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sábado, 3 de janeiro de 2009

SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA, SAÚDE E SANEAMENTO http://www.aguabrasil.icict.fiocruz.br/

O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT) da Fiocruz, em parceria com a Coordenação Geral de Vigilância em Saúde Ambiental (CGVAM) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde (MS) está à frente de um sistema de visualização de indicadores: um Atlas digital que reúne e analisa um conjunto de indicadores sobre a qualidade da água, saneamento e saúde. Esse Atlas ajuda a sociedade a traçar um painel da água usada para consumo humano no país, estimulando o debate sobre a qualidade e cobertura dos serviços de saneamento básico.

Os resultados desse estudo estão acessíveis para a sociedade civil, técnicos de vigilância em saúde e gestores interessados no tema. Esta é a primeira vez no país que dados tão relevantes sobre a água podem ser acessados sem restrições pela Internet. O Atlas serve, portanto, para elaborar diagnósticos locais dos problemas relacionados à qualidade da água e auxiliar gestores e cidadãos na formulação de políticas sobre saneamento, ambiente e saúde. A integração desses dados é inédita no Brasil.

      Os objetivos desse Atlas são: Reunir um conjunto de indicadores e dados sobre condições de saúde, água e saneamento básico no Brasil para através da produção de mapas temáticos; Retratar as condições dos sistemas de saneamento, da qualidade da água e das doenças de veiculação hídrica nos municípios brasileiros, permitindo o fornecimento de informações geográficas relevantes indispensáveis à análise do controle e monitoramento da qualidade da água consumida e dos riscos relacionados às condições gerais de saneamento; Possibilitar o uso dessas informações pelos gestores, como uma forma de minimizar os riscos à população e elaborar políticas públicas para o saneamento e recursos hídricos, fornecendo informações aos interessados na questão, seja a sociedade civil ou órgãos de governo.

      Um Atlas com estas informações é um meio de se unir esforços de agências e de cidadãos para atuação sobre as condições de saúde e saneamento no Brasil.

Seja bem vindo!

http://www.aguabrasil.icict.fiocruz.br/

Metodologia 

A seleção dos indicadores e sua forma de apresentação em mapas e tabelas foi estabelecida por grupo de trabalho coordenado pelo Laboratório de Informações em Saúde (LIS/ICICT/FIOCRUZ), do qual participaram profissionais e pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Centro de Pesquisas Ageu Magalhães (CpqAM/Fiocruz), Secretaria de Vigilância em Saúde (CGVAM/SVS), Ministério das Cidades, Agência Nacional das Águas (ANA), e Secretarias de Saúde Estadual e Municipal do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Os dados necessários para calcular os indicadores foram obtidos dos seguintes bancos de dados:

- Censo demográfico de 2000 - dados sobre condições de abastecimento, de esgotamento e de coleta de lixo nos domicílios, população e densidade demográfica. Disponível em www.ibge.gov.br ;

- Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) de 2000 - dados de captação, abastecimento, tratamento da água e esgotamento sanitário. Disponível em www.ibge.gov.br ;

- Sistema de informações sobre Internações Hospitalares (SIH-SUS). Dados sobre as internações ocorridas em hospitais do SUS ou conveniados segundo ano de ocorrência, município de residência e causa da internação. Estima-se que esse sistema cubra entre 70 a 80% das internações do país, sendo as demais internações realizadas pelos planos de saúde ou pela iniciativa privada. Disponível em www.datasus.gov.br

- Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Dados sobre óbitos ocorridos por ano, município de residência e causa básica, organizados pelo Departamento de Análise de Situação de Saúde (DASIS), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde. Disponível em www.datasus.gov.br

- Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Dados sobre a notificação e investigação de casos de doenças e agravos, por ano e município de residência, que constam na lista nacional de doenças de notificação compulsória, organizados pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde. Disponível em www.datasus.gov.br

- Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA). Dados sobre sistemas de abastecimento de água e das soluções alternativas coletivas e individuais, vigilância e controle da qualidade da água para consumo humano. Organizado pela Coordenação-geral de Vigilância em Saúde Ambiental (CGVAM/SVS/MS) em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde.

- Sistema de Informações Hidrológicas (Hidro). Dados sobre qualidade da água nos principais rios do país, mantido pela Agência Nacional de Águas (ANA). Disponível em http://hidroweb.ana.gov.br

Esses Sistemas de Informação contêm diversos dados sobre ambiente, população e saúde. No entanto, foram selecionados apenas alguns dos principais indicadores para representar as condições gerais de qualidade da água, saneamento e doenças relacionadas. Como eventos marcadores dos riscos relacionados à qualidade da água foram selecionados os seguintes agravos: cólera, salmonelose, amebíase, helmintose, giardíase, hepatite A, leptospirose, dengue, esquistossomose e mortalidade por diarréia em menores de 5 anos.

Para facilitar a consulta, os indicadores foram organizados em três temas: a qualidade da água, estrutura e o funcionamento dos sistemas de saneamento e a incidência de doenças relacionadas ao saneamento, levando-se em conta a disponibilidade desses dados e sua capacidade de retratar as condições gerais de saneamento.

Na segunda fase de organização, houve uma integração das informações através da utilização de Sistemas de Informações Geográficos que permitiu gerar tabelas e mapas temáticos com relacionamento de indicadores para sua visualização conjunta, em diferentes níveis de agregação (municípios e estados).

É importante observar que não existe uma solução ideal para as condições de saneamento. Os sistemas de saneamento devem ser permanentemente aperfeiçoados, procurando-se soluções que minimizem os riscos à saúde e ao ambiente. Existem diversos riscos à saúde associados à má qualidade ou ausência de serviços de saneamento. Algumas das doenças selecionadas podem ser transmitidas por outros meios, além da água utilizada para consumo. A transmissão de doenças envolve diferentes agentes etiológicos, com ciclos no ambiente, virulência e letalidade diferentes. Uma parte da incidência dessas doenças se deve à contaminação e falta de tratamento da água que é usada para o abastecimento. Outra parcela importante se deve à contaminação dos rios e lagoas usados para trabalho ou lazer. Todos esses fatores devem ser considerados na interpretação dos indicadores apresentados nesse Atlas.

Também não se pode admitir que a baixa cobertura dos serviços de saneamento seja a causa de todos os problemas de saúde enfrentados pela população. Alguns pequenos sistemas de abastecimento de água, como os poços domiciliares, podem ser seguros e de boa qualidade se forem garantidas as condições de higiene dos domicílios e a preservação do lençol freático. Por outro lado, infelizmente, não se pode afirmar que um domicílio ligado à rede geral de abastecimento de água esteja livre de riscos. A água usada para consumo pode ser contaminada por agentes patogênicos no manancial, na rede de distribuição ou no próprio domicílio, por exemplo, nas caixas d'água. Por isso, a proporção de domicílios abastecidos por rede de água já não é um indicador suficiente que aponte com precisão os grupos de maior risco. Para uma avaliação mais contextualizada dos problemas de saneamento, deve-se levar em conta também a cobertura da rede de coleta de esgoto, a contaminação da água na rede de abastecimento, a possível contaminação de mananciais de água, o tratamento inadequado ou insuficiente da água, a intermitência do abastecimento e a interação entre água e esgoto no solo no entorno do domicílio. A combinação entre estes indicadores pode revelar contextos particulares em que os problemas de saúde ocorrem e fornece pistas para o estabelecimento de políticas específicas e focadas para cada grupo social e região

http://www.aguabrasil.icict.fiocruz.br/doc/manual.pdf

Documentação

quarta-feira, 23 de abril de 2008

USP- IAG - SISMICIDADE NA COSTA DO BRASIL

USP descarta tsunami, mas não novo tremor
O sismólogo Afonso Vasconcelos, da Universidade de São Paulo (USP), afirmou hoje que não está descartada a possibilidade de ocorrerem novos tremores de terra como o que foi registrado na noite de hoje em São Paulo. Ainda de acordo com o sismólogo, não há chances de ocorrer um tsunami. O epicentro do sismo ocorreu no mar, a cerca de 270 km a sudeste da cidade de São Paulo, por volta das 21h. O abalo foi sentido em todo o Estado e também no Rio, Minas Gerais, Santa Catarina e no Paraná. As informações são da Globonews.

EFEITOS DA ÁGUA NO MEIO AMBIENTE
OS TSUNAMIS ;
Devemos nos preocupar com estes fenômenos no Brasil?
Os tsunamis são ondas oceânicas que invadem o litoral, provocando destruição pelo tamanho das ondas e, principalmente, pelo grande volume de água que carregam, podendo invadir por quilômetros o litoral. Este se propaga para o litoral formando as ondas na arrebentação ao atingir a porção continental. As ondas aumentam de tamanho, devido à diminuição da velocidade de propagação provocada pela menor profundidade do assoalho oceânico.
Os tsunamis mais violentos são os provocados por terremotos que ocorrem nas zonas de subducção.

