terça-feira, 2 de outubro de 2007

CONSULTE UM GEÓLOGO / GUIA DO MINERADOR

Guia do MineradorÍndice
Informações Básicas
Propriedade dos Recursos Minerais
Direito de Prioridade
Departamento Nacional de Produção Mineral
Regimes de Aproveitamento
Regimes de Autorização e de Concessão
Objetivo
Campo de Aplicação
Áreas Máximas
Requerimento de Pesquisa
Autorização de Pesquisa
Relatório dos Trabalhos de Pesquisa
Guia de Utilização
Requerimento de Lavra
Portaria de Lavra
Regime de Licenciamento
Objetivo
Campo de Aplicação
Áreas Máximas
Requerimento de Registro de Licença
Registro de Licença
Regime de Extração
Objetivo
Campo de Aplicação
Áreas Máximas
Requerimento de Registro de Extração
Declaração de Registro
Regime de Permissão de Lavra Garimpeira
Objetivo
Campo de Aplicação
Áreas Máximas
Requerimento de Permissão de Lavra Garimpeira
Condições de Outorga
Licenciamento Ambiental
Licenciamento Ambiental nos Regimes de Autorizações e Concessões
Licenciamento Ambiental no Regime de Licenciamento

Texto extraído do Site www.dnpm.gov.br/aguarota.html


ÁGUA MINERAL

A pesquisa e lavra de água mineral e potável de mesa para consumo humano, bem como destinada a fins balneários, far-se-ão pelos Regimes de Autorização de Pesquisa e de Concessão de Lavra , conforme previstos no Código de Mineração, bem como no Código de Águas Minerais, respectivos regulamentos e legislações correlatas complementares.
I – REQUERIMENTO DE AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA
À semelhança dos outros bens minerais, os procedimentos exigidos são os mesmos.Deverá ser protocolizado no Distrito Regional do DNPM o Requerimento de Autorização de Pesquisa, no qual se exige:
a) Formulário padronizado fornecido pelo DNPM;
b) Plano de Pesquisa e;
c) Planta de Localização da Área.

I.1 – Plano de Pesquisa
Roteiro para Elaboração
O Plano de Pesquisa deve ser elaborado por geólogo ou engenheiro de minas, com programa de trabalho de acordo com o Manual do DNPM/1994 – Relatório Final de Pesquisa para Água Mineral e Potável de Mesa e Portarias do DNPM - 222/97 e 231/98, que dispõem, respectivamente, das “Especificações técnicas para o aproveitamento das águas minerais e potáveis de mesa”e dos “Estudos de áreas de proteção de fontes”
Conteúdo do Plano de Pesquisa
a) Captação por Caixa (fonte/surgência)
Introdução; Objetivo; Localização e Vias de Acesso; Generalidades(clima, vegetação, geomorfologia, etc); Levantamento Bibliográfico/Cartográfico; Levantamento Topográfico(mapa plani-altimétrico); Geologia Regional; Mapeamento Geológico de Detalhe; Coletas/Análises Físico-Químicas-Bacteriológicas. Medições de vazão, no mínimo durante o período de um ano, mês a mês. Estudos Hidrogeológicos e Levantamentos previstos para definição das áreas de proteção da fonte de acordo com o subitem 3.4 da Portaria n.º 231/98-DNPM. Construção do Sistema de Captação em conformidade com a Portaria n.º 222/97-DNPM. Higienização/Desinfecção da Captação.
b) Captação por Poço Tubular
Introdução; Objetivo; Localização e Vias de Acesso; Generalidades (clima, vegetação, geomorfologia, etc.); Levantamento Bibliográfico/Cartográfico; Levantamento Topográfico(mapa plani-altimétrico); Geologia Regional; Mapeamento Geológico de Detalhe;Levantamento Hidroquímico;Geofísica; Hidrologia e Caracterização do Aqüífero;Sondagens de Observação/Sondagens de Produção; Coletas/Análises Físico-Químicas-Bacteriológicas;Teste de Bombeamento;
Estudos Hidrogeológicos e Levantamentos previstos para definição das áreas de proteção da fonte de acordo com o subitem 3.4 da Portaria n.º 231/98 – DNPM. Construção do Sistema de Captação em conformidade com a Portaria n.º 222/97 – DNPM.Higienização/Desinfecção da Captação.
II – ALVARÁ DE PESQUISA
Após a análise técnica do Requerimento de Pesquisa no Distrito do DNPM, da qual poderá ou não resultar algum cumprimento de exigência da parte do requerente, é então aprovada a liberação do Alvará de Pesquisa, cuja validade é de dois anos, passível de renovação a critério do Departamento.
III – RELATÓRIO FINAL DE PESQUISA
Publicado o Alvará de Pesquisa, o requerente dará início aos Trabalhos de Pesquisa compreendendo os estudos técnicos(geológico, hidrogeológico, hidroquímico, etc) com vista a elaboração do Relatório Final de Pesquisa que deve seguir o roteiro do Manual do DNPM/1994 – Relatório Final de Pesquisa para Água Mineral e Potável de Mesa e atender o disposto na Portaria nº 222/97 – DNPM.
III.1 – Ensaio ou Teste de Bombeamento
De acordo com o subitem 4.2.6 da Portaria n.º 222/97 – DNPM, deverá proceder-se a realização do teste de produção com o acompanhamento de um técnico do DNPM. Deverá ser utilizado equipamento adequado que permita manter a vazão constante durante todo o teste e com precisão de 4% de erro.
No caso de captação por poços tubulares, é aconselhável o uso do Escoador de Orifício Circular face a sua precisão e a possibilidade de assegurar a constância da vazão, requisito básico para interpretação dos resultados do teste que consistirão de Gráficos Monolog, Equações Características do Poço, Cálculo dos Rebaixamentos, Eficiência do Poço e sua Capacidade de Produção compreendendo cálculo da Vazão Máxima Permissível, Vazão Máxima Possível e da Vazão de Explotação.
III.2 – Estudo “In Loco”
Análises físico-químicas e bacteriológicas realizadas pelo interessado antes do estudo "in loco" da fonte, não terão validade para o DNPM. Os resultados dessas análises servirão para orientar o interessado, com base na Resolução RDC n.º 54/00 da Secretaria de Vigilância Sanitária, que dispõe sobre o Regulamento Técnico para Fixação de Identidade e Qualidade de Água Mineral e Potável de Mesa.
É indispensável seguir as normas vigentes quanto ao procedimento seqüencial de análise bacteriológica completa(coliformes totais e fecais, pseudomonas aeruginosas, clostrídios, sulfitos redutores, unidades formadoras de colônias/ml e estreptococos fecais).
Analisado e vistoriado o Relatório Final de Pesquisa, de acordo com a legislação, o Distrito do DNPM, com a anuência do titular, solicitará ao Serviço Geológico Nacional – CPRM o orçamento para a execução do estudo "in loco" da fonte, de acordo com a Portaria n.º 117/72-DNPM. Os custos relativos ao referido estudo correrão por conta do titular.
Antes da realização do Estudo “in loco“, o titular deverá promover a desinfecção da captação (poço tubular ou caixa), cujo procedimento poderá seguir o disposto no trabalho “Desinfecção em Captações e Instalações de Envasamento de Água Mineral”
III.3 – Estudo da Área de Proteção da Fonte
Como parte complementar do Relatório Final de Pesquisa (RFP), quando da apresentação deste ao Distrito do DNPM, o Estudo de Área de Proteção da captação deve fazer parte do respectivo RFP, conforme determina o item 1 da Portaria nº 231/98 – DNPM e cuja execução deve seguir o disposto no item 3.4 dessa mesma Portaria
III.4 – Classificação da Água
Os resultados do Estudo “In Loco” são emitidos através de laudos pelo Laboratório LAMIN/CPRM e encaminhados ao Distrito do DNPM correspondente para análise e avaliação do comportamento químico, físico-químico e bacteriológico da água e determinação de sua composição química na forma iônica e, conseqüentemente, a devida classificação de acordo com o Código de Águas Minerais
III.5 – Aprovação do Relatório Final de Pesquisa
Concluídos os estudos e cumpridas todas as exigências legais, o Relatório Final de Pesquisa na sua forma completa, já analisado e vistoriado por técnico do Distrito do DNPM, conforme laudo anexado ao processo, é então aprovado através de publicação no Diário Oficial da União, consignando a vazão e a classificação da água.
IV – REQUERIMENTO DE LAVRA
IV.1 – Plano de Aproveitamento Econômico
Publicada a aprovação do Relatório Final de Pesquisa o titular terá o prazo de 1(hum) ano para requerer a Concessão de Lavra. O requerimento é acompanhado do Plano de Aproveitamento Econômico(PAE), no qual se exige o projeto técnico e industrial que define o plano de explotação, bem como o estudo de viabilidade econômica do empreendimento, além de mapas e plantas das edificações e das instalações de captação e envase.
No Requerimento de Concessão de Lavra deverá ser observado o disposto nos artigos 38, 39 e 40 do Código de Mineração e na Portaria n.º 222/97-DNPM que aprovou o Regulamento Técnico n.º 01/97, que trata das Especificações Técnicas para o Aproveitamento das Águas Minerais e Potáveis de Mesa e Resolução RDC n.º 9, de 06/12/90, referente ao Licenciamento Ambiental.
Aliado aos elementos constantes na legislação acima referida, o Plano de Aproveitamento Econômico deverá especificar, claramente, o sistema de drenagem das águas pluviais, bem como as instalações sanitárias na área requerida e a metodologia a ser adotada no tratamento dos efluentes.
Deverão, também, ser apresentados: o "layout" do sistema de distribuição da água definindo o fluxo do líquido, da captação ao setor de envase, com todas as suas opções; planta das instalações industriais como o "layout" da(s) linha(s) de envase e as especificações técnicas das máquinas e equipamentos; plantas das obras civis previstas para o aproveitamento da água.

IV.2 – Outorga da Portaria de Lavra com a Área de Proteção da Fonte
Estando devidamente analisados e vistoriados, por técnico do Distrito do DNPM, o Estudo da Área de Proteção da Fonte e o Plano de Aproveitamento Econômico (PAE) e cumpridas todas as exigências legais, proceder-se-á a outorga da Portaria de Lavra, que será publicada no DOU, na qual será definida a delimitação da poligonal da respectiva Área de Proteção, segundo os lados e direções norte/sul – leste/oeste, verdadeiros.
V – RÓTULO
Após a publicação da Portaria de Lavra, o titular submeterá ao Distrito do DNPM o Modelo de Rótulo, conforme a Portaria nº 470/99 – MME e, no que couber, a Resolução - RDC nº 54/00 – ANVISA.
Analisado o modelo de rótulo apresentado e cumpridas as exigências legais, será então aprovado e publicado no DOU.
Os rótulos utilizados devem estar aprovados pelo DNPM.
Após publicação do rótulo, o titular deverá proceder o seu registro no Ministério da Saúde.
VI – OPERAÇÃO DE LAVRA
O processo de envase só será iniciado após o resultado de nova análise bacteriológica completa referente a coleta de amostras representativas, de acordo com a Resolução - RDC nº 54/00 – ANVISA, em todas as saídas de linhas de envasamento.
VII – LEGISLAÇÃO E PUBLICAÇÃO PARA CONSULTA
VII.1 – No MME e no DNPM
Código de Mineração e seu Regulamento
Código de Águas Minerais
Portaria n.º 117/72-DNPM (Estudo “in loco” de fontes de Águas Minerais ou Potáveis de mesa como condição indispensável à aprovação do Relatório Final de Pesquisa).
Portaria n.º 805/78-MME/MS (Estabelece instruções em relação ao controle e fiscalização sanitária das águas minerais destinadas ao consumo humano).
Portaria nº 159/96-DNPM (Importação e Comercialização de Água Mineral)
Portaria n.º 222/97-DNPM (Especificações Técnicas para o Aproveitamento de Águas Minerais e Potáveis de Mesa)
Portaria n.º 231/98-DNPM (Regulamenta as Áreas de Proteção das Fontes de Águas Minerais)
Portaria nº 470/99 - MME (Dispõe sobre as características básicas dos rótulos das embalagens de águas minerais e potáveis de mesa).
Portaria n.º 56/99-DNPM (Modelos de Formulários do Relatório Anual de Lavra).
Manual para Elaboração de Relatório Final de Pesquisa de Água Mineral e Potável de Mesa/94-DNPM .
Desinfecção em Captações e Instalações de Envasamento de Água Mineral /01 –DNPM/PE.
Testes de Bombeamento objetivando o Aproveitamento de Águas Minerais em Meio Poroso/01 – DNPM/PE.
VII.2 – No Ministério da Saúde (MS), na Agência Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA) e no Conselho Nacional do Meio Ambiente(CONAMA)
Resolução RDC n.º 54/00 –Secretaria de Vigilância Sanitária(Dispõe sobre o Regulamento Técnico para Fixação de Identidade e Qualidade de Água Mineral e Potável de Mesa).
Portaria MS nº 1469/00 – Secretária de Vigilância Sanitária (Estabelece os Procedimentos e Responsabilidades Relativos ao Controle e Vigilância da Qualidade da Água, para Consumo Humano e seu Padrão de Potabilidade, e dá outras providências).
Resolução/CONAMA nº 009/90 (Requerer ao Órgão Ambiental competente a Licença de Operação para Pesquisa Mineral).

ÁGUA MINERAL : PESQUISA E LAVRA
ROTEIRO DE PROCEDIMENTOS E REQUISITOS LEGAIS

Texto extraído do Site www.dnpm.gov.br/aguarota.html

Guia do Minerador Regimes de Autorização e de Concessão

Guia do Minerador Regimes de Autorização e de Concessão
Objetivos
O objetivo final na utilização desses regimes é um título que permita o aproveitamento do recurso mineral que, no caso, é uma portaria do Ministro das Minas e Energia, denominada corriqueiramente de Portaria de Lavra (
Artigo 43 do Código de Mineração). Existe um título intermediário, um Alvará do Diretor-Geral do DNPM, que autoriza o interessado a pesquisar determinada substância mineral, de modo a definir sua quantidade, qualidade e distribuição espacial (Artigo 15 do Código de Mineração).
Campo de Aplicação

Os Regimes de Autorização e de Concessão podem ser utilizados para todas as substâncias minerais, com exceção daquelas protegidas por monopólio (petróleo, gás natural e substâncias minerais radioativas).
Áreas Máximas (Artigo 1º da Portaria DG DNPM nº 392/04)

2.000 ha: substâncias minerais metálicas, substâncias minerais fertilizantes, carvão, diamante, rochas betuminosas e pirobetuminosas, turfa, e sal-gema;
50 ha: substâncias de emprego imediato na construção civil, argila vermelha para a indústria cerâmica, calcário para corretivo de solos, areia quando adequada a indústria de transformação; feldspato, gemas (exceto diamante), pedras decorativas, e mica;
1.000 ha: rochas para revestimento, e demais substâncias minerais.
Requerimento de Pesquisa

Área Livre: A área objetivada em requerimento de
Autorização de Pesquisa será considerada livre, desde que não se enquadre em qualquer das hipóteses previstas no Artigo 18 do Código de Mineração. É aconselhável que esta condição seja verificada no DNPM, antes do requerimento. A partir de 28 de setembro de 2005, foi instituído o pré-requerimento eletrônico de direitos minerários, para fins de obtenção de alvará de pesquisa (Portaria DG DNPM n° 268/05).
Requerente: Pessoa física ou pessoa jurídica.
Documentação e Procedimentos (
Artigo 16 do Código de Mineração): A Autorização de Pesquisa para cada área individualmente deverá ser pleiteada em requerimento dirigido ao Diretor-Geral do DNPM, entregue mediante recibo no protocolo do distrito DNPM em cuja jurisdição encontra-se a área, onde será numerado e registrado, devendo ser apresentado em duas vias e conter os seguintes elementos de instrução:
No caso de pessoa física: nome, indicação da nacionalidade, do estado civil, da profissão, do domicílio, e do número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas do Ministério da Fazenda do requerente;
Em se tratando de pessoa jurídica: razão social, número do registro de seus atos constitutivos no Órgão de Registro de Comércio competente, endereço e número de inscrição no Cadastro Geral dos Contribuintes do Ministério da Fazenda;
Prova de recolhimento de
emolumentos, no valor de R$ 420,28 (Portaria DG DNPM nº 304/04);
Designação das substâncias a pesquisar;
Indicação da extensão superficial da área objetivada, em hectares, e do Município e Estado em que se situa;
Memorial descritivo da área pretendida, conforme definido na
Portaria DG DNPM nº 15/97;
Planta de situação, cuja configuração e elementos de informação estão estabelecidos na
Portaria DG DNPM nº 15/97;
Plano dos trabalhos de pesquisa, acompanhado do orçamento e cronograma previstos para a sua execução; além da ART do técnico responsável por sua elaboração.
O DNPM disponibiliza em
sua página na internet formulários próprios para o requerimento, onde existe espaço para informação dos elementos acima discriminados, com exceção da prova de recolhimento dos emolumentos, da planta e do plano de trabalhos de pesquisa.
A falta de qualquer um desses elementos determinará o indeferimento do pedido de pesquisa (
Art. 17 do Código de Mineração).
Toda a documentação, que deve ser preparada por geólogo ou engenheiro de minas, será objeto de análise no DNPM e, estando bem instruída, ensejará a emissão pelo Diretor-Geral deste Órgão de um Alvará que autoriza o interessado a pesquisar a área requerida.
Autorização de Pesquisa

A partir da publicação do Alvará no Diário Oficial da União – DOU, seu titular está autorizado, a realizar, num prazo de 2 ou 3 anos, dependendo da substância (
Artigo 3º da Portaria DG DNPM nº 392/04), os trabalhos de pesquisa, que têm como meta definir uma jazida, ou seja, qualificar, quantificar e localizar espacialmente a substância mineral de interesse.
Acesso à Área (
Artigo 27 do Código de Mineração): O acesso do titular à área poderá ser realizado através de acordo amigável com o proprietário do solo ou através de acordo judicial, em que são fixadas, pelo juiz da comarca, as rendas e indenizações devidas por conta dos trabalhos de pesquisa.
Deveres do Titular: O titular da autorização de pesquisa é obrigado a:
a) Iniciar os trabalhos de pesquisa (
Artigo 29 do Código de Mineração):
Dentro de 60 (sessenta) dias da publicação do Alvará de Pesquisa no Diário Oficial da União, se o titular for o proprietário do solo ou tiver ajustado com este o valor e a forma de pagamento das indenizações a que se refere o
artigo 27 do Código de Mineração;
Dentro de 60 (sessenta) dias do ingresso judicial na área de pesquisa, quando a avaliação da indenização pela ocupação e danos causados processar-se em juízo.
b) Não interromper os trabalhos, sem justificativa, depois de iniciados, por mais de 03 (três) meses consecutivos, ou por 120 dias acumulados e não consecutivos (
Artigo 29 do Código de Mineração).
c) Executar os trabalhos de pesquisa na área definida no Alvará;
d) Comunicar prontamente ao DNPM o início ou reinício, e as interrupções de trabalho, bem como a ocorrência de outra substância mineral útil, não constante do Alvará de autorização (
Parágrafo Único do Artigo 29 do Código de Mineração).
e) Apresentar anualmente a
Declaração de Investimento em Pesquisa Mineral – DIPEM (Portaria DG/DNPM nº 259/04).
f) Pagar a
Taxa Anual por Hectare, na base de R$ 1,55/ha/ano (Portaria DG DNPM no 304/04), no último dia útil do mês de julho, caso o alvará tenha sido publicado no 1º semestre, e no último dia útil do mês de janeiro, caso o alvará tenha sido publicado no 2º semestre do ano anterior (Artigo 4º da Portaria MME no 503/99);
g) Respeitar os direitos de terceiros, ressarcindo os danos e prejuízos que ocasionar (
Inciso IV do Artigo 22 do Código de Mineração);
h) Responder pelos danos causados ao
meio-ambiente (Artigo 16 do Decreto 98.812/90);
i) Apresentar relatório dos trabalhos realizados, elaborado por geólogo ou engenheiro de minas (
Parágrafo Único do Artigo 15 do Código de Mineração), no prazo de vigência da autorização (Inciso V do Artigo 22 do Código de Mineração);
j) Remover as substâncias minerais extraídas da área apenas para análise e ensaios industriais, salvo se autorizado pelo DNPM, para alienar quantidades comerciais, sob as condições especificadas por este Órgão.
Cessão e Transferência de Direitos: O Alvará de Pesquisa poderá ser objeto de
cessão ou transferência, desde que o cessionário satisfaça os requisitos legais exigidos. Os atos de cessão ou transferência só terão validade depois de devidamente averbados no DNPM (Portaria DG DNPM 199/06).
Relatório dos Trabalhos de Pesquisa

O Relatório dos Trabalhos de Pesquisa deve conter os estudos: geológicos e tecnológicos necessários à definição da jazida; e demonstrativos da exeqüibilidade técnico-econômica da lavra (
Inciso V do Artigo 22 do Código de Mineração).
O DNPM verificará exatidão deste relatório e, à vista de parecer conclusivo, proferirá despacho de (
Artigo 30 do Código de Mineração):
Aprovação do relatório, quando ficar demonstrada a existência de jazida;
Não aprovação do relatório, quando ficar constatada insuficiência dos trabalhos de pesquisa ou deficiência técnica na sua elaboração;
Arquivamento do relatório, quando ficar demonstrada a inexistência de jazida, passando a área a ser livre para futuro requerimento, inclusive com acesso do interessado ao relatório que concluiu pela referida inexistência de jazida;
Sobrestamento (adiamento) da decisão sobre o relatório, quando ficar caracterizada a impossibilidade temporária da exeqüibilidade técnico-econômica da lavra, hipótese na qual o DNPM fixará prazo para o interessado apresentar novo estudo da exeqüibilidade técnico-econômica da lavra, sob pena de arquivamento do relatório.
No caso de aprovação, será aberto um prazo de 01 ano, a partir da publicação do ato no Diário Oficial da União, para que o titular do alvará, se pessoa jurídica, requeira a
Concessão de Lavra. Caso o titular do alvará seja pessoa física, deve ceder os direitos de requerer a lavra à pessoa jurídica, dentro do período acima mencionado. O DNPM poderá prorrogar o referido prazo por igual período, mediante solicitação justificada do titular, manifestada antes de findar-se o prazo inicial ou a prorrogação em curso. (Artigo 31 do Código de Mineração).
Guia de Utilização

É admitido, em caráter excepcional, o aproveitamento de substâncias minerais em área titulada, antes da outorga da
Concessão de Lavra, mediante prévia autorização do D.N.P.M., observada a legislação ambiental pertinente (§ 2º do Artigo 22 do Código de Mineração), através de um documento denominado Guia de Utilização, fundamentado em critérios técnicos, até as máximas quantidades fixadas na Portaria DG DNPM no 144/07.
Para efeito de concessão da
GU, serão consideradas como excepcionais as seguintes situações:
Aferição da viabilidade técnico-econômica da lavra da substância mineral no mercado nacional e/ou internacional;
Extração de substâncias minerais para análise e ensaios industriais antes da outorga da
Concessão de Lavra; e
Comercialização de substâncias minerais face à necessidade de fornecimento continuado da substância visando garantia de mercado, bem como para custear a pesquisa.
A primeira
GU será pleiteada pelo titular do direito minerário em requerimento a ser protocolizado no Distrito do DNPM em cuja circunscrição está localizada a área objeto do processo administrativo do qual se originou o Alvará de Pesquisa, dirigido ao respectivo Chefe do Distrito, devendo conter os seguintes elementos de informação e prova:
Justificativa técnica e econômica, elaborada por profissional legalmente habilitado, descrevendo, no mínimo, as operações de decapeamento, desmonte, carregamento, transporte, beneficiamento, se for o caso, sistema de disposição de materiais e as medidas de controle ambiental, reabilitação da área minerada e as de proteção à segurança e à saúde do trabalhador;
Indicação da quantidade de substância mineral a ser extraída;
Planta em escala apropriada com indicação dos locais onde ocorrerá a extração mineral, por meio de coordenadas em sistema global de posicionamento – GPS, datum SAD 69, dentro dos limites do Alvará de Pesquisa, sendo plotados em bases georeferenciadas.
Dados adicionais julgados necessários à análise do pedido poderão ser solicitados a critério do DNPM.
Além disso, o requerente da
GU deverá:
Estar com a
Taxa Anual por Hectare - TAH devidamente quitada; e
Apresentar ao DNPM a necessária licença ambiental ou documento equivalente.
Sendo a documentação analisada e julgada satisfatória, a GU poderá ser emitida.
Roteiro para obtenção deLicença de Operação eGuia de Utilização
Requerimento de Lavra

Requerente: Pessoa jurídica.
Documentação e Procedimentos (
Artigo 38 do Código de Mineração): O requerimento de Concessão de Lavra para cada área individualmente deverá ser dirigido, pelo titular da Autorização de Pesquisa, ou seu sucessor, ao Ministro de Minas e Energia, entregue mediante recibo no protocolo do distrito DNPM em cuja jurisdição encontra-se a área, bem como instruído com os seguintes elementos de informação e prova:
Certidão de registro da entidade constituída, no órgão de registro do comércio;
Designação das substâncias minerais a lavrar, com indicação do Alvará de Pesquisa outorgado, e de aprovação do respectivo Relatório;
Denominação e descrição da localização do campo pretendido para a lavra, relacionando-o, com precisão e clareza, aos vales dos rios ou córregos, constantes de mapas ou plantas de notória autenticidade e precisão, e estradas de ferro e rodovias, ou, ainda, a marcos naturais ou acidentes topográficos de inconfundível determinação; suas confrontações com Autorizações de Pesquisa e Concessões de Lavra vizinhas, se as houver, e indicação do Distrito, Município, Comarca e Estado, e, ainda, nome e residência dos proprietários do solo ou posseiros;
Definição gráfica da área pretendida, delimitada por figura geométrica formada, obrigatoriamente, por segmentos de retas com orientação Norte-Sul e Leste-Oeste verdadeiros, com 2 (dois) de seus vértices, ou excepcionalmente 1 (um), amarrados a ponto fixo e inconfundível do terreno, sendo os vetores de amarração definidos por seus comprimentos e rumos verdadeiros, e configuradas, ainda, as propriedades territoriais por ela interessadas, com os nomes dos respectