O chefe do departamento de energia elétrica do BNDES, Nelson Siffert, detalhou ontem a estrutura de financiamento para as usinas hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia. A instituição se dispõe a financiar até 75% de todo o investimento nas usinas, com prazo máximo de 20 anos para o pagamento. O custo será a TJLP e um "spread" básico de 0,5% - o menor entre todas as operações do sistema elétrico financiadas pelo banco, incluindo térmicas e linhas de transmissão.
Siffert adiantou que deverá ficar entre 15% e 20% a participação acionária do BNDES-Par na sociedade criada para gerir cada hidrelétrica do Madeira. Mas evitou entrar em detalhes, alegando que é melhor esperar a publicação do edital de licitação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Quanto à disputa entre Odebrecht e Camargo Corrêa sobre as cláusulas de exclusividade envolvendo o fornecimento de turbinas, com a possibilidade de importação de equipamentos mecânicos, o chefe da área de energia do BNDES afirmou que a "escala de produção pode justificar a instalação de uma planta industrial no Brasil".
As condições de financiamento válidas para as usinas do Madeira já estão em vigor para desembolsos a hidrelétricas com potência superior a 2 mil megawatts (MW) de potência instalada. O "spread" de risco ficará entre 0,8% e 1,8%. Esses valores causaram uma intervenção do Tribunal de Contas da União (TCU), que contestou os parâmetros usados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) na projeção dos custos de financiamento.
Siffert estimou que os desembolsos do BNDES para a área de infra-estrutura devem alcançar R$ 13,6 bilhões em 2007, liderados pelo crédito a empreendimentos de energia. Trata-se de um aumento significativo em relação a 2006, quando os desembolsos atingiram R$ 9,3 bilhões.
Até o fim do ano, segundo Siffert, o banco espera liberar o financiamento a mais sete usinas hidrelétricas, com capacidade para produzir 1,8 mil MW. Esses créditos devem chegar a R$ 2,5 bilhões, avaliou o executivo. As usinas de Estreito, Simplício e Monjolinho responderão pela maior parte dos financiamentos.
O BNDES acabou de aprovar desembolsos de R$ 1,6 bilhões para a hidrelétrica de Foz do Chapecó e R$ 540 milhões para Serra do Facão. A expectativa é terminar o ano com R$ 6,5 bilhões de desembolsos na área de energia elétrica e mais R$ 7 bilhões a R$ 8 bilhões de créditos aprovados no setor.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
As propriedades físicas e emocionais de uma vencedora
As propriedades físicas e emocionais de uma vencedora11/10/2007
Assinatura
do Repórter Roni Filgueiras
Vinicius Zepeda
Sandra da Silva Pedro: apoiada desde aadolescência, hoje faz tese de doutoradoSandra da Silva Pedro, 23 anos, nascida sob o signo de Peixes, é a filha mais velha de imigrantes de Cruz do Espírito Santo, cidade com cerca de 15 mil habitantes, na Zona da Mata paraibana. O pai é borracheiro aposentado e a mãe, dona de casa. Com 1,65m, cabelos frisados pintados de cobre, ela coleciona sandálias e brincos. Sua rotina não difere muito das jovens de sua idade, não fosse o fato de esta discreta moradora da comunidade de Nova Brasília, no Complexo do Alemão, ter obtido, em agosto último, sua bolsa de doutorado em física pela FAPERJ.
Em setembro, ela defendeu a dissertação de mestrado "Propriedades ópticas do Fe3+ tetraédrico em matriz cerâmica", na Uerj, sob a orientação de Lilian Pantoja Sosman. No doutorado, ela vai analisar as propriedades óticas de outros materiais cerâmicos que contêm Fe3+. "Eles são importantes, pois podem ter aplicações no dia-a-dia. Como por exemplo, em áreas como a medicina, na construção de laser, em detectores de radiação, em displays de cristal líquido e em sensores óticos", enumera a pesquisadora.
O projeto de doutorado, "Espectroscopia óptica de materiais cerâmicos dopados com metais de transição", dará continuidade ao trabalho desenvolvido com a professora Lilian, na graduação. "Meus pais não entenderam meu interesse pela física, mas achavam que era uma coisa importante. Quando terminar o doutorado, gostaria de trabalhar com pesquisa, mas gosto de dar aula. Se pudesse aliar as duas coisas, seria ótimo", afirma a pesquisadora, discreta no gosto de vestir e que elege o azul e o preto como suas cores preferidas.
Apesar de o endereço de sua casa ser considerado uma das áreas mais conflagradas da cidade, a tímida Sandra atribui à sorte nunca ter visto um episódio violento: "Sempre que algo acontecia, eu tinha passado um pouco antes ou pouco depois do tiroteio". A sorte, pelo visto, costuma sorrir para Sandra. Uma delas, quando foi selecionada, em 1999, quando tinha 15 anos, entre vários colegas do CIEP Nação Mangueirense, para integrar a primeira turma de bolsistas do projeto Jovens Talentos para a Ciência da FAPERJ, depois de assistir às palestras de professores da Uerj sobre física. "Eram professores do programa que estavam se dispondo a fazer a pré-iniciação científica desses alunos. Ela diz que sempre gostou de física, assim como de outras matérias. "Mas não tinha idéia do que ia fazer no Vestibular. O que me cativou para a física foi o contato com o laboratório", revela a pesquisadora.
Sobre a reação de seus colegas e professores sobre ser moradora de uma favela, ela diz não ter sido alvo de privilégios ou preconceitos. "Não tive tratamento diferenciado". Mas não se pode dizer que somente a sorte tenha possibilitado a entrada de Sandra na Uerj. Houve empenho, dedicação e muito talento. É o que confirma a professora Lilian Pantoja Sosman, do Instituto de Física da Uerj, que não se cansa de elogiar a pupila. Lilian orientou Sandra em sua dissertação de mestrado e agora na de doutorado. "O que torna esta aluna especial, além do fato de ter nascido, ter sido criada e ainda morar no Complexo do Alemão, é seu excelente desempenho acadêmico. Desde sempre, ela percebeu que o estudo seria sua redenção diante das dificuldades da vida", revela Lílian Pantoja. "Como sua orientadora durante todo esse percurso, me sinto emocionada e agradecida pela oportunidade de contribuir e acompanhar o crescimento de um jovem talento, que espero, faça parte da geração que trará o que de bom nosso país merece e almeja", incentiva Lilian.
"As pessoas pensam que ninguém vindo de uma comunidade carente possa terminar uma faculdade, ter uma carreira, mas existem muitas pessoas iguais a mim", pondera uma sensata estudante. Apesar de sua origem humilde, a pesquisadora não acha excepcional o fato de ter freqüentado uma universidade pública. Mas admite não conhecer entre seus vizinhos outros exemplos como o seu, apenas alguns que cursam faculdades privadas. Para isso, ela ensaia uma explicação. "As pessoas não têm tempo para estudar, não conseguem fazer um bom pré-vestibular, pois têm que ganhar a vida, e acabam fazendo uma faculdade particular".
Nos momentos de folga, Sandra vai ao cinema, lê livros de divulgação científica ou suspense e ouve rock. Não se considera vaidosa. "Minha mãe insiste em fazer a minha unha, mas gosto de me arrumar de vez em quando", diz. Vascaína, ela gosta de usar preto e azul e não pratica esportes. "Vivo prometendo a mim mesma que vou entrar numa academia", confessa ela que ainda não se definiu em relação à existência de Deus. Sandra ainda mora com os pais e a irmã, estudante de fisioterapia, numa casa de dois quartos. Mas pensa em ter outro endereço. "Não saí ainda, mas penso em sair no futuro".
Sandra gosta da vida acadêmica, mas lamenta a precariedade dos laboratórios da Uerj. "É uma pena que minha dissertação não tenha sido desenvolvida na Uerj. Minha professora tentou captar recursos para instalar um laboratório, mas não conseguiu. O que tivemos foi a colaboração de outras instituições, como o Laboratório de Óptica dos Sólidos do Instituto de Física da UFRJ. Fiz medidas no Laboratório de Fotoacústica, do Instituto de Física, da Universidade Federal da Bahia. Outra parte foi realizada no CBPF". Mesmo com as dificuldades, Sandra coloca os físicos brasileiros no mesmo patamar de excelência de seus pares no exterior. "Temos bons físicos, muita gente trabalhando, não ficamos nada a dever aos países desenvolvidos. O que falta é incentivo, para um melhor desenvolvimento da pesquisa no país".
© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas desde que citada a fonte.
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MPF/AL faz reunião para assinatura de TAC da atividade extração de areia nos rios federais
MPF/AL faz reunião para assinatura de TAC da atividade extração de areia nos rios federais
(17/09/2007 18:52)
O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) promove nesta terça-feira, dia 18, a partir das 13h30, uma reunião entre empresas e pessoas físicas que atuam na atividade de exploração de recursos minerais no Estado e o Instituto do Meio Ambiente (IMA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Durante a reunião, será assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que tem como objetivo a regularização da atividade extração de areia nos rios federais.
Segundo um levantamento feito pelo DNPM – autarquia federal ligada ao Ministério das Minas e Energia – das 27 empresas ou pessoas físicas que atuam hoje na extração de areia em Alagoas, apenas 4 estão em situação regular. A dragas de areia foram localizadas em Maceió e nos municípios de Satuba, Rio Largo, Cajueiro, Capela, Atalaia, Pilar, Branquinha, São José da Laje, Murici e Santana do Mundaú.
A minuta do TAC foi publicada no site da Procuradoria da República em Alagoas (www.pral.mpf.gov.br) no início de julho, para que os interessados pudessem tomar conhecimento prévio do conteúdo.
Segundo a procuradora da República Niedja Kaspary, o TAC é resultado de um trabalho de quase três anos do Ministério Público Federal de Alagoas, no qual se tentou fazer um diagnóstico sobre a questão da extração mineral no Estado. “Nós solicitamos ao DNPM a relação de todas as pessoas físicas e empresas que faziam a extração de areia ou cascalho no Estado. Nessa diligência, constatamos que a maioria das empresas e pessoas que exerciam a atividade estavam em situação irregular, para não dizer ilegal, já que não tinham licença ambiental nem autorização do Ministério das Minas e Energia, através do DNMP”, relata a procuradora da República.
Inicialmente, foi recomendado ao DNPM que suspendesse as atividades e multasse quem estivesse fazendo irregularmente a extração mineral. Como essa medida causaria transtornos para setores importantes da economia, como a construção civil, buscou-se uma solução administrativa através do TAC, evitando que o conflito fosse levado à Justiça. “Após várias reuniões para discutir os termos do TAC, chegamos a essa minuta que está disponível para consulta. Quem estiver irregular e não aderir ao termo, vai ter a atividade suspensa e o Ministério Público Federal vai ajuizar as ações cabíveis”, avisa. Todas as empresas e pessoas físicas que atuam na atividade estão sendo notificados pelo DNPM para comparecer à reunião de setembro, que acontecerá no auditório do MPF.
Prazos - A Constituição Federal prevê que todo aquele que explora recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado e que a atividade só pode ser desenvolvida mediante autorização ou concessão da União. A lei de Crimes Ambientais considera crime, punido com detenção, de seis meses a um ano, “executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo com a obtida”:
O objetivo do TAC é estabelecer os prazos e as condições para que as empresas e pessoas que atuam na extração mineral promovam a regularização da atividade, preferencialmente em forma associativa, junto ao DNPM, IMA e demais órgãos quando for o caso. Os custos necessários ficarão por conta de quem explora as atividades.
A minuta do termo prevê que os danos ambientais (impactos negativos) identificados, deverão estar associados à adoção de medidas mitigadoras, reparadoras e compensatórias que deverão ser executadas, individualmente, por cada empresa identificada, nos prazos e condições de cumprimento estabelecido pelo IMA.
O prazo de vigência do TAC é de um ano, a contar da data de sua assinatura e poderá ser renovado por igual período, caso perdure a impossibilidade em regularizar o licenciamento da atividade.
Em conjunto, as empresas e pessoas físicas que atuam na extração mineral também serão obrigadas pelo TAC a somente extrair areia e cascalho respeitando as restrições formuladas no termo. Também terão que apresentar, no prazo de 60 dias a partir da assinatura do TAC, os estudos ambientais pertinentes, a serem definidos, caso a caso, pelos órgãos ambientais competentes.
Individualmente, cada empresa ou pessoa física que assinar o TAC terá que no prazo de 30 dias protocolar no DNPM e no IMA requerimento visando a regularização da atividade. Quem não cumprir o prazo, será excluído do presente TAC e terá a atividades interditada.
Trinta 30 dias a partir da data protocolo do requerimento de regularização junto ao DNPM e IMA, as empresas deverão cercar e fixar placas na área da exploração, em local visível, inclusive nas balsas/dragas, onde deverá constar que a atividade opera sob autorização do TAC assinado com o MPF e órgãos ambientais.
O TAC ainda prevê condições para que a extração obedeça a legislação ambiental e o material usado na dragagem não cause danos aos rios federais.
Ao Ibama, IMA e DNPM caberá acompanhar as medidas previstas no TAC, fiscalizando e orientando o cumprimento das obrigações assumidas pelos que atuam na extração mineral. O IMA também se comprometerá no TAC a abrandar os efeitos financeiros da multa a ser aplicada às empresas e pessoas físicas que aderirem ao termo.
Segundo a procuradora da República Niedja Kaspary, o TAC proposto não limita, impede ou suspende a fiscalização ampla, irrestrita e permanente pelo órgãos ambientais ou pelos demais órgãos fiscalizadores, no exercício de suas atribuições e prerrogativas legais. “A fiscalização como um todo da atividade licenciada compete ao IMA, que é o órgão licenciador, bem como ao IBAMA, de forma suplementar”, explica. Compete ao DNPM fiscalizar o cumprimento das cláusulas relacionadas aos aspectos técnicos da atividade de mineração.
O monitoramento das cláusulas ajustadas no TAC compete mutuamente aos órgãos compromitentes, que deverão emitir relatórios e enviar ao Ministério Público Federal quando solicitados. Conforme a minuta do termo, o descumprimento das cláusulas pelos que exercem a atividade de extração mineral implicará na imediata interdição da atividade, sob pena de multa diária equivalente a R$ 5 mil.
(17/09/2007 18:52)
O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) promove nesta terça-feira, dia 18, a partir das 13h30, uma reunião entre empresas e pessoas físicas que atuam na atividade de exploração de recursos minerais no Estado e o Instituto do Meio Ambiente (IMA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Durante a reunião, será assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que tem como objetivo a regularização da atividade extração de areia nos rios federais.
Segundo um levantamento feito pelo DNPM – autarquia federal ligada ao Ministério das Minas e Energia – das 27 empresas ou pessoas físicas que atuam hoje na extração de areia em Alagoas, apenas 4 estão em situação regular. A dragas de areia foram localizadas em Maceió e nos municípios de Satuba, Rio Largo, Cajueiro, Capela, Atalaia, Pilar, Branquinha, São José da Laje, Murici e Santana do Mundaú.
A minuta do TAC foi publicada no site da Procuradoria da República em Alagoas (www.pral.mpf.gov.br) no início de julho, para que os interessados pudessem tomar conhecimento prévio do conteúdo.
Segundo a procuradora da República Niedja Kaspary, o TAC é resultado de um trabalho de quase três anos do Ministério Público Federal de Alagoas, no qual se tentou fazer um diagnóstico sobre a questão da extração mineral no Estado. “Nós solicitamos ao DNPM a relação de todas as pessoas físicas e empresas que faziam a extração de areia ou cascalho no Estado. Nessa diligência, constatamos que a maioria das empresas e pessoas que exerciam a atividade estavam em situação irregular, para não dizer ilegal, já que não tinham licença ambiental nem autorização do Ministério das Minas e Energia, através do DNMP”, relata a procuradora da República.
Inicialmente, foi recomendado ao DNPM que suspendesse as atividades e multasse quem estivesse fazendo irregularmente a extração mineral. Como essa medida causaria transtornos para setores importantes da economia, como a construção civil, buscou-se uma solução administrativa através do TAC, evitando que o conflito fosse levado à Justiça. “Após várias reuniões para discutir os termos do TAC, chegamos a essa minuta que está disponível para consulta. Quem estiver irregular e não aderir ao termo, vai ter a atividade suspensa e o Ministério Público Federal vai ajuizar as ações cabíveis”, avisa. Todas as empresas e pessoas físicas que atuam na atividade estão sendo notificados pelo DNPM para comparecer à reunião de setembro, que acontecerá no auditório do MPF.
Prazos - A Constituição Federal prevê que todo aquele que explora recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado e que a atividade só pode ser desenvolvida mediante autorização ou concessão da União. A lei de Crimes Ambientais considera crime, punido com detenção, de seis meses a um ano, “executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo com a obtida”:
O objetivo do TAC é estabelecer os prazos e as condições para que as empresas e pessoas que atuam na extração mineral promovam a regularização da atividade, preferencialmente em forma associativa, junto ao DNPM, IMA e demais órgãos quando for o caso. Os custos necessários ficarão por conta de quem explora as atividades.
A minuta do termo prevê que os danos ambientais (impactos negativos) identificados, deverão estar associados à adoção de medidas mitigadoras, reparadoras e compensatórias que deverão ser executadas, individualmente, por cada empresa identificada, nos prazos e condições de cumprimento estabelecido pelo IMA.
O prazo de vigência do TAC é de um ano, a contar da data de sua assinatura e poderá ser renovado por igual período, caso perdure a impossibilidade em regularizar o licenciamento da atividade.
Em conjunto, as empresas e pessoas físicas que atuam na extração mineral também serão obrigadas pelo TAC a somente extrair areia e cascalho respeitando as restrições formuladas no termo. Também terão que apresentar, no prazo de 60 dias a partir da assinatura do TAC, os estudos ambientais pertinentes, a serem definidos, caso a caso, pelos órgãos ambientais competentes.
Individualmente, cada empresa ou pessoa física que assinar o TAC terá que no prazo de 30 dias protocolar no DNPM e no IMA requerimento visando a regularização da atividade. Quem não cumprir o prazo, será excluído do presente TAC e terá a atividades interditada.
Trinta 30 dias a partir da data protocolo do requerimento de regularização junto ao DNPM e IMA, as empresas deverão cercar e fixar placas na área da exploração, em local visível, inclusive nas balsas/dragas, onde deverá constar que a atividade opera sob autorização do TAC assinado com o MPF e órgãos ambientais.
O TAC ainda prevê condições para que a extração obedeça a legislação ambiental e o material usado na dragagem não cause danos aos rios federais.
Ao Ibama, IMA e DNPM caberá acompanhar as medidas previstas no TAC, fiscalizando e orientando o cumprimento das obrigações assumidas pelos que atuam na extração mineral. O IMA também se comprometerá no TAC a abrandar os efeitos financeiros da multa a ser aplicada às empresas e pessoas físicas que aderirem ao termo.
Segundo a procuradora da República Niedja Kaspary, o TAC proposto não limita, impede ou suspende a fiscalização ampla, irrestrita e permanente pelo órgãos ambientais ou pelos demais órgãos fiscalizadores, no exercício de suas atribuições e prerrogativas legais. “A fiscalização como um todo da atividade licenciada compete ao IMA, que é o órgão licenciador, bem como ao IBAMA, de forma suplementar”, explica. Compete ao DNPM fiscalizar o cumprimento das cláusulas relacionadas aos aspectos técnicos da atividade de mineração.
O monitoramento das cláusulas ajustadas no TAC compete mutuamente aos órgãos compromitentes, que deverão emitir relatórios e enviar ao Ministério Público Federal quando solicitados. Conforme a minuta do termo, o descumprimento das cláusulas pelos que exercem a atividade de extração mineral implicará na imediata interdição da atividade, sob pena de multa diária equivalente a R$ 5 mil.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Carta Mineral IBRAM - 2007 Edição 8 Ano 2
Carta Mineral IBRAM - 2007 Edição 8 Ano 2
DNPM defende mineração em áreas de preservação
O diretor-geral-adjunto do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), João César de Freitas Pinheiro, defendeu a regulamentação da atividade mineradora em terras indígenas e em unidades de preservação. "Essa possibilidade é garantida pela Constituição, mas depende de lei específica, que nunca foi elaborada", afirmou, argumentando que a mineração é compatível com preservação ambiental.
O vácuo legal, na opinião de Pinheiro, transforma essas áreas em "terra de ninguém", que acabam sendo invadidas e exploradas de forma desordenada. As declarações foram feitas durante audiência pública da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional. O diretor do DNPM disse ainda que não se pode prescindir do potencial econômico que a exploração da Amazônia representa, uma vez que a região concentra os maiores índices de minérios com valor econômico do País e recebe 40% dos investimentos nacionais em mineração. Ainda segundo Pinheiro, atualmente apenas 0,5% do território brasileiro é ocupado por lavra. "Se acrescentarmos as áreas de pesquisa mineral, essa extensão não chega a 2%", afirmou. (Com Informações da Agência Câmara)
TEM MEU APOIO
DNPM defende mineração em áreas de preservação
O diretor-geral-adjunto do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), João César de Freitas Pinheiro, defendeu a regulamentação da atividade mineradora em terras indígenas e em unidades de preservação. "Essa possibilidade é garantida pela Constituição, mas depende de lei específica, que nunca foi elaborada", afirmou, argumentando que a mineração é compatível com preservação ambiental.
O vácuo legal, na opinião de Pinheiro, transforma essas áreas em "terra de ninguém", que acabam sendo invadidas e exploradas de forma desordenada. As declarações foram feitas durante audiência pública da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional. O diretor do DNPM disse ainda que não se pode prescindir do potencial econômico que a exploração da Amazônia representa, uma vez que a região concentra os maiores índices de minérios com valor econômico do País e recebe 40% dos investimentos nacionais em mineração. Ainda segundo Pinheiro, atualmente apenas 0,5% do território brasileiro é ocupado por lavra. "Se acrescentarmos as áreas de pesquisa mineral, essa extensão não chega a 2%", afirmou. (Com Informações da Agência Câmara)
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segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Vale do Rio Doce vai mudar nome e marca em novembro
Editorial - Brasil InfoMine
Vale do Rio Doce vai mudar nome e marca em novembro
São Paulo - 08 de Outubro de 2007
Maior empresa brasileira, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) vai mudar de nome e de logomarca a partir de novembro. A decisão da direção da CVRD e do conselho de administração é reposicionar a empresa no mercado de uma forma mais compatível com o status de companhia multinacional, consolidado com a aquisição da mineradora canadense Inco, no ano passado, por US$ 18 bilhões.O novo nome ainda não foi decidido e as opções estão sendo tratadas na empresa como segredo de Estado. O sigilo é tamanho que a Africa, agência do publicitário Nizan Guanaes, foi contratada com a missão de fazer a campanha da nova marca da empresa sem saber ainda os novos nome e logotipo.
Toda a estratégia de divulgação está sendo desenvolvida em cima dos conceitos que a CVRD quer adotar a partir de agora. Uma empresa internacional que seja imediatamente identificada com o Brasil. Uma grande empresa nacional e uma outra americana, especializadas em marketing e criação de marcas, foram contratadas pela Vale e estão trabalhando no projeto.
Aliás, a palavra Vale, como a empresa é mais conhecida no Brasil, tem grandes chances de não figurar no novo nome. Uma das principais linhas de discussão é se apenas a sigla --CVRD-- deveria ser adotada. Outra opção em estudo é focar a marca em cima apenas da expressão "Rio Doce".
A idéia é, dez anos depois da privatização, romper com os laços que ainda ligam a empresa à imagem de uma ex-estatal, além de reforçar a marca internacional, livrá-la do losango e das barras de seu logotipo atual, associadas de alguma forma à simbologia de patentes militares que ainda remetem à época da ditadura.
A mudança também ocorre em um momento de questionamento da privatização da empresa, em que algumas entidades defendem a realização de plebiscito para avaliar a venda da mineradora. A CVRD foi fundada pelo governo federal em 1942 e privatizada em maio de 1997. Uma reunião em um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, que acabou neste fim de semana, definiu as novas diretrizes para mudanças na imagem da empresa.
Como não tem nenhum produto facilmente associável à companhia, que fornece matéria-prima para diversas outras empresas com marcas mundialmente muito mais conhecidas do que CVRD, a idéia é criar uma marca de identificação forte e que possa ser associada a tudo o que é produzido a partir do minério de ferro: de fogões a aviões.
A conclusão dos executivos é de que a empresa é mais forte do que conhecida. Na segunda-feira, o presidente Roger Agnelli anunciou que a CVRD havia se transformado na 31ª empresa do mundo, à frente da IBM. Antes, já tinha se tornado a maior companhia brasileira, ao superar a Petrobras. Esta semana, seu valor de mercado atingiu US$ 167,3 bilhões -alta de 140% em relação à cifra do final de 2006, US$ 69,8 bilhões. O desafio é criar uma marca que espelhe tudo isso.
Vale do Rio Doce vai mudar nome e marca em novembro
São Paulo - 08 de Outubro de 2007
Maior empresa brasileira, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) vai mudar de nome e de logomarca a partir de novembro. A decisão da direção da CVRD e do conselho de administração é reposicionar a empresa no mercado de uma forma mais compatível com o status de companhia multinacional, consolidado com a aquisição da mineradora canadense Inco, no ano passado, por US$ 18 bilhões.O novo nome ainda não foi decidido e as opções estão sendo tratadas na empresa como segredo de Estado. O sigilo é tamanho que a Africa, agência do publicitário Nizan Guanaes, foi contratada com a missão de fazer a campanha da nova marca da empresa sem saber ainda os novos nome e logotipo.
Toda a estratégia de divulgação está sendo desenvolvida em cima dos conceitos que a CVRD quer adotar a partir de agora. Uma empresa internacional que seja imediatamente identificada com o Brasil. Uma grande empresa nacional e uma outra americana, especializadas em marketing e criação de marcas, foram contratadas pela Vale e estão trabalhando no projeto.
Aliás, a palavra Vale, como a empresa é mais conhecida no Brasil, tem grandes chances de não figurar no novo nome. Uma das principais linhas de discussão é se apenas a sigla --CVRD-- deveria ser adotada. Outra opção em estudo é focar a marca em cima apenas da expressão "Rio Doce".
A idéia é, dez anos depois da privatização, romper com os laços que ainda ligam a empresa à imagem de uma ex-estatal, além de reforçar a marca internacional, livrá-la do losango e das barras de seu logotipo atual, associadas de alguma forma à simbologia de patentes militares que ainda remetem à época da ditadura.
A mudança também ocorre em um momento de questionamento da privatização da empresa, em que algumas entidades defendem a realização de plebiscito para avaliar a venda da mineradora. A CVRD foi fundada pelo governo federal em 1942 e privatizada em maio de 1997. Uma reunião em um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, que acabou neste fim de semana, definiu as novas diretrizes para mudanças na imagem da empresa.
Como não tem nenhum produto facilmente associável à companhia, que fornece matéria-prima para diversas outras empresas com marcas mundialmente muito mais conhecidas do que CVRD, a idéia é criar uma marca de identificação forte e que possa ser associada a tudo o que é produzido a partir do minério de ferro: de fogões a aviões.
A conclusão dos executivos é de que a empresa é mais forte do que conhecida. Na segunda-feira, o presidente Roger Agnelli anunciou que a CVRD havia se transformado na 31ª empresa do mundo, à frente da IBM. Antes, já tinha se tornado a maior companhia brasileira, ao superar a Petrobras. Esta semana, seu valor de mercado atingiu US$ 167,3 bilhões -alta de 140% em relação à cifra do final de 2006, US$ 69,8 bilhões. O desafio é criar uma marca que espelhe tudo isso.
domingo, 7 de outubro de 2007
CPRM quer incluir pesquisa mineral no PAC
RIO DE JANEIRO (Reuters) -
O Serviço Geológico do Brasil (conhecida por CRPM por causa da sigla Companhia de Recursos Minerais), ligado ao governo, solicitou verbas extras do Executivo para acelerar sua nova iniciativa de mapeamento de recursos minerais, disse na sexta-feira o presidente da agência, Agamenon Dantas.
O mapeamento mineral é necessário para atrair mais investimentos para a mineração brasileira, cuja produção experimenta grande crescimento devido ao atual preço elevado das commodities nos mercados internacionais e à expansão do mercado doméstico, segundo Dantas.
"Também solicitamos que a iniciativa de mapeamento seja incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal), o que ajudaria a torná-la uma prioridade orçamentária", disse o executivo à Reuters.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu retomar mapeamento de recursos minerais em 2004, depois de um intervalo de 20 anos, a fim de gerar empregos e promover o crescimento do setor mineral, disse o CPRM.
Desde 2004, 67 milhões de reais foram gastos na atualização do mapeamento aéreo-geofísico de cerca de 17 por cento do território brasileiro.
"Pedimos agora 300 milhões de reais extras para completar o atual programa durante os próximos três anos", disse ele após um seminário organizado pela CPRM no Rio.
Dantas disse ter participado nesta semana de duas reuniões com Lula e com o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner. Segundo ele, Lula "demonstrou entusiasmo com o programa de mapeamento".
REUTERS ES
O Serviço Geológico do Brasil (conhecida por CRPM por causa da sigla Companhia de Recursos Minerais), ligado ao governo, solicitou verbas extras do Executivo para acelerar sua nova iniciativa de mapeamento de recursos minerais, disse na sexta-feira o presidente da agência, Agamenon Dantas.
O mapeamento mineral é necessário para atrair mais investimentos para a mineração brasileira, cuja produção experimenta grande crescimento devido ao atual preço elevado das commodities nos mercados internacionais e à expansão do mercado doméstico, segundo Dantas.
"Também solicitamos que a iniciativa de mapeamento seja incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal), o que ajudaria a torná-la uma prioridade orçamentária", disse o executivo à Reuters.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu retomar mapeamento de recursos minerais em 2004, depois de um intervalo de 20 anos, a fim de gerar empregos e promover o crescimento do setor mineral, disse o CPRM.
Desde 2004, 67 milhões de reais foram gastos na atualização do mapeamento aéreo-geofísico de cerca de 17 por cento do território brasileiro.
"Pedimos agora 300 milhões de reais extras para completar o atual programa durante os próximos três anos", disse ele após um seminário organizado pela CPRM no Rio.
Dantas disse ter participado nesta semana de duas reuniões com Lula e com o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner. Segundo ele, Lula "demonstrou entusiasmo com o programa de mapeamento".
REUTERS ES
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sábado, 6 de outubro de 2007
DNPM Lança Três Novos Sistemas para Outorgas Minerais
DNPM Lança Três Novos Sistemas para Outorgas Minerais
01/10/2007 - 15:59
Em ato bastante concorrido, realizado no dia 26 de setembro passado, durante o 12º Congresso Brasileiro de Mineração, em Belo Horizonte, o DNPM lançou três novos sistemas:
o Novo Pré-Requerimento Eletrônico,
o CadMin_Web (Novo Cadastro Mineiro)
e o SIGÁreas.
O ato de lançamento ocorreu numa sessão painel no referido evento, em que o diretor-geral do DNPM, Dr. Miguel Nery, fez uma palestra sobre a situação atual e as evoluções trazidas pelos novos sistemas, comentando os ganhos que o setor mineral, os usuários e a própria Autarquia obterão com essas novidades tecnológicas. A palestra foi seguida por três curtas apresentações sobre como se dará a operação de cada um dos sistemas, em que se contou com as participações de Dr. Roberto Silva, Diretor da DICAM, de Dr. Rinaldo Acciol, Assessor de TI do DNPM e de Gláucio Magalhães, analista de sistemas.
Após as apresentações, a palavra foi aberta para o público presente para perguntas, esclarecimentos e comentários.O primeiro sistema trata-se do novo Pré-Requerimento Eletrônico, que é o sistema responsável pela coleta da entrada de dados contidos nos pré-requerimentos eletrônicos preenchidos pelo minerador via internet e protocolados nos distritos do DNPM para composição da base de dados e informações processuais, gerando assim o processo minerário.
Este sistema inovador, desenvolvido em ambiente WEB, consiste de um formulário digital para obtenção de alvarás de pesquisa, registros de licença, permissões de lavra garimpeira e registros de extração disponibilizado pelo DNPM, permitindo de forma fácil e interativa o seu manuseio, trazendo economia ao interessado e elevando o nível de confiabilidade dos processos de outorgas minerais.
O segundo é o CadMin_Web, (Novo Cadastro Mineiro), que é um sistema que tem como foco o controle e gerenciamento do processo de mineração permitindo o cadastramento e atualização dos dados técnicos e informações individuais de pessoas físicas e pessoas jurídicas relacionadas aos processos de mineração. Em sua nova versão, totalmente desenvolvida em ambiente web, será possível integrar o conjuntos dos sistemas corporativos atualmente em operação na rede do DNPM.
Já o terceiro sistema, denomina-se SIGáreas. É um sistema para análise e controle de áreas relacionadas aos direitos minerários, em que utiliza tecnologia de geoprocessamento. Permite o cruzamento das mais diversas informações; sendo um aplicativo Web. Sua estrutura permitirá uma maior segurança e confiabilidade na Base de Dados do DNPM, hoje centralizada, agilizando o processo de estudo de áreas, o qual possui como principais funcionalidades: Retirada de Interferência; Cessão Parcial; Arrendamento Parcial e Total; Englobamento; Desmembramento; Redução de Área; Renúncia ou Desistência; Bloqueio de Áreas; Áreas Remanescentes; Integração com o Pré-Requerimento Eletrônico e CadMin_Web. Estas medidas se fazem necessárias para evitar que a base do DNPM volte a ser contaminada, como se encontrava até recentemente e, após todo um trabalho de depuração, se mantenha segura. Para a implantação desses sistemas, não será necessária qualquer mudança no Código de Mineração. Entretanto, numa visão de futuro, pode-se afirmar que esses sistemas são mais um passo, com vistas à implantação futura da outorga on line em tempo real, a qual, esta sim envolverá mudanças legais a serem, oportunamente, anunciadas pelo governo. O DNPM estará mais uma vez inovando nos seus procedimentos.
Hoje, o DNPM já está disponibilizando para consulta todas as áreas de todos os distritos em sistema georreferenciado (SIGMINE), o que já permite fazer com que o interessado em fazer requerimentos possa conferir pela internet se a área alvo já está onerada ou se está livre. Agora, com a adoção desses três sistemas conjugados, o interressado já poderá visualizar, no próprio formulário eletrônico do pré-requerimento, se a poligonal de interesse tem alguma interferência com área anteriomente onerada. Esta iniciativa do DNPM permitirá uma maior agilidade nas análises processuais e segurança nas Outorgas de Títulos Minerários.
DNPM - Assessoria de Comunicação
01/10/2007 - 15:59
Em ato bastante concorrido, realizado no dia 26 de setembro passado, durante o 12º Congresso Brasileiro de Mineração, em Belo Horizonte, o DNPM lançou três novos sistemas:
o Novo Pré-Requerimento Eletrônico,
o CadMin_Web (Novo Cadastro Mineiro)
e o SIGÁreas.
O ato de lançamento ocorreu numa sessão painel no referido evento, em que o diretor-geral do DNPM, Dr. Miguel Nery, fez uma palestra sobre a situação atual e as evoluções trazidas pelos novos sistemas, comentando os ganhos que o setor mineral, os usuários e a própria Autarquia obterão com essas novidades tecnológicas. A palestra foi seguida por três curtas apresentações sobre como se dará a operação de cada um dos sistemas, em que se contou com as participações de Dr. Roberto Silva, Diretor da DICAM, de Dr. Rinaldo Acciol, Assessor de TI do DNPM e de Gláucio Magalhães, analista de sistemas.
Após as apresentações, a palavra foi aberta para o público presente para perguntas, esclarecimentos e comentários.O primeiro sistema trata-se do novo Pré-Requerimento Eletrônico, que é o sistema responsável pela coleta da entrada de dados contidos nos pré-requerimentos eletrônicos preenchidos pelo minerador via internet e protocolados nos distritos do DNPM para composição da base de dados e informações processuais, gerando assim o processo minerário.
Este sistema inovador, desenvolvido em ambiente WEB, consiste de um formulário digital para obtenção de alvarás de pesquisa, registros de licença, permissões de lavra garimpeira e registros de extração disponibilizado pelo DNPM, permitindo de forma fácil e interativa o seu manuseio, trazendo economia ao interessado e elevando o nível de confiabilidade dos processos de outorgas minerais.
O segundo é o CadMin_Web, (Novo Cadastro Mineiro), que é um sistema que tem como foco o controle e gerenciamento do processo de mineração permitindo o cadastramento e atualização dos dados técnicos e informações individuais de pessoas físicas e pessoas jurídicas relacionadas aos processos de mineração. Em sua nova versão, totalmente desenvolvida em ambiente web, será possível integrar o conjuntos dos sistemas corporativos atualmente em operação na rede do DNPM.
Já o terceiro sistema, denomina-se SIGáreas. É um sistema para análise e controle de áreas relacionadas aos direitos minerários, em que utiliza tecnologia de geoprocessamento. Permite o cruzamento das mais diversas informações; sendo um aplicativo Web. Sua estrutura permitirá uma maior segurança e confiabilidade na Base de Dados do DNPM, hoje centralizada, agilizando o processo de estudo de áreas, o qual possui como principais funcionalidades: Retirada de Interferência; Cessão Parcial; Arrendamento Parcial e Total; Englobamento; Desmembramento; Redução de Área; Renúncia ou Desistência; Bloqueio de Áreas; Áreas Remanescentes; Integração com o Pré-Requerimento Eletrônico e CadMin_Web. Estas medidas se fazem necessárias para evitar que a base do DNPM volte a ser contaminada, como se encontrava até recentemente e, após todo um trabalho de depuração, se mantenha segura. Para a implantação desses sistemas, não será necessária qualquer mudança no Código de Mineração. Entretanto, numa visão de futuro, pode-se afirmar que esses sistemas são mais um passo, com vistas à implantação futura da outorga on line em tempo real, a qual, esta sim envolverá mudanças legais a serem, oportunamente, anunciadas pelo governo. O DNPM estará mais uma vez inovando nos seus procedimentos.
Hoje, o DNPM já está disponibilizando para consulta todas as áreas de todos os distritos em sistema georreferenciado (SIGMINE), o que já permite fazer com que o interessado em fazer requerimentos possa conferir pela internet se a área alvo já está onerada ou se está livre. Agora, com a adoção desses três sistemas conjugados, o interressado já poderá visualizar, no próprio formulário eletrônico do pré-requerimento, se a poligonal de interesse tem alguma interferência com área anteriomente onerada. Esta iniciativa do DNPM permitirá uma maior agilidade nas análises processuais e segurança nas Outorgas de Títulos Minerários.
DNPM - Assessoria de Comunicação
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GAZETA: Ibram quer o fim do monopólio estatal
GAZETA MERCANTIL:Ibram quer o fim do monopólio estatal
5 de outubro de 2007 -
O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) prevê como prioritário para o Programa Nuclear Brasil
5 de outubro de 2007 - O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) prevê como prioritário para o Programa Nuclear Brasileiro o fim do monopólio estatal do urânio e a entrada de empresas privadas na exploração do minério. Paulo Camillo Penna, presidente da entidade, disse a este jornal que vê a possibilidade do País iniciar logo esse debate. "O Brasil perdeu grandes oportunidades de debater o tema mas ainda há tempo. Podemos comparar a prospecção do urânio com o que aconteceu no passado com o petróleo e o gás, que passaram por um processo de maturação e hoje superam todas as expectativas", disse. De acordo com o Ibram, o Brasil apesar de ser dono da sexta maior reserva de urânio do mundo, não participa do mercado internacional.
"As empresas brasileiras estão explorando urânio na Austrália, em razão do monopólio estatal do Brasil. A Vale do Rio Doce é um exemplo. A companhia anunciou que conseguiu uma concessão na Austrália. Com certeza, ela teria interesse em operar no Brasil", desabafa. Segundo Penna, o urânio foi a vedete da convenção anual da Prospectors and Developers Association of Canadá (PDAC), que reuniu no início deste ano as maiores empresas do setor da mineração no Canadá. "Há um interesse muito grande no urânio por causa do maior uso da energia nuclear e devido aos problemas ambientais e ao aquecimento global", afirma.
"O País tem um potencial muito grande para exploração de urânio, o que pode atrair investimentos e financiar o programa nuclear brasileiro", acrescenta. Para tornar essa possibilidade uma realidade, o Ibram levou ao deputado Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara Federal, um pedido para acabar com o monopólio estatal da pesquisa e lavra de minérios nucleares. A proposta é que o Congresso Nacional permita que as empresas privadas possam atuar na exploração, nas atividades de comercialização e enriquecimento. Países como o Uruguai e a Argentina já adotaram medidas mais flexíveis para o urânio. A vantagem do Brasil é que além de ter esse minério em abundância, também dominar as outras etapas de beneficiamento.
"Poderíamos, por exemplo, vender o urânio já enriquecido", defende o presidente do Ibram. Um dos motivos que também levaram o Instituto a discutir a questão do urânio é o forte aumento dos preços, que nos últimos três anos, conforme a cotação da bolsa de Londres, saltou de US$ 12 para US$ 110 (libra-peso). "O Brasil já poderia ocupar o terceiro lugar no ranking de produtores", lamenta Camillo Penna. (I.D. - Gazeta Mercantil)
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
- Presidente Lula ressalta a importância do Museu e discute o setor de geologia e recursos minerais do Brasil

- Presidente Lula ressalta a importância do Museu e discute o setor de geologia e recursos minerais do Brasil;
terça-feira, 2 de outubro de 2007
CONSULTE UM GEÓLOGO / GUIA DO MINERADOR
Guia do MineradorÍndice
Informações Básicas
Propriedade dos Recursos Minerais
Direito de Prioridade
Departamento Nacional de Produção Mineral
Regimes de Aproveitamento
Regimes de Autorização e de Concessão
Objetivo
Campo de Aplicação
Áreas Máximas
Requerimento de Pesquisa
Autorização de Pesquisa
Relatório dos Trabalhos de Pesquisa
Guia de Utilização
Requerimento de Lavra
Portaria de Lavra
Regime de Licenciamento
Objetivo
Campo de Aplicação
Áreas Máximas
Requerimento de Registro de Licença
Registro de Licença
Regime de Extração
Objetivo
Campo de Aplicação
Áreas Máximas
Requerimento de Registro de Extração
Declaração de Registro
Regime de Permissão de Lavra Garimpeira
Objetivo
Campo de Aplicação
Áreas Máximas
Requerimento de Permissão de Lavra Garimpeira
Condições de Outorga
Licenciamento Ambiental
Licenciamento Ambiental nos Regimes de Autorizações e Concessões
Licenciamento Ambiental no Regime de Licenciamento
Informações Básicas
Propriedade dos Recursos Minerais
Direito de Prioridade
Departamento Nacional de Produção Mineral
Regimes de Aproveitamento
Regimes de Autorização e de Concessão
Objetivo
Campo de Aplicação
Áreas Máximas
Requerimento de Pesquisa
Autorização de Pesquisa
Relatório dos Trabalhos de Pesquisa
Guia de Utilização
Requerimento de Lavra
Portaria de Lavra
Regime de Licenciamento
Objetivo
Campo de Aplicação
Áreas Máximas
Requerimento de Registro de Licença
Registro de Licença
Regime de Extração
Objetivo
Campo de Aplicação
Áreas Máximas
Requerimento de Registro de Extração
Declaração de Registro
Regime de Permissão de Lavra Garimpeira
Objetivo
Campo de Aplicação
Áreas Máximas
Requerimento de Permissão de Lavra Garimpeira
Condições de Outorga
Licenciamento Ambiental
Licenciamento Ambiental nos Regimes de Autorizações e Concessões
Licenciamento Ambiental no Regime de Licenciamento
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