Mapa de sismicidade do Brasil de sismos ocorridos entre 1768 e 2002, mostrando o epicentro do sismo de magnitude mb 5,3 ocorrido em 1990, em frente ao litoral de Rio Grande do Sul que pode ter sido provocado por um deslizamento de sedimentos.
Um exemplo deste fenômeno é o ocorrido em Sumatra, em 26 de dezembro de
2004, quando morreram mais de 300.000 pessoas, entre Sumatra, nas ilhas e praias mais próximas do Oceano Índico. Uma zona de subducção é uma área de convergência de placas tectônicas, onde uma das placas desliza debaixo da outra. As zonas de subducção são potenciais focos sísmicos. Os terremotos de conseqüências mais devastadoras estão normalmente associados a este enquadramento geológico. A fricção das duas placas pode provocar a libertação repentina de enormes quantidades de energia, que resulta no terremoto. (fonte: http://pt.wikipedia.org/) Outro tsunami famoso, de interesse para os paises que rodeiam o Oceano Atlântico, é o que destruiu Lisboa em 1755, matando mais de 90.000 pessoas, um terço de sua população nessa época. O terremoto que provocou esse tsunami, com magnitude Mw 8,0, teve seu epicentro a
200 km a SW (sudoeste) de Lisboa. Depois do terremoto, houve um terrível incêndio que, após 40 minutos, foi seguido por um tsunami, que se repetiu mais três vezes. O terremoto de Lisboa ocorreu na Dorsal Azores-Gibraltar, onde se encontram as placas tectônicas da África e a Euro-asiática, provocando um processo de subducção motivo pelo
qual os terremotos nessa dorsal provocam deslocamentos verticais do assoalho oceânico, que originam os tsunamis.
A sismicidade existente no Oceano Atlântico, principalmente nas dorsais meso-oceânicas, é composta por sismos associados a falhas transcorrentes ou transformantes, que provoca deslocamentos horizontais do assoalho oceânico, com exceção da Dorsal Azores-Gibraltar e as zonas de subducção das micro-placas do Caribe que provocam pequenos tsunamis de
efeitos locais, e do Arco de Scotia, que não provocou até agora tsunamis conhecidos. De acordo com os mapas acima e aos tsunamis associados com os terremotos que ocorrem no Oceano Atlântico, a única fonte sísmica que poderia provocar tsunamis que possam afetar o Brasil, seriam os que ocorrem na Dorsal Açores-Gibraltar, como o de 1755 que afetou Lisboa
e cujas ondas chegaram ao litoral NE da América do Sul, com ondas de menos de 1 metro de altura. Outras fontes que provocam tsunamis são as erupçõesvulcânicas. A erupção vulcânica mais famosa, seguida por um tsunami, ocorreu no vulcão Kracatoa em 27 de agosto de 1883, localizado no estreito de Sunda que fica entre Sumatra e Java, na Indonésia, uns mil
quilômetros ao sul onde ocorreu o terremoto e tsunami de Sumatra de Dezembro de 2004. Nessa erupção dois terços da Ilha de Kracatoa foram submersos o que provocou o tsunami. Os efeitos do tsunami foram devastadores, ondas de até 37 m de altura destruíram em uma hora 295 cidades e povoados do Estreito de Sunda, matando mais de 37.000 pessoas
A Ilha de Kracatoa, depois Emvermelho as partes do litoral do da erupção do vulcão. Estreito de Sunda afetadas pelo tsunami Na região das Antilhas, no Caribe, também existem alguns casos de tsunamis gerados por erupções vulcânicas, entretanto esses tsunamis provocam efeitos muito localizados e são mais
propensos de atingir a borda sul e sudeste da América do Norte. Esses tsunamis não atingiram o litoral do Brasil. Por outro lado existe a previsão da ocorrência de um provável tsunami que seria provocado
pela queda de um bloco de meio milhão de toneladas de uma das paredes do vulcão “Cumbre Vieja”, que está localizado na Ilha “La Palma” que faz parte do arquipélago Ilhas Canárias na borda NW da África
Segundo a previsão apresentada por Ward & Day (2001), a queda violenta desse imenso bloco no Oceano Atlântico que ocorreria, provavelmente, durante a próxima erupção desse
vulcão, provocaria uma onda gigantesca de 650 m de altura que chegaria em Europa e África
com 100 m de altura e na região leste de Estados Unidos e NE da América do Sul com ondas de 50 m de altura, viajando com velocidade de 700 km/h. Esse tsunami poderia atingir o
litoral da região NE, SE e Sul do Brasil com ondas de até 20 m de altura. Esta previsão não considerou o efeito de atenuação rápida no caso do tsunami provocado pela erupção do vulcão Krakatoa, conforme foi apresentado antes.
A Ilha “La Palma” com o vulcão “Cumbre Vieja” na porção sul dessa ilha. O bloco que desabaria e que provocaria o tsunami, está localizado no flanco SW desse vulcão. A modelagem efetuada por Mader (2001) de esse fenômeno, considera que o bloco SW do “CumbreVieja”, não cairia de forma violenta e sim por partes ou deslizaria, o que provocaria uma onda de no máximo 350 m de altura. Além disso, considerou a variação mais real da profundidade do fundo marinho assim como o fato de este tipo de tsunamis apresentar ondas
de alta freqüência, que se atenuam mais rapidamente, e concluiu que o tsunami atingiria Europa e África com ondas de 10 m (e não de 100 m, como na previsão anterior), chegaria na porção leste dos Estados Unidos, nas Antilhas e na região NE da América do Sul, com ondas de 3 m (e não 50 m, como na previsão anterior). No resto do litoral do Brasil, as ondas desse tsunami não passariam de mais de 2 m de altura As duas regiões com maior ocorrência de tsunamis são a Dorsal Açores – Gibraltar e as
Antilhas, inclusive nesta região tem ocorrido tsunamis provocados por terremotos e por erupções vulcânicas. Fora esses tsunamis, outras fontes importantes são os deslizamentos, provocados pela queda de grandes blocos de gelo, principalmente em Groenlândia e na
Noruega. Os casos de tsunamis associados a terremotos, com a ocorrência simultânea de deslizamentos de grandes quantidades de sedimentos,Nestes casos, se pensa que o terremoto provocou o deslizamento de sedimentos e que este, por sua vez, teria provocado o tsunami correspondente. Esses terremotos são de magnitude M 7,2
no caso dos sismos da região NE do Canadá e no caso do sismo de Uruguai, a magnitude calculada foi de M 7,0. Ambas regiões não apresentam altos índices de atividade sísmica, conseqüentemente, não tem como explicar a ocorrência desses sismos de magnitude elevada. Por outro lado em ambas regiões existe uma plataforma continental bastante extensa (O Grand Bank, no Canadá e a Baia do Rio da Plata, no Uruguai) maior que 200 km, o que permite o
acúmulo de grandes quantidades de sedimentos, que de tempo em tempo deslizam para a região abissal provocando terremotos de grande magnitude e tsunamis, com ondas de até 15 m, porém de pequeno comprimento de onda, motivo pelo qual essas ondas são atenuadas rapidamente e os efeitos do tsunami são percebidos com maior tamanho em regiões relativamente limitadas, como é o caso do tsunami ocorrido no Grand Bank , Canadá, em novembro 18, de 1929.

Os epicentros dos sismos ocorridos junto com os tsunamis do Grand Bank, em 1774, e do Uruguai, em 1884, aparecem nos locais em que os tsunamis foram mais destrutivos, e não nos locais onde ocorreram os deslizamentos, como é o caso do epicentro do sismo de novembro 1929 ocorrido no Grand Bank, que foi localizado com dados de estações sismográficas no local onde ocorreu o deslizamento de sedimentos, na borda da plataforma continental. A quantidade de material deslizado no tsunami do Grand Bank de 1929, foi estimada em
quase um trilhão de toneladas de sedimentos, que provocou o sismo de magnitude M 7,2 e
que causou a morte de 28 pessoas. O tsunami de 1884, na mesma região provocou a morte de
300 pessoas, o que nos leva a pensar que teria sido maior que o ocorrido em 1929, 150 anos
antes, para poder justificar esse número maior de mortes. Ou seja a quantidade de material
deslizado em 1774 pode ter sido superior a um trilhão de toneladas.
Essas informações sobre os tsunamis provocados por grandes deslizamentos, nos indicam que
o provável tsunami que pode ser originado durante a próxima erupção do vulcão “Cumbre
Vieja”, nas Ilhas Canárias, deverá ter características semelhantes aos deslizamentos do Grand
Bank de 1929 ou de 1774, que deslocaram uma quantidade de massa muito maior, que provocaram terremotos com magnitude M 7,2, mas que o tsunami resultante desses deslizamentos tiveram um efeito localizado, sem atingir distâncias transoceânicas com ondas
de altura considerável, a não ser pequenas oscilações registradas por mareógrafos no outro extremo do Oceano Atlântico.
Como conclusão podemos inferir que o tsunami que poderia atingir com severidade o litoral do Brasil, não será originado na dorsal Açores Gibraltar, nem nas zonas de subdução das Antilhas ou do Arco de Scotia, nem na erupção do vulcão “Cumbre Vieja”. Seria um tsunami, como o ocorrido no Uruguai em 1884, que poderá ser provocado por um gigantesco deslizamento de grande quantidade de sedimentos depositados na plataforma continental do Brasil. Mapa de sismicidade do Brasil de sismos ocorridos entre 1768 e 2002, mostrando o epicentro do sismo de magnitude mb 5,3 ocorrido em 1990, em frente ao litoral de Rio Grande do Sul (assinalado com uma seta branca), que pode ter sido provocado por um deslizamento de sedimentos. Na Fig.se mostra o mapa de sismicidade do Brasil onde se assinala um sismo de
magnitude mb 5,3ocorrido em 1990 em frente ao litoral do Estado de Rio Grande do Sul, que provavelmente teria sido provocado por um deslizamento de sedimentos depositados na plataforma continental, como que ocorreu em 1884 na Baia do “Rio de La Plata” no Uruguai, porém de menores dimensões que não chegaram a provocar um tsunami, tendo em vista que o sismo do Uruguai teve magnitude M 7,0 e que o tsunami originado por esse deslizamento chegou a matar algumas pessoas. Podemos observar no mapa da Fig. 13 que existem outros sismos de menor magnitude localizados na borda da plataforma continental, principalmente em frente à região Sudeste do Brasil, que podem corresponder a sismos provocados por deslizamentos de menor tamanho que o que teria provocado o sismo de 1990 em frente ao litoral de Rio Grande do Sul. A plataforma continental do Brasil, com exceção da existente no Cone Amazônico, não é tão extensa como a do Grand Bank no Canadá, ou a da Baia do “Rio de La Plata” no Uruguai, por esse motivo provavelmente não será possível que sejam acumuladas quantidades gigantescas de sedimentos que possam deslizar e provocar terremotos de magnitude M 7,0 ou maior e tsunamis que afetem o nosso litoral.
São Paulo, outubro de 2005

domingo, 26 de agosto de 2007

23/08/2007 - 11h08A água, novo objeto de desejo das multinacionais

23/08/2007 - 11h08A água, novo objeto de desejo das multinacionais

Por Riccardo Petrella

Lovaina, agosto/2007 – É sabido que por mais que as águas minerais sejam de propriedade pública, são as empresas privadas que obtêm grandes e garantidos lucros com sua comercialização. O negócio das águas minerais engarrafadas se transformou em um dos setores mais lucrativos e de maior expansão no mundo, dominado até há pouco tempo por Nestlé e Danone. Agora, estas duas multinacionais têm, em seus calcanhares outras duas “gentis irmãs da água”: a Coca-Cola e a Pepsicola. Também está ficando claro que as empresas privadas de distribuição de água e aquelas de capital misto público-privado, cada vez mais numerosas no setor dos serviços hídricos, estão se apoderando da propriedade e/ou do controle da água potável através do mundo.As companhias francesas Suez-Ondeo e Vivendi-Veolia, por si só, administram a distribuição da água para mais de 250 milhões de pessoas, sem contar aquelas servidas por empresas nas quais possuem participação acionária

O banco privado suíço Pictet prevê que em 2015 as empresas privadas fornecerão a água potável a cerca de 1,750 bilhão de “consumidores”. Neste contexto, não surpreende comprovar que as companhias de gestão de água são sempre mais compradas e vendidas no mercado, como se compra e vende empresas de sapato ou geladeira.O último caso significativo é o da Thames Water, maior empresa hídrica do Reino Unido e a número três no mundo (atrás das duas francesas citadas), comprada pela australiana Macquarie à alemã RWE. A RWE, gigante energético europeu, havia adquirido a Thames Water em 2000 por 7,1 bilhão de euros como concretização de sua estratégia para converter-se na número um das européias multiusos (companhias que operam simultaneamente nos setores de energia, transportes, lixo, água, comunicações etc). A escolha de uma estratégia multiuso também levou, há alguns anos, a italiana Enel a se interessar pela possível aquisição do Acquedotto Pugliese.Por diversos motivos, os dirigentes da RWE decidiram ultimamente se concentrar somente no setor de sua competência para manter-se à altura dos colossos energéticos mundiais em vias de reestruturação e consolidação. Assim, venderam a Thames Water com a mesma velocidade com que compraram.

A Thames Water foi adquirida por uma empresa australiana, o Banco Macquarie, que para isso desembolsou cerca de 14 bilhões de euros. Trata-se de um banco especializado em serviços financeiros e investimentos em infra-estrutura. Por exemplo, os aeroportos de Bruxelas e Copenhague são da Macquarie Airports. A companhia está presente em 24 países e tem cerca de 8.900 funcionários.Por que este banco australiano investiu tanto no setor da água, onde também comprou a norte-americana Acquarion por US$ 860 milhões? Por certo que isso não foi por ter um plano industrial e sócioambiental de modernização da rede e do serviço hídrico para os 13 milhões de habitantes da região londrina e dos outros 50 milhões de pessoas atendidas no mundo pela Thames Water. Para Macquarie se trata de uma estratégia puramente financeira: aumentar os níveis de lucro do grupo intervindo em um setor bastante rentável, destinado a ser ainda muito mais lucrativo no futuro se continuarem os processos de privatização e escassez da água para uso humano.No momento em que Margareth Thatcher privatizou a água, em 1989, afirmou que aos britânicos não importa saber quem distribuía a água e que o importante para eles era ter o beneficio de serviço de alta qualidade e a preços convenientes. Mas a privatização da água não deu resultados notáveis em relação aos preços (os aumentos foram consideráveis) nem quanto à qualidade (recentemente a Thames Water foi severamente admoestada por não ter reduzido os níveis de perda de água, de acordo com as obrigações ligadas à tarifa).Os britânicos, por outro lado, aparentemente consideram irrelevante e nacionalidade do gestor da água do Tamisa.

De fato, a Thames Water, em 15 anos, passou de propriedade de um organismo público à de uma empresa privada britânica, depois de uma companhia energética alemã e agora a um banco australiano.

Não se pode descartar que dentro de 10 anos a propriedade da Thames Water passe a pertencer a uma sociedade chinesa especializada no tratamento de lixo urbano.

Riccardo Petrella, fundador do Comitê Internacional para o Contrato Mundial da Água e professor emérito da Universidade Católica de Lovaina

terça-feira, 7 de agosto de 2007

REDE CLUSTER DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

REDE CLUSTER DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Jornal Eletrônico da AGUA - Associação Guardiã da Água
Por John Emilio Garcia Tatton

Serviço de identificação, coleta e sistematização de dados da mídia global, regional e local
que visa informar, sensibilizar e conscientizar sobre a problemática da água
- enviado duas vezes por semana para mais de vinte mil pessoas -
Atividade em Educação Ambiental Informal
com propósito de facilitar a pesquisa e colaborar para formação de opinião
e multiplicadores da informação sobre meio ambiente, saneamento e educação ambiental


1- III Encontro Estadual de EA em São José do Rio Preto elabora minuta do projeto de lei da Política Estadual de Educação Ambiental – SMA
2- Dia sem carro é bobagem? Art. de Gilberto Dimenstein - Folha Online
3- Os bancos e o suposto compromisso com a sustentabilidade – Exame
4- É preciso politizar o consumo, diz o especialista Ladislau Dowbor – Envolverde
5- Dr. Bactéria responde: Sobre bactérias no ar condicionado que podem levar à morte; Fontes de água parada ou sedimentos em reservatórios de água; DST: monogamia e camisinha; Bactéria que causa a gastrite – G1
6- Cientistas brasileiros criam tecido antibacteriano - Folha de S.Paulo
7- Um tesouro chamado Aqüífero – Aguaonline
8- Revolução Azul: A aquacultura poderá manter a qualidade de vida e evitar a destruição dos oceanos – Scientific American Brasil
9- O eixo Bush-Lula e a guerra do etanol – Envolverde
10- Para brasileiros, ONGs estrangeiras são parte de complô para tomar a Amazônia – The New York Times
11- Mais de 35% das crianças latino-americanas sem acesso à água potável - Estadão
12- China atribui secas e inundações à mudança climática – Estadão
13- Poluição do ar amplifica efeitos do aquecimento global – Reuters
14- ONU debate aquecimento global neutralizando seu CO2 - Estadão


1- III Encontro Estadual de EA em São José do Rio Preto elabora minuta do projeto de lei da Política Estadual de Educação Ambiental – SMA
Secretário Graziano recebeu minuta do projeto de lei da Política Estadual de Educação Ambiental, no encerramento do III Encontro Estadual de EA em São José do Rio Preto
As escolas de São Paulo terão seu Protocolo Verde de incentivo a práticas ambientais. A medida foi anunciada pelo secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano, ao encerrar em São José do Rio Preto o III Encontro Estadual de Educação Ambiental, no último sábado (28/07).O secretário recebeu, dos organizadores do encontro, a minuta do projeto de lei estabelecendo a Política Estadual de Educação Ambiental (PEEA). Também durante o encerramento do evento, que reuniu mais de 1.100 especialistas em educação ambiental de todo o Estado, a Prefeitura local assinou o Termo de Adesão ao “Município Verde”, um dos 21 Projetos Ambientais Estratégicos do governo estadual e que prevê que os municípios que se saírem melhor no cumprimento de suas agendas ambientais serão premiados, além de terem prioridade no acesso às políticas do governo.
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2- Dia sem carro é bobagem? Art. de Gilberto Dimenstein - Folha Online
Uma série de entidades está promovendo para o dia 22 de setembro, em São Paulo, uma manifestação para comemorar o Dia sem Carro. Até agora, esse dia tem sido, no Brasil, um fracasso, apontado como uma bobagem de seres alternativos.
Neste momento, estou no Estados Unidos e vendo o que está acontecendo aqui, posso dizer que, mais cedo ou mais tarde, esse dia vai ser reverenciado como uma marca de cidades mais civilizadas.
Falo isso porque tomei contato com medidas lançadas pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, as quais o fariam ser linchado se estivesse no comando de qualquer cidade brasileira. Ele determinou, na marra, que os taxis sejam menos poluentes, quadruplicou a área das ciclovias e, para complementar, prometeu cobrar R$ 16 para cada carro que circular em Manhattan.

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3- Os bancos e o suposto compromisso com a sustentabilidade – Exame
Quer fazer um executivo de banco desandar a falar?Pergunte a ele sobre os tais
Princípios do Equador (PE) e você certamente vai ouvi-lo discursar por uma boa meia hora. Para quem não sabe, os PE são um conjunto de diretrizes socioambientais que os próprios bancos criaram em 2003 para pautar a concessão de crédito para grandes projetos. Elas foram baseadas em padrões sociombientais que o IFC, o braço privado do Banco Mundial, já vinha usando há algum tempo.
A iniciativa nasceu lá fora com dez instituições financeiras privadas de grande porte e se expandiu para o mundo todo. Atualmente, mais de 40 bancos, em todos os continentes, entre eles os brasileiros Bradesco, Itaú e Unibanco, enchem o peito para falar que são signatários voluntários dos princípios. Eu sempre achei que o discurso dos bancos sobre a iniciativa era muito melhor que a sua real aplicação. Parte disso é porque nunca uma dessas instituições me revelou um exemplo real de como esses princípios tinham sido observados na concessão de um financiamento.
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4- É preciso politizar o consumo, diz o especialista Ladislau Dowbor – Envolverde
"No século passado quem dominava os meios de produção, controlava a sociedade. Hoje, domina quem possui o conhecimento e o controle da informação". A afirmação partiu do professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Ladislau Dowbor, em mesa comemorativa aos 20 anos do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que aconteceu em São Paulo.Para ele, a questão de consumo está diretamente associada ao poder midiático das empresas. "Não se produz mais em função de necessidades e sim em função dos interesses do próprio produtor", disse.

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5- Dr. Bactéria responde: Sobre bactérias no ar condicionado que podem levar à morte; DST: monogamia e camisinha; bactéria que causa a gastrite – G1
Oi, pessoal!Volto aqui para minha coluna de respostas a algumas das questões feitas por vocês no sistema de comentários! Você ainda ficou com alguma dúvida? Não deixe de perguntar!Agora, às respostas!A camisinha realmente protege contra todas as doenças sexualmente transmissíveis? Não há perigo de pegar alguma coisa, mesmo com a camisinha? Como evitar esse tipo de problema?

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6- Cientistas brasileiros criam tecido antibacteriano - Folha de S.Paulo
A receita para a produção de um tecido antibacteriano acaba de sair de laboratórios brasileiros. Os ingredientes são uma cultura de fungo, um sal de prata e um tecido de algodão. Manipulando os três produtos, será possível criar roupas eficazes no combate à infecção hospitalar, diz um grupo de cientistas.
"Existe mesmo um grande potencial de aplicação desse tecido para a confecção de uniformes profissionais para ambiente hospitalar a partir desse trabalho", disse à Folha Oswaldo Alves, químico da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) que participou da invenção. Além dele, participaram do desenvolvimento do tecido antibacteriano Nelson Durán e Priscyla Marcato --dupla também da Unicamp-- e Gabriel Souza e Elisa Esposito, ambos da UMC (Universidade de Mogi das Cruzes).

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7- Um tesouro chamado Aqüífero – Aguaonline
Este material foi produzido dentro do Projeto Iniciativa Water Reach de capacitação de jornalistas sobre a gestão dos recursos hídricos.O segredo das águas e, conseqüentemente, da vida na Terra é que parte da água que evapora dos oceanos cai nos continentes, realimenta os rios, molha o solo e alimenta os aqüíferos. Essa é a parte renovável dos suprimentos de água doce dos quais dependemos. Nesse processo (ciclo hidrológico), a água é temporariamente armazenada em diferentes partes da hidrosfera( ), até mover-se novamente para uma outra parte. O tempo de residência ( ) dá a indicação do quão rápida ou demorada pode ser a renovação da água nos diferentes lugares da terra. Na tabela abaixo se observa que as águas subterrâneas podem ter um dos maiores tempos de residência, juntamente com os oceanos e as calotas polares. Isto significa que as águas subterrâneas demoram mais para ser renovadas tanto em termos de qualidade, no caso de poluição, quanto em termos de quantidade, no caso de exploração. Diferente do que acontece na atmosfera e nos rios em que a renovação das águas ocorre muito mais rapidamente.

Aqüífero Guarani

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8- Revolução Azul: A aquacultura poderá manter a qualidade de vida e evitar a destruição dos oceanos – Scientific American Brasil
O equilíbrio ambiental já está difícil de ser mantido com os atuais 6,6 bilhões de habitantes e produção média de US$ 8 mil per capita. Por volta de 2050, a Terra poderá abrigar mais de 9 bilhões de pessoas, com produção média de US$ 20 mil ou mais. Muitos ambientalistas dão como certo que países ricos terão de cortar acentuadamente seu consumo para impedir um desastre ecológico.Mas há outras possibilidades. Políticas públicas globais e instituições de mercado podem promover novas tecnologias que elevem o padrão de vida e ao mesmo tempo reduzam o impacto humano no ambiente. A aquacultura seria uma dessas novas tecnologias fundamentais, a criação de animais marinhos, que pode atender o crescente consumo humano de peixes e outras espécies aquáticas e reduzir a pressão sobre os ecossistemas oceânicos. O rápido desenvolvimento da aquacultura nos últimos anos tem sido chamado Revolução Azul, em referência à Revolução Verde da alta produtividade de grãos ocorrida a partir dos anos 50.

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9- O eixo Bush-Lula e a guerra do etanol – Envolverde
Caracas, julho/2007 – Para o Brasil, o desenvolvimento da produção de etanol significa a possibilidade de se projetar, a médio prazo, como a nova potência energética mundial do biocombustível mais promissor. Os Estados Unidos são o consumidor que espera ser beneficiado com o desenvolvimento do etanol em nível mundial. A aliança estratégica Estados Unidos-Brasil, ratificada com os acordos de Camp David assinados entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush, obedece aos interesses estratégicos dos dois países, que se propuseram marchar juntos para consolidar um “Eixo do Etanol” que possa estimular e controlar a produção do biocombustível em nível mundial. A aspiração de Bush é criar, de mãos dadas com Lula, uma “Opep do Etanol” que possa competir com a Opep do petróleo e a futura Opep do gás defendida pela Rússia.

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10- Para brasileiros, ONGs estrangeiras são parte de complô para tomar a Amazônia – The New York Times
Dependendo do ponto de vista, o apoio financeiro da organização não governamental World Wildlife Fund (WWF) a uma reserva natural aqui no Rio Negro pode se constituir em uma louvável tentativa de conservar a Floresta Amazônica ou em um complô maligno articulado por grupos ambientalistas estrangeiros no sentido de ganhar controle sobre a última grande floresta do Brasil e impôr o domínio internacional sobre ela.Em 2003, após assinar um acordo com o World Wildlife Fund e com o Banco Mundial, o governo brasileiro criou o programa Áreas Protegidas da Amazônia. Desde então, vários parques e reservas nacionais abrangendo uma área maior do que os Estados de Nova York, Nova Jersey e Connecticut juntos foram incluídos nesta rede e receberam uma injeção de novas verbas.
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11- Mais de 35% das crianças latino-americanas sem acesso à água potável - Estadão
A Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Cepal, informou que mais de 35% das crianças na região não têm acesso à água potável. De acordo com o artigo “O direito a um Ambiente Saudável para Crianças e Adolescentes: Um diagnóstico sobre América Latina e Caribe”, o problema de acesso à água afeta ainda cerca de três em cada 10 adultos.“O estudo, preparado com a ajuda do Fundo Das Nações Unidas para a Infância, Unicef, sugere que os problemas de acesso à água ameaçam cerca de 21 milhões de crianças menores de cinco anos. Segundo o documento, as maiores vítimas são moradores de áreas rurais, integrantes de populações indígenas e crianças negras.

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12- China atribui secas e inundações à mudança climática – Estadão
Cerca de 7,5 milhões de chineses sofrem com a seca numa ampla faixa do sul ao nordeste do país
PEQUIM - A China atribuiu na quarta-feira ao aquecimento global as inundações que já mataram 700 pessoas neste ano e as secas que deixaram mais de 7 milhões com pouco acesso a água.Song Lianchun, diretor do Departamento de Previsões e Mitigação de Desastres da Administração Meteorológica da China, disse que esses episódios devem se tornar piores e mais frequentes no futuro.
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13- Poluição do ar amplifica efeitos do aquecimento global – Reuters
A fuligem impede que Sol aqueça o solo, mas ela própria esquenta e eleva a temperatura do ar
WASHINGTON - Uma nova análise das chamadas "nuvens marrons" nos céus do sul da Ásia - carregadas de fuligem e outros poluentes - sugere que essas massas de fumaça elevam o aquecimento da baixa atmosfera em até 50%. O trabalho, realizado por cientistas da Instituição Scripps de Oceanografia, baseada na Universidade da Califórnia, está publicado na edição desta semana da revista científica Nature.

A equipe do químico V. Ramanathan descreve como a combinação do efeito dos gases do efeito estufa com as nuvens marrons pode bastar para explicar a retração das geleiras do Himalaia registrada no último século. Além de fuligem, as nuvens marrons contêm traços de metais e outras partículas geradas pelas aglomerações urbanas da Ásia.


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14- ONU debate aquecimento global neutralizando seu CO2 - Estadão
As Nações Unidas compensarão suas emissões aplicando em um projeto ecológico no Quênia
NAÇÕES UNIDAS - A Assembléia Geral das Nações Unidas iniciou nesta terça-feira, em Nova York, seu primeiro debate informal exclusivamente dedicado à questão do aquecimento global, com o compromisso de que seus dois dias de sessões não contribuirão para o processo, anunciou o organismo.

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Prof. John é Biólogo Sanitarista, Educador Ambiental, Editor Chefe da Rede Cluster e Presidente da AGUA

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