced entirely from company tailings going back over the past century to when mining began in the city in the 1870s.

Ataqua has reportedly complained that "for more than 30 years De Beers has chosen not to exploit the rich and valuable resources of the tailings dumps [at Jagersfontein], effectively sterilising the resources". The argument, whatever its merits, does not alter the fundamental ownership of the tailings dumps.

The litigation will be closely watched. A recently-published Chubb investment risk rating of resource-rich countries placed South Africa in a lowly 18th position. Sweden tops the list, but is immediately followed by Namibia; one of Namibia's neighbours, Angola, ranks 30 of 32 countries named.

Botswana ranks seventh after the USA, but ahead of Australia, one of the world's biggest beneficiaries of mining investment in the past few years. Ghana is ranked right after Australia; Zimbabwe is not mentioned in the list at all. The overall Chubb rating is based on weighted scores for sovereign risk, land access, green tape, land claims, red tape, social risk, infrastructure, civil unrest, natural disasters, and labour relations.

Objetivo da Vale é se tornar a maior do mundo

Editorial - Agência Estado
São Paulo - 30 de Novembro de 2007

A Vale, que ontem aposentou o "Rio Doce" de sua logomarca, ocupa hoje a segunda posição no ranking mundial de mineradoras, por valor de mercado. Mas, se depender dos planos do presidente da companhia, Roger Agnelli, ela não deve se estabilizar nessa posição.Sem traçar uma data, o executivo foi enfático ao afirmar que o objetivo é não deixar a atual líder, a anglo-australiana BHP Billiton, se distanciar da Vale no ranking - a BHP vale hoje US$ 202 bilhões, enquanto o valor de mercado da Vale é de cerca de US$ 160 bilhões. "Temos um dos melhores ativos de mineração do mundo.

Ninguém vai abrir muita distância. (...) Temos o compromisso de nos tornarmos a melhor e maior mineradora do mundo", afirmou o executivo, durante a apresentação da nova logomarca da companhia. Com uma cerimônia no Forte Copacabana, no Rio de Janeiro, para funcionários da empresa, a Vale mostrou a marca, que reproduz a letra "V" estilizada nas cores verde e dourado.


Segundo Agnelli, a Vale detém um volume grande de reservas, todas de excelente qualidade. "Não vejo problema em sonhar em ser a número um. Nós somos persistentes", brincou. No início deste mês, a BHP Billiton fez uma proposta de compra da também anglo-australiana Rio Tinto, a terceira maior empresa do setor - com valor de mercado de cerca de 150 bilhões.

A Rio Tinto, porém, rejeitou a oferta. Esta semana, na França, Agnelli descartou a possibilidade de entrar na disputa pela mineradora. A explicação, segundo o presidente, é que, assim como a Vale, a Rio Tinto tem ativos muito concentrados no segmento de minério de ferro, onde a companhia brasileira não tem interesse em adquirir novas reservas - a Vale já ocupa a liderança mundial desse segmento.

O executivo aproveitou para traçar um cenário positivo para a mineração mundial e confirmou a tendência de alta para o preço do minério de ferro em 2008. "A tendência do preço é de alta", disse. Mas o tamanho desse aumento, segundo Agnelli, ainda será decidido na mesa de negociação", afirmou. O maior desafio agora, observou, é buscar um equilíbrio entre a forte demanda registrada na Ásia e o crescimento mais moderado no Ocidente. "Como conseguir negociar um preço global com tamanha disparidade? O desafio é negociar um preço que seja bom", disse Agnelli.

Mudança
O diretor de Assuntos Corporativos da Vale, Tito Martins, informou que a empresa vai investir cerca de US$ 50 milhões nos próximos quatro anos para implementar a nova logomarca da mineradora. Martins admitiu que a mudança vai exigir um trabalho grande, visto que a companhia atua em vários países e diversos continentes. "É um investimento que estamos fazendo para integrar todas as áreas da companhia.

Um investimento que já está no orçamento deste e do próximo ano", afirmou. Agnelli lembrou que essa é a primeira vez que uma empresa brasileira adota uma marca global para suas atividades. "A Vale é brasileira, mas também é resultado da globalização." Segundo ele, a escolha do nome Vale teve inspiração no fato de ser curto e fácil identificação e fixação para o público. lico.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Comerciantes buscam água mineral de fora do Estado para atender demanda


Editorial - InfoMine Brasil
Comerciantes buscam água mineral de fora do Estado para atender demanda
São Paulo - 28 de Novembro de 2007

A interdição da água mineral no Estado mudou o hábito de consumidores e comerciantes. Quem olhar com atenção para as gôndolas dos supermercados, pode notar novas marcas e, por enquanto, escassamente. O gerente de uma grande rede de supermercados, Luiz Carlos Manoel Barbosa, conta que o grupo teve que optar por outras marcas para continuar oferecendo água mineral aos clientes. Ele afirma que desde o período determinado para o recolhimento da água não recebe o produto de empresas do Estado. “Só não faltou porque buscamos alternativa. Trouxemos a água Teresópolis, do Rio de Janeiro. Caso contrário, com certeza teríamos ficado sem água neste período que deu o problema na água do Estado”.

O motorista Carlos Marcelo de Souza Martins diz que desde a última quinta-feira estava à procura de água mineral no mercado, sem sucesso. A alternativa que encontrou para os dias de escassez foi levar água filtrada de casa para o trabalho. Nesta terça, apesar das dificuldades, conseguiu comprar água mineral. “A gente rodou nestas lojas grandes aí e não encontrou de jeito nenhum.

A explicação que eles davam para a gente é de que a água tinha sido recolhida e hoje a gente conseguiu, mas mesmo assim foi difícil”, diz. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), amanhã serão divulgados os resultados as análises das águas Calogi, Iate, Açaí, Linhágua, Parajú e São Lourenço, as duas últimas de Minas Gerais.

O recolhimento das águas capixabas está sendo feito pelas próprias empresas, que estão estocando o produto. Ainda de acordo com a Sesa, a definição do local de descarte está sendo discutido pelo Ministério Público Estadual (MPE), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e Procon Estadual. A possibilidade mais cogitada é de que a água retirada do mercado seja despejada em alguma adutora da Cesan. Ao todo, são 22 marcas analisadas, sendo que 14 são capixabas