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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Investimentos no setor de mineração superam R$ 47 biSó Minas Gerais recebeu mais de 500 pedidos de licenciamento ambiental.

Belo Horizonte - A forte demanda mundial por commodities metálicas, sobretudo minério de ferro, aumentou novamente o volume de investimentos anunciados pela mineração brasileira.

De dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) divulgados em seminário nesta quarta-feira, as mineradoras do país vão investir US$ 47 bilhões até 2012, 47% a mais sobre o último anúncio (US$ 32 bilhões), feito no final do ano passado. Do novo pacote de investimentos, US$ 27,8 bilhões (ou 59%) serão voltados unicamente para a cadeia de minério de ferro. Somente a Vale pretende investir mais de US$ 3,2 bilhões neste ano, no segmento de ferrosos. Segundo a Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais (Feam), existem mais de 500 pedidos de licenciamento ambiental para a abertura de minas em território estadual. O pedido de licença ambiental para empreendimentos do gênero levam entre dois e três anos em Minas, tempo considerado normal pela instituição, mas excessivo pelo diretor de meio ambiente do Ibram, Rinaldo Mancin. "Uma série de empresas de mineração estão de olho em Minas", destacou o diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para Minas Gerais, Sérgio Dâmaso. Entre as interessadas, o dirigente salientou o Grupo Votorantim e a BHP Billiton, maior mineradora do mundo. Esta, disse, estaria participando de um projeto licitatório por direitos minerários em Mariana, região Central do Estado. No ano passado o país lavrou 360 milhões de toneladas de minério. Cerca de 28% do volume total é consumido no mercado interno. A extração de minério de ferro no Brasil se dá em cerca de 80 minas, a maioria a céu aberto. O secretário estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais, José Carlos Carvalho, afirmou que deverá reenviar à Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) projeto de lei que objetiva exigir das mineradoras uma espécie de garantia para a atividade minerária. "Queremos apenas a certeza de que a cava da mina será completamente restaurada após a atividade mineral", ressaltou. Segundo o projeto, cada mineradora deverá apresentar ao Estado uma espécie de garantia, seja sob a forma de caução, carta-fiança ou seguro. Para o Ibram, o licenciamento ambiental em todo o país é extremamente moroso e antiquado.”Nenhum estado brasileiro enxerga a licença ambiental de maneira estratégica", disparou Rinaldo Mancin, do Ibram. Ele afirmou que o prazo médio mundial, para a concessão de licenciamentos ambientais ao setor de mineração, gira em torno de três meses.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Votorantim: investimento em zinco será de US$ 500 milhões

Votorantim: investimento em zinco será de US$ 500 milhões
São Paulo - 15 de Outubro de 2007
A Votorantim investirá US$ 500 milhões para ampliar sua produção de zinco de 400 mil toneladas por ano para 750 mil toneladas. O aporte faz parte dos investimentos de R$ 11,1 bilhões que serão feitos pela companhia na área de metais nos próximos três anos, segundo informou há pouco o presidente da Votorantim Industrial, José Roberto Ermírio de Moraes, em entrevista ao Broadcast Ao Vivo."Nosso maior projeto em metais é na área de zinco, com a duplicação das operações no Peru e a redução de gargalos no Brasil", disse. O segundo maior projeto é no setor de aços longos, que ganhará uma nova usina em Resende (RJ) com capacidade para 1 milhão de toneladas. O investimento deverá ser feito em duas etapas de 500 mil toneladas. Contando as operações da colombiana Acerías Paz del Rio, adquirida pela Votorantim este ano, a capacidade de aços longos chegará a 2,7 milhões de toneladas, muito acima da capacidade atual de quase 600 mil toneladas.
A usina de aços longos da empresa em Barra Mansa (RJ) atingirá sua capacidade máxima de produção no final deste ano. Segundo Moraes, não havia condição de expansão nesta unidade, o que motivou o investimento em outra usina. "Também fomos incentivados pela expectativa de crescimento de 4% a 5% na economia e pelo aumento dos negócios na construção civil", afirmou. Hoje, a Votorantim possui uma fatia de 10% no mercado, que é dominado pela Gerdau e pela Belgo (controlada pela Arcelor Mittal).
Em um primeiro momento, a produção de longos será parcialmente exportada porque o mercado interno levará algum tempo para absorver a maior oferta, mas o foco do investimento é no mercado doméstico. "Pretendemos seguir crescendo no Sudeste, principal mercado da empresa, e se possível vamos aumentar nossa participação", disse. No setor de níquel, a Votorantim pretende produzir 50 mil toneladas a mais por ano, a partir da capacidade atual de 27 mil toneladas.
O alumínio também ganhará investimentos para aumentar a produção de 470 mil toneladas da CBA para 600 mil toneladas por ano. Segundo Moraes, todos os projetos ficarão prontos em no máximo dois anos e meio. A elevada demanda por equipamentos para mineração em todo o mundo não deve ser um problema para a empresa porque os contratos de longo prazo já foram fechados com todos os fornecedores, segundo o executivo.
"Hoje existe gargalo para aquisição de equipamentos na área de mineração, mas não temos risco de atraso para nossos projetos", disse. Segundo ele, a maioria dos fornecedores é estrangeira, com exceção da área de engenharia, montagem e construção civil.