domingo, 21 de outubro de 2007

Quem corre para a praia mais próxima todo santo feriado pode não imaginar, mas foram necessários milhões de anos de evolução para que a humanidade finalmente conseguisse colonizar os ambientes costeiros do nosso planeta. Uma equipe internacional de pesquisadores acaba de mapear o que parece ser o primeiro passo dessa odisséia: uma caverna da costa da África do Sul que foi ocupada há 164 mil anos pelos mais antigos "ratos de praia" da pré-história.

E mais: os pesquisadores também acharam restos de ferramentas completas e pigmentos minerais provavelmente usados para pintar o corpo e, quem sabe, as paredes da caverna. São indícios de uma mente relativamente sofisticada, capaz de conceber relações simbólicas -- capacidade que, para a maioria dos antropólogos, só teria aparecido dezenas de milhares de anos mais tarde entre nossos ancestrais.

"O legal da ciência é que algumas idéias podem ser testadas e falsificadas, ou seja, derrubadas, se não estiverem de acordo com os fatos", disse ao G1 o americano Curtis Marean, da Escola de Evolução Humana e Mudanças Sociais da Universidade do Estado do Arizona. "Bom, a idéia de que toda a complexidade comportamental humana apareceu de uma vez só há apenas 50 mil anos está derrubada, e nossos achados são uma nova prova disso", afirma o pesquisador, que coordenou a pesquisa que está na edição desta semana da revista científica
"Nature".


The Mossel Bay Archaeology Project/Divulgação

A pesquisa de Marean e companhia é uma janela preciosa numa época durante a qual indivíduos fisicamente quase idênticos ao Homo sapiens atual já andavam pelo mundo. Ao que tudo indica, nossa espécie tem cerca de 200 mil anos de idade, mas esses primeiros humanos biologicamente modernos estranhamente eram, bem, um pouco menos que humanos, a julgar pelos traços de seu comportamento que chegaram até nós.

Explica-se: até hoje, praticamente não há indícios de ferramentas complexas (ou compostas de materiais que não sejam pedra ou madeira), arte, capacidade de entender o mundo com a ajuda de símbolos, linguagem e ocupação de áreas costeiras antes de, pelo menos, uns 100 mil anos atrás. É como se os primeiros Homo sapiens tivessem "demorado a engrenar" social e culturalmente.

Daí a importância dos achados de Marean e companhia. A caverna que eles escavaram fica perto do oceano Índico, numa região conhecida como Pinnacle Point pelos sul-africanos. Apesar de ficar perto do oceano, o lugar é relativamente alto, o que ajudou a protegê-lo das flutuações do nível do mar nas últimas centenas de milhares de anos -- do contrário, os restos desencavados teriam sido levados pelas ondas.

E os restos são um bocado significativos. A começar, por exemplo, de uma variedade considerável de espécies de mariscos e outros moluscos marinhos -- sim, esses humanos antigos aparentemente apreciavam frutos do mar, ao contrário de seus ancestrais, que só utilizavam recursos alimentares terrestres.

"Por que demoramos tanto para ocupar zonas costeiras? É uma ótima pergunta, e não sei se tenho a resposta", pondera Marean. Parte do problema, diz o cientista, pode ser o sumiço de sítios arqueológicos mais antigos e mais baixos, tragados pela elevação do nível do mar. Mas, para ele, o problema central pode ser outro -- a dificuldade natural de um primata acostumado com o interior de encarar o oceano e seus perigos e oportunidades.

Haja coragem
"Jonathan Swift, autor de 'As Viagens de Gulliver' tem uma frase engraçada. Ele diz que o primeiro homem a ver uma ostra como fonte de alimento só podia ser alguém muito corajoso", brinca Marean. Aliás, algumas das espécies de marisco são, na verdade, parasitas de baleias -- o que significa que os humanos, ou talvez humanas, de Pinnacle Point chegaram a se aproveitar até do cadáver dos grandes mamíferos marinhos para obter seus frutos do mar. Há também indícios de ferramentas de pedra extremamente delicadas, com lâminas de poucos milímetros de espessura de quartzo -- normalmente só encontradas muitos milênios depois.

O mais intrigante, no entanto, é o uso aparentemente abundante de ocre, um pigmento mineral avermelhado que teria muito futuro durante o florescimento cultural do Homo sapiens no fim da Era do Gelo. É verdade que o ocre também poderia ser usado como adesivo, para fixar pontas de pedra a cabos de madeira, mas a escolha das pedras mais avermelhadas para produzi-lo parece indicar que ele servia mesmo como pintura corporal.

Ora, isso é indício praticamente inequívoco de pensamento simbólico, dizem os pesquisadores. Se eles estiverem certos, a caverna sul-africana pode ser um dos primeiros degraus da escalada que acabaria transformando nossos ancestrais em humanos plenos.

sábado, 20 de outubro de 2007

XI Congresso Brasileiro de Geoquímica DATA: 21 a 26 de outubro - LOCAL: Atibaia - SP


Sociedade Brasileira de Geoquímica
Bem-vindo ao XI Congresso Brasileiro de Geoquímica a realizar-se na Estância de Atibaia em 21-26 de outubro de 2007. O XI CBGq é uma realização da Sociedade Brasileira de Geoquímica - SBGq - e conta, nesta edição, com o apoio da IUGS-GEM (Comission of Geosciences for Environmental Management) e da IMGA (International Medical Geology Association).
O XI CBGq está sendo organizado como parte das comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra (IUGS-UNESCO, 2007-2009). Com uma programação científica inspirada nos temas do Ano Internacional, espera-se que as contribuições técnico-científicas contemplem enfoques multidisciplinares de temas de fronteira das diversas sub-áreas da Geoquímica e suas interfaces com disciplinas e especialidades afins, na abordagem de problemas relevantes do ponto de vista científico e social.

As atividades do Congresso incluem mini-cursos pré-congresso (8 horas), excursões e passeios (1 dia), palestras, mesas redondas, workshops, simpósios, sessões técnicas e programação sócio-cultural , refletindo o interesse da comunidade profissional, acadêmica e estudantil. As entidades internacionais já anunciaram a programação do workshop "Geosciences for environmental management" no qual serão abordados temas do Ano Internacional por palestrantes convidados, e da II Hemispheric Conference on Medical Geology, patrocinada pela IMGA.
A organização do XI CBGq e atividades conexas vem sendo orientada por 4 idéias básicas:
O Congresso é um espaço de compartilhamento de informações de todas as sub-áreas da Geoquímica e áreas afins com foco em pesquisas na fronteira do conhecimento e abordagens transdiciplinares;

A participação dos estudantes e dos jovens profissionais constitui um elemento importante na programação das atividades do congresso requerendo a atenção dos organizadores e também das Instituições e empresas participantes;

O conteúdo científico e o objetivo de difusão do Ano Internacional do Planeta Terra são a inspiração das atividades do Congresso inclusive daquelas dedicadas à população da cidade e do Estado que nos recebe;

A atenção da mídia para os temas do Ano Internacional do Planeta Terra deve ser buscada por meio de uma ação planejada contando a participação dos congressistas brasileiros e estrangeiros.


A Comissão Organizadora do XI CBGq deseja a todos uma estada muito agradável na Estância de Atibaia e que o congresso represente mais um momento de inspiração para o trabalho profissional e para o enriquecimento pessoal de todos os congressistas.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Ciclo de Palestras do Departamento de Recursos Minerais

Caros Colegas.Informamos que estaremos retomando a edição 2007 do tradicional Ciclo de Palestras do Departamento de Recursos Minerais no próximo dia 25 de outubro, quinta-feira, no Auditório do DRM-RJ, a partir das 14 horas, abordando o tema "9ª Rodada de Licitações da ANP – A Importância para o Estado do Rio de Janeiro", com três apresentações de especialistas sobre a próxima rodada de licitações para concessão de blocos de exploração e sua importância para a economia do Rio de Janeiro. Após as apresentações, num segundo bloco, haverá de uma Mesa Redonda com os palestrantes e convidados, seguido de debate com os presentes.Este será mais um momento de divulgação de nosso Centro de Informações da Produção de Petróleo e Gás Natural do Estado do Rio de Janeiro - CIPEG, que coordena o evento. O Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro sentir-se-á honrado em receber a todos.AtenciosamenteFlavio ErthalPresidenteServiço Geológico do Estado do Rio de Janeiro

CICLO DE PALESTRAS DO DRM-RJServiço Geológico do Estado do Rio de Janeiro
Niterói – 25 de Outubro de 2007Horário: 14:00 h às 17:10 h

“9ª Rodada de Licitações da ANP – A Importância para oEstado do Rio de Janeiro”

Programação14:00 - Abertura - Flavio Erthal - Presidente do DRM-RJ14:10 - Palestra da ANP - “A 9ª Rodada de Licitações” - Paulo Alexandre - Superintendente de Licitações - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bio-Combustíveis ANP (a confirmar)14:40 - Palestra do IBP - Representante do IBP (a confirmar)15:10 - Pausa para o Café15:30 - Palestra do Centro de Informações da Produção de Petróleo e Gás Natural - CIPEG /DRM-RJ - “O Estado do Rio de Janeiro e a 9ª Rodada da ANP” - Francisco Dourado - Diretor de Geologia do DRM-RJ e Coordenador do CIPEG16:00 - Mesa Redonda e Debates17:10 - Encerramento

Local: Auditório do DRM-RJ Rua Marechal Deodoro, 351 – Centro - NiteróiInformações e inscrições prévias: Departamento de Recursos Minerais - DRM-RJtel: 21-2620-2525 r.: 2440 ou fax: 21-2620-9132wsally@drm.rj.gov.br / drm@drm.rj.gov.br

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Fe-Oxide Cu-Au deposits and alkaline porphyry systems

SC 38 - ALKALINE Cu-Au PORPHYRIES AND Fe-OXIDE Cu-Au DEPOSITS:DISTINCT DEPOSIT TYPES, A CONTINUUM OR GENETIC LINKAGE?

Sponsored by: Mineral Deposit Research Unit (MDRU)Mineral Deposits Division (MDD)Geological Association of Canada (GAC)

Organizers: Dick Tosdal (rtosdal@eos.ubc.ca), Moira Smith (moira.smith@teckcominco.com) and Murray Hitzman (mhitzman@mines.edu)

Fe-Oxide Cu-Au deposits and alkaline porphyry systems can share a number of mineralogical, geochemical and alteration-related characteristics. A number of deposits appear to share attributes of both types. This two day short course will explore the characteristics, similarities, differences and possible linkages between both types. We will also have an open session with space available to all who wish to contribute a poster or rock specimens for discussion. The course is targeted toward mineral exploration, government and academic geologists. This is an excellent chance to meet and exchange data and views with some of the leading researchers in the field!

Presenters:
Murray Hitzman, Colorado School of Mines - Introduction to the Question
Mark Barton, University of Arizona - Overview of IOCG Deposits
Jim Lang, Consultant – Overview of Alkaline Porphyry Deposits
John Dilles, Oregon State University – IOCG-PCD Link in Nevada
Russell Dow, Colorado School of Mines, and Moira Smith, Teck Cominco Limited –Rio Grande and Arizaro-Lindero deposits in Argentina – IOCG or PCD?
Graham Nixon, B.C. Geological Survey – The Lorraine Deposit, B.C.
Geordie Mark, Monash University – IOCG Deposits in Australia
When? Saturday and Sunday, May 24 and 25, 2003 (immediately preceding the Vancouver, B.C. GAC-MAC-SEG Joint Annual Meeting)Where? Vancouver Sheraton Wall Centre, 1088 Burrard Street, Vancouver, BC, V6Z 2R9, Canada
http://www.sheratonwallcentre.com/#
Cost:$ 350 CAD - Professionals$ 175 CAD - Students with valid ID

Advertisment (in PDF)

Registration: GAC-MAC-SEG Vancouver 2003 website, www.vancouver2003.comIf you are having difficulty finding the registration area, try these links as well:

http://gac.esd.mun.ca/gac_2003/Registration.asp (on-line registration form)http://gac.esd.mun.ca/gac_2003/Registration_Form.PDF (PDF registration form)http://132.156.108.210/vancouver2003/registration_e.htm (main registration page) Please note: Short course registration on-line is reserved for delegates who are also attending the meeting.
If you wish to register for the short course only, you will need to download the registration forms and fax them in.

For more information please contact one of the organizers.

Comitê de Meio Ambiente - Amcham BH

Comitê de Meio Ambiente - Amcham BH
Ecoeconomia
Quinta, 25 de outubro de 2007

A Amcham BH tem a honra de receber em seu comitê de Meio Ambiente, Hugo Penteado, Economista-Chefe e Estrategista de Investimentos do ABN AMRO para tratar de EcoEconomia.

Nós, nossa economia e nosso sistema produtivo somos dependentes da natureza e ao mesmo tempo estamos provocando os maiores desastres ambientais já vistos na história da humanidade.. A solução milagrosa para a marginalização de milhares de pessoas é o crescimento infinito e ininterrupto das economias que por sua vez, impõe sobre a natureza pressões cada vez maiores. Vivemos um grande paradoxo, uma grande crise. É esta a discussão da palestra “Economia Ecológica e Desenvolvimento Sustentável.” Começamos apresentando um resumo dos problemas socioambientais criados pelo nosso sistema econômico de forma contínua, diária e crescente. Em seguida, mostramos como a teoria econômica tradicional simplesmente ignora os fatores sociais e ambientais e continuam influenciando na direção errada as políticas dos governos e empresas, tornando-os cegos em relação ao desastre ambiental que acabará se tornando um grande empecilho na sua meta de maximizar lucros.

Hugo Penteado é formado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). Finalizou seu curso de mestrado em Economia no Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (IPE/USP). Trabalha no mercado financeiro desde 1990 e é Economista-Chefe e Estrategista de Investimentos do ABN AMRO Asset Management desde Janeiro de 1997. Como Estrategista e Economista é um importante contribuidor para o Comitê de Investimentos do AAAM-Brasil, onde são formalizadas as decisões de investimentos referentes aos mercados financeiros da América Latina com base no cenário doméstico e internacional. Escreveu o livro Ecoeconomia – Uma Nova Abordagem, publicado pela editora Lazuli sobre a análise das teorias de desenvolvimento ambiental sustentável.


Programação

8h30 às 9h
Welcome Coffee
9h às 10h
Palestra
10h às 10h30
Fórum de Debates
Local
AMCHAM BUSINESS CENTER - Rua da Paisagem, 220 - Vila da Serra - Seis Pistas
Confirmação de Presença
Por favor, confirme sua presença enviando seu nome, cargo, empresa, telefone e e-mail, até às 12h do dia anterior, para o e-mail de contato abaixo:
comites@amcham.com.br

AMCHAM BELO HORIZONTE

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Votorantim: investimento em zinco será de US$ 500 milhões

Votorantim: investimento em zinco será de US$ 500 milhões
São Paulo - 15 de Outubro de 2007
A Votorantim investirá US$ 500 milhões para ampliar sua produção de zinco de 400 mil toneladas por ano para 750 mil toneladas. O aporte faz parte dos investimentos de R$ 11,1 bilhões que serão feitos pela companhia na área de metais nos próximos três anos, segundo informou há pouco o presidente da Votorantim Industrial, José Roberto Ermírio de Moraes, em entrevista ao Broadcast Ao Vivo."Nosso maior projeto em metais é na área de zinco, com a duplicação das operações no Peru e a redução de gargalos no Brasil", disse. O segundo maior projeto é no setor de aços longos, que ganhará uma nova usina em Resende (RJ) com capacidade para 1 milhão de toneladas. O investimento deverá ser feito em duas etapas de 500 mil toneladas. Contando as operações da colombiana Acerías Paz del Rio, adquirida pela Votorantim este ano, a capacidade de aços longos chegará a 2,7 milhões de toneladas, muito acima da capacidade atual de quase 600 mil toneladas.
A usina de aços longos da empresa em Barra Mansa (RJ) atingirá sua capacidade máxima de produção no final deste ano. Segundo Moraes, não havia condição de expansão nesta unidade, o que motivou o investimento em outra usina. "Também fomos incentivados pela expectativa de crescimento de 4% a 5% na economia e pelo aumento dos negócios na construção civil", afirmou. Hoje, a Votorantim possui uma fatia de 10% no mercado, que é dominado pela Gerdau e pela Belgo (controlada pela Arcelor Mittal).
Em um primeiro momento, a produção de longos será parcialmente exportada porque o mercado interno levará algum tempo para absorver a maior oferta, mas o foco do investimento é no mercado doméstico. "Pretendemos seguir crescendo no Sudeste, principal mercado da empresa, e se possível vamos aumentar nossa participação", disse. No setor de níquel, a Votorantim pretende produzir 50 mil toneladas a mais por ano, a partir da capacidade atual de 27 mil toneladas.
O alumínio também ganhará investimentos para aumentar a produção de 470 mil toneladas da CBA para 600 mil toneladas por ano. Segundo Moraes, todos os projetos ficarão prontos em no máximo dois anos e meio. A elevada demanda por equipamentos para mineração em todo o mundo não deve ser um problema para a empresa porque os contratos de longo prazo já foram fechados com todos os fornecedores, segundo o executivo.
"Hoje existe gargalo para aquisição de equipamentos na área de mineração, mas não temos risco de atraso para nossos projetos", disse. Segundo ele, a maioria dos fornecedores é estrangeira, com exceção da área de engenharia, montagem e construção civil.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Prezado Usuário CBERS,


Prezado Usuário CBERS,


É com satisfação que me dirijo a Você, para trazer-lhe novidades e demandas. 1. O CBERS-2B foi lançado com sucesso em 19/09/2007, está operando bem, e já está gerando imagens de teste; 2. O INPE manterá o CBERS-2 em operação normal, dentro das condições que o satélite permitir. Isso aumentará a oferta de imagens, pois serão dois satélites em operação. 3. O INPE manterá para o CBERS-2B a mesma Política de Dados que vem sendo praticada para o CBERS-2; 4. O CBERS-2B tem três câmeras: as tradicionais CCD e WFI, que já estavam presentes nos CBERS-1 e 2, e uma nova câmera chamada HRC (Câmera Imageadora Pancromática de Alta Resolução), com resolução espacial de 2,7m, e largura de imageamento de 27km. Esta é uma câmera experimental, e terá um modo de operação especial, cuja descrição estará disponível no site CBERS. 5.


O site CBERS (www.cbers.inpe.br) foi totalmente reformulado, sua nova versão contém um novo sistema de menu, Biblioteca Digital (com Teses, Artigos, Documentos Oficiais), Galeria de Imagens do CBERS-2B, Vídeos, Mapa do Site, além da área de Links Úteis com os tópicos mais procurados pelos usuários como: Softwares Livres, Projetos Relacionados, Cursos/Eventos e a Lista das “ Empresas e Instituições que utilizam imagens CBERS ”, cuja divulgação será feita a partir dos dados fornecidos pelos usuários na Pesquisa sobre o “Perfil dos Usuários CBERS”.


6. Solicitamos, portanto, a especial gentileza da sua participação nesta Pesquisa sobre o “Perfil dos Usuários CBERS”: http://www3.dgi.inpe.br/pesquisa2007/. Isso tomará apenas um pouco do seu tempo e será fundamental para a continuidade e a melhoria do Programa CBERS.


7. Solicitamos também o seu especial favor de nos enviar (atus@dgi.inpe.br) cópias de apresentações, relatórios, trabalhos, links, descrições, relatos, etc., que mostrem o uso e a importância do CBERS nas suas atividades. Isso será fundamental para fortalecer o Programa CBERS junto às instâncias superiores de decisão e, eventualmente, divulgar no próprio site do CBERS.


8. Atualmente, o CBERS-2B está num modo de operação chamado de Comissionamento, que é uma fase de testes de todos os subsistemas, e durará cerca de 45 dias. Nesse tempo, o fornecimento de imagens não segue um padrão de rotina. Particularmente no caso da HRC, haverá um retardo no início do processamento e distribuição das imagens, que poderá ser superior a 90 dias; 9. Os CBERS-3 e 4 estão em processo de desenvolvimento e fabricação, com lançamentos previstos para 2010 e 2012, respectivamente; 10. Para mais informações sobre o CBERS consulte o site: www.cbers.inpe.br Finalmente, gostaríamos de agradecer o seu apoio ao Programa CBERS e desejamos que Você responda à Pesquisa dos Usuários, avalie as imagens, sugira melhorias, desenvolva pesquisa e aplicações com o CBERS, e contribua com o INPE para termos um programa espacial de sensoriamento remoto cada vez mais forte e ativo.


Atenciosamente, José Epiphanio Coordenador do Programa de Aplicações CBERS

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

BNDES pode financiar até 75% do empreendimento no Rio Madeira - 11/10/2007

O chefe do departamento de energia elétrica do BNDES, Nelson Siffert, detalhou ontem a estrutura de financiamento para as usinas hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia. A instituição se dispõe a financiar até 75% de todo o investimento nas usinas, com prazo máximo de 20 anos para o pagamento. O custo será a TJLP e um "spread" básico de 0,5% - o menor entre todas as operações do sistema elétrico financiadas pelo banco, incluindo térmicas e linhas de transmissão.

Siffert adiantou que deverá ficar entre 15% e 20% a participação acionária do BNDES-Par na sociedade criada para gerir cada hidrelétrica do Madeira. Mas evitou entrar em detalhes, alegando que é melhor esperar a publicação do edital de licitação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Quanto à disputa entre Odebrecht e Camargo Corrêa sobre as cláusulas de exclusividade envolvendo o fornecimento de turbinas, com a possibilidade de importação de equipamentos mecânicos, o chefe da área de energia do BNDES afirmou que a "escala de produção pode justificar a instalação de uma planta industrial no Brasil".
As condições de financiamento válidas para as usinas do Madeira já estão em vigor para desembolsos a hidrelétricas com potência superior a 2 mil megawatts (MW) de potência instalada. O "spread" de risco ficará entre 0,8% e 1,8%. Esses valores causaram uma intervenção do Tribunal de Contas da União (TCU), que contestou os parâmetros usados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) na projeção dos custos de financiamento.
Siffert estimou que os desembolsos do BNDES para a área de infra-estrutura devem alcançar R$ 13,6 bilhões em 2007, liderados pelo crédito a empreendimentos de energia. Trata-se de um aumento significativo em relação a 2006, quando os desembolsos atingiram R$ 9,3 bilhões.
Até o fim do ano, segundo Siffert, o banco espera liberar o financiamento a mais sete usinas hidrelétricas, com capacidade para produzir 1,8 mil MW. Esses créditos devem chegar a R$ 2,5 bilhões, avaliou o executivo. As usinas de Estreito, Simplício e Monjolinho responderão pela maior parte dos financiamentos.

O BNDES acabou de aprovar desembolsos de R$ 1,6 bilhões para a hidrelétrica de Foz do Chapecó e R$ 540 milhões para Serra do Facão. A expectativa é terminar o ano com R$ 6,5 bilhões de desembolsos na área de energia elétrica e mais R$ 7 bilhões a R$ 8 bilhões de créditos aprovados no setor.

As propriedades físicas e emocionais de uma vencedora

As propriedades físicas e emocionais de uma vencedora
11/10/2007

Assinatura
do Repórter Roni Filgueiras
Vinicius Zepeda

Sandra da Silva Pedro: apoiada desde aadolescência, hoje faz tese de doutoradoSandra da Silva Pedro, 23 anos, nascida sob o signo de Peixes, é a filha mais velha de imigrantes de Cruz do Espírito Santo, cidade com cerca de 15 mil habitantes, na Zona da Mata paraibana. O pai é borracheiro aposentado e a mãe, dona de casa. Com 1,65m, cabelos frisados pintados de cobre, ela coleciona sandálias e brincos. Sua rotina não difere muito das jovens de sua idade, não fosse o fato de esta discreta moradora da comunidade de Nova Brasília, no Complexo do Alemão, ter obtido, em agosto último, sua bolsa de doutorado em física pela FAPERJ.

Em setembro, ela defendeu a dissertação de mestrado "Propriedades ópticas do Fe3+ tetraédrico em matriz cerâmica", na Uerj, sob a orientação de Lilian Pantoja Sosman. No doutorado, ela vai analisar as propriedades óticas de outros materiais cerâmicos que contêm Fe3+. "Eles são importantes, pois podem ter aplicações no dia-a-dia. Como por exemplo, em áreas como a medicina, na construção de laser, em detectores de radiação, em displays de cristal líquido e em sensores óticos", enumera a pesquisadora.

O projeto de doutorado, "Espectroscopia óptica de materiais cerâmicos dopados com metais de transição", dará continuidade ao trabalho desenvolvido com a professora Lilian, na graduação. "Meus pais não entenderam meu interesse pela física, mas achavam que era uma coisa importante. Quando terminar o doutorado, gostaria de trabalhar com pesquisa, mas gosto de dar aula. Se pudesse aliar as duas coisas, seria ótimo", afirma a pesquisadora, discreta no gosto de vestir e que elege o azul e o preto como suas cores preferidas.

Apesar de o endereço de sua casa ser considerado uma das áreas mais conflagradas da cidade, a tímida Sandra atribui à sorte nunca ter visto um episódio violento: "Sempre que algo acontecia, eu tinha passado um pouco antes ou pouco depois do tiroteio". A sorte, pelo visto, costuma sorrir para Sandra. Uma delas, quando foi selecionada, em 1999, quando tinha 15 anos, entre vários colegas do CIEP Nação Mangueirense, para integrar a primeira turma de bolsistas do projeto Jovens Talentos para a Ciência da FAPERJ, depois de assistir às palestras de professores da Uerj sobre física. "Eram professores do programa que estavam se dispondo a fazer a pré-iniciação científica desses alunos. Ela diz que sempre gostou de física, assim como de outras matérias. "Mas não tinha idéia do que ia fazer no Vestibular. O que me cativou para a física foi o contato com o laboratório", revela a pesquisadora.

Sobre a reação de seus colegas e professores sobre ser moradora de uma favela, ela diz não ter sido alvo de privilégios ou preconceitos. "Não tive tratamento diferenciado". Mas não se pode dizer que somente a sorte tenha possibilitado a entrada de Sandra na Uerj. Houve empenho, dedicação e muito talento. É o que confirma a professora Lilian Pantoja Sosman, do Instituto de Física da Uerj, que não se cansa de elogiar a pupila. Lilian orientou Sandra em sua dissertação de mestrado e agora na de doutorado. "O que torna esta aluna especial, além do fato de ter nascido, ter sido criada e ainda morar no Complexo do Alemão, é seu excelente desempenho acadêmico. Desde sempre, ela percebeu que o estudo seria sua redenção diante das dificuldades da vida", revela Lílian Pantoja. "Como sua orientadora durante todo esse percurso, me sinto emocionada e agradecida pela oportunidade de contribuir e acompanhar o crescimento de um jovem talento, que espero, faça parte da geração que trará o que de bom nosso país merece e almeja", incentiva Lilian.


"As pessoas pensam que ninguém vindo de uma comunidade carente possa terminar uma faculdade, ter uma carreira, mas existem muitas pessoas iguais a mim", pondera uma sensata estudante. Apesar de sua origem humilde, a pesquisadora não acha excepcional o fato de ter freqüentado uma universidade pública. Mas admite não conhecer entre seus vizinhos outros exemplos como o seu, apenas alguns que cursam faculdades privadas. Para isso, ela ensaia uma explicação. "As pessoas não têm tempo para estudar, não conseguem fazer um bom pré-vestibular, pois têm que ganhar a vida, e acabam fazendo uma faculdade particular".
Nos momentos de folga, Sandra vai ao cinema, lê livros de divulgação científica ou suspense e ouve rock. Não se considera vaidosa. "Minha mãe insiste em fazer a minha unha, mas gosto de me arrumar de vez em quando", diz. Vascaína, ela gosta de usar preto e azul e não pratica esportes. "Vivo prometendo a mim mesma que vou entrar numa academia", confessa ela que ainda não se definiu em relação à existência de Deus. Sandra ainda mora com os pais e a irmã, estudante de fisioterapia, numa casa de dois quartos. Mas pensa em ter outro endereço. "Não saí ainda, mas penso em sair no futuro".

Sandra gosta da vida acadêmica, mas lamenta a precariedade dos laboratórios da Uerj. "É uma pena que minha dissertação não tenha sido desenvolvida na Uerj. Minha professora tentou captar recursos para instalar um laboratório, mas não conseguiu. O que tivemos foi a colaboração de outras instituições, como o Laboratório de Óptica dos Sólidos do Instituto de Física da UFRJ. Fiz medidas no Laboratório de Fotoacústica, do Instituto de Física, da Universidade Federal da Bahia. Outra parte foi realizada no CBPF". Mesmo com as dificuldades, Sandra coloca os físicos brasileiros no mesmo patamar de excelência de seus pares no exterior. "Temos bons físicos, muita gente trabalhando, não ficamos nada a dever aos países desenvolvidos. O que falta é incentivo, para um melhor desenvolvimento da pesquisa no país".


© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas desde que citada a fonte.



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