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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Geologia, do grego γη- (ge-, "a terra") e λογος (logos, "palavra", "razão"),


Geologia, do grego γη- (ge-, "a terra") e λογος (logos, "palavra", "razão"), é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma. É uma das Ciências da Terra. A Geologia foi essencial para determinar a idade da Terra, que se calculou ter cerca de 4.6 mil milhões (br. bilhões) de anos e a desenvolver a teoria que afirma que a litosfera terrestre se encontra fragmentada em várias placas tectónicas e que se deslocam sobre o manto superior fluido e viscoso (astenosfera) de acordo com um conjunto de processos denominado tectónica de placas. O geólogo ajuda a localizar e a gerir os recursos naturais, como o petróleo e o carvão, assim como metais como o ferro, cobre e urânio, por exemplo. Muitos outros materiais possuem interesse económico: as gemas, bem como muitos minerais com aplicação industrial, como asbesto, pedra pomes, perlita, mica, zeólitos, argilas, quartzo ou elementos como o enxofre e cloro.

A Astrogeologia é o termo usado para designar estudos similares de outros corpos do sistema celestes.

A palavra "geologia" foi usada pela primeira vez por Jean-André Deluc em 1778, sendo introduzida de forma definitiva por Horace-Bénédict de Saussure em 1779.
A Geologia relaciona-se directamente com muitas outras ciências, em especial com a
Geografia, e Astronomia. Por outro lado a Geologia serve-se de ferramentas fornecidas pela Química, Física e Matemática, entre outras, enquanto que a Biologia e a Antropologia servem-se da Geologia para dar suporte a muitos dos seus estudos.

1 História
2 Campos da geologia e disciplinas relacionadas
3 Importantes princípios da geologia
4 Ver também
5 Ligações externas

Na
China, Shen Kua (1031 - 1095) formulou uma hipótese de explicação da formação de novas terras, baseando-se na observação de conchas fósseis de um estrato numa montanha localizada a centenas de quilómetros do oceano. O sábio chinês defendia que a terra formava-se a partir da erosão das montanhas e pela deposição de silte.

A obra, Peri lithon, de Teofrasto (372-287), estudante de Aristóteles permaneceu por milénios como obra de referência na ciência. A sua interpretação dos fósseis apenas foi revogada após a Revolução científica. A sua obra foi traduzida para latim, bem como para outras línguas europeias.

O médico Georg Agricola (1494-1555) escreveu o primeiro tratado sobre mineração e metalurgia, De re metallica libri XII 1556 no qual se podia encontrar um anexo sobre as criaturas que habitavam o interior da Terra (Buch von den Lebewesen unter Tage). A sua obra cobria temas como a energia eólica, hidrodinâmica, transporte e extracção de minerais, como o alumínio e enxofre.

Nicolaus Steno (1638-1686) foi o autor de vários princípios da geologia como o princípio da sobreposição das camadas, o princípio da horizontalidade original e o princípio da continuidade lateral, três princípios definidores da Estratigrafia. James Hutton é visto frequentemente como o primeiro geólogo moderno. Em 1785 apresentou uma teoria intitulada Teoria da Terra (Theory of the Earth) à Sociedade Real de Edimburgo. Na sua teoria, explicou que a Terra será muito mais antiga do que tinha sido suposto previamente, a fim de permitir "que houvesse tempo para para ocorrer erosão das montanhas de forma a que os sedimentos originassem novas rochas no fundo do mar, que ulteriormente foram levantadas e constituíram os continentes." Hutton publicou uma obra com dois volumes acerca desta teorias em 1795.
Em
1811 George Cuvier e Alenxandre Brongniart publicaram a sua teoria sobre a idade da Terra, baseada na descoberta, por Cuvier, de ossos de elefante em Paris. Para suportar a sua teoria os autores formularam o princípio da sucessão estratigráfica.
Em
1830 Sir Charles Lyell publicou pela primeira vez a sua famosa obra Princípios da Geologia, publicando contínuas revisões até à sua morte em 1875. Lyell promoveu com sucesso durante a sua vida a doutrina do uniformitarismo, que defende que os processos geológicos são lentos e ainda ocorrem nos dias hoje. No sentido oposto, a teoria do catastrofismo defendia que as estruturas da Terra formavam-se em eventos catastróficos únicos, permanecendo inalteráveis após esses acontecimentos.

Durante o século XIX a geologia debateu-se com a questão da idade da Terra. As estimativas variavam entre alguns milhões e os 100.000 mil milhões de anos. No século XX o maior avanço da geologia foi o desenvolvimento da teoria da tectónica de placas nos anos 60. A teoria da deriva dos continentes foi inicialmente proposta por Alfred Wegener e Arthur Holmes em 1912, mas não foi totalmente aceite até a teoria da tectónica de placas ser desenvolvida.

Uma descrição ilustrada de um sinclinal e anticlinal frequentemente estudados na Geologia estrutural e Geomorfologia. Há muitos campos diferentes dentro da disciplina geologia, e seria difícil listá-los a todos. De qualquer forma entre eles incluem-se:
Cartografia geológica
Geologia de engenharia
Estratigrafia
Geodesia
Geofísica
Geologia ambiental
Geologia económica
Geologia estrutural
Geologia do petróleo
Geologia médica
Gemologia
Geomorfologia
Geoquímica
Geotectónica
Hidrogeologia
Mineralogia
Paleontologia
Pedologia
Petrologia
Sedimentologia
Sismologia
Vulcanologia

A geologia rege-se por princípios que permitem, por exemplo, ao observar a disposição actual de formações estabelecer a sua idade relativa e a forma como foram criadas.

Princípio da Sobreposição das Camadas
Segundo este princípio, em qualquer sequência a camada mais jovem é aquela que se encontra no topo da sequência. As camadas inferiores são progressivamente mais antigas. Este princípio pode ser aplicado em
depósitos sedimentares formados por acresção vertical, mas não naqueles em que a acresção é lateral (por exemplo em terraços fluviais). O princípio da sobreposição das camadas é válido para as rochas sedimentares e vulcânicas que se formam por acumulação vertical de material, mas não pode ser aplicado a rochas intrusivas e deve ser aplicado com cautela às rochas metamórficas.

Princípio da Horizontalidade Original
O princípio da horizontalidade original afirma que a
deposição de sedimentos ocorre em leitos hotizontais. A observação de sedimentos marinhos e não marinhos numa grande variedade de ambientes suporta a generalização do princípio.

Princípio das Relações de Corte
Este princípio, introduzido por
James Hutton, afirma que uma rocha ígnea intrusiva ou falha que corte uma sequência de rochas, é mais jovem que as rochas por ela cortadas. Esse princípio permite a datação relativa de eventos em rochas metamórficas, ígneas e sedimentares, sendo fundamental para o trabalho em terrenos orogênicos jovens e antigos. Este princípio é válido para qualquer tipo de rocha cortada por umas das estruturas acima relacionadas.

Princípio dos Fragmentos Inclusos
Este princípio de datação relativa diz que os fragmentos de rochas inclusas em corpos ígneos (intrusivos ou não) são mais antigos que as rochas ígneas nas quais estão inclusos. Este princípio, juntamente com o princípio das relações de corte, é fundamental em áreas formadas por grandes corpos intrusivos permitindo a datação relativa não só de rochas estratificadas, mas também de rochas ígneas e metamórficas.

Princípio da Sucessão Faunística
O Princípio da Sucessão Faunística ou Príncipio da Identidade Paleontológica, diz que os grupos de
fósseis (animal ou vegetal) ocorrem no registro geológico segundo uma ordem determinada e invariável, de modo que, se esta ordem é conhecida, é possível determinar a idade relativa entre camadas a partir de seu conteúdo fossilífero. Esse princípio, inicialmente utilizado como um instrumento prático, foi posteriormente explicado pela Teoria da Evolução de Charles Darwin. Diversos períodos marcados por extinção de grande parte do conteúdo fossilífero são conhecidos na história da Terra e levaram ao desenvolvimento da Teoria do Catastrofismo.

sábado, 28 de julho de 2007

Governo publica mapa de florestas públicas federais

Agrimensura, Cartografia e Cadastro
Governo publica mapa de florestas públicas federais
18/07/2007
Unidades de conservação, terras indígenas e reservas ocupam 23% do Brasil
Pela primeira vez na história deste país, o governo federal sabe onde estão e quantas são as florestas que lhe pertencem. Somadas, elas ocupam 193,8 milhões de hectares, 94% deles espalhados pelos estados da Amazônia Legal. Estamos falando de quase 23% do território nacional, ou duas vezes a área da região Sudeste, ou o equivalente à área do México. O número foi compilado pelo Serviço Florestal Brasileiro.
Esse registro, chamado oficialmente de Cadastro Nacional das Florestas Públicas, pode ser comparado a uma certidão de nascimento das florestas brasileiras em posse do governo federal. Ele reúne, em uma só base de dados, todas as unidades de conservação federais, reservas extrativistas e terras arrecadadas pelo Incra e outros órgãos públicos que ainda não foram destinadas a nenhum uso.
O mapa ainda é preliminar, visto que o serviço florestal só trabalhou com dados do Incra de Brasília. O cadastro foi feito para atender à Lei de Gestão de Florestas Públicas, de 2006. Segundo a legislação, o uso de florestas públicas federais só pode ocorrer quando elas estão cadastradas pelo governo e são monitoradas por satélite. Como o SFB lançou este mês o primeiro plano de aluguel de florestas para exploração de madeira, no Pará, era preciso saber onde elas ficam. Além do novo mapa, o serviço florestal está produzindo cartas em escala de 1:100.000, inéditas no país. Elas serão usadas para fiscalização.
Embora tenha sido feito para atender a objetivos práticos – uso econômico das florestas-, o cadastro pode ajudar a combater o desmatamento. Primeiro, o mapa é uma vacina contra a grilagem, já que delimita terras federais. Depois, ele permitirá que crimes ambientais nessas áreas sejam tratados pela Polícia Federal, resolvendo o conflito de competências que às vezes deixa desmatamentos impunes.
Fonte: Folha de São Paulo
+Informaçõeswww.sfb.gov.br
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terça-feira, 24 de julho de 2007

A Mineropar já conta com um banco de dados com registros cadastrais das frentes de lavras no Paraná,


A Mineropar já conta com um banco de dados com registros cadastrais das frentes de lavras no Paraná, com informações sobre a situação legal e as substâncias minerais extraídas do solo e subsolo, as quais fornecem as potencialidades minerais do Estado. Segundo o diretor técnico da Mineropar, Rogério da Silva Felipe, a empresa vai propor um convênio com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) do Paraná para cruzar os dados de produção. O objetivo é fazer um Sistema de Informações Geográficas (SIG) para ampliar as informações. No Paraná, foram cadastradas 2.128 frentes de lavras e, de acordo com Felipe, representam cerca de 90% das minas do Estado. Cerca de 70% das lavras concentram-se na Região Metropolitana de Curitiba, onde são extraídos, principalmente, o calcário dolomítico (corretivo de solo e cal), o calcário calcítico (cimento), areia, pedra brita, argilas, água mineral, ouro, barita, feldspato, calcita e fluorita. Além desses minerais, há minas paralisadas de chumbo no Vale do Ribeira. Outros 20% das lavras localizam-se no Segundo Planalto, nos Campos Gerais, onde são lavradas substâncias minerais como o carvão e o folhelho pirobetuminoso (xisto) e talco. O restante das lavras, 10%, encontram-se no Terceiro Planalto (basaltos da Serra Geral) e delas são extraídas pedra brita, paralelepípedos, ametista, ágata, argila, entre outros. Fazem parte destes 10% ainda, a Região Noroeste do Estado, que contém lavras de areia e argila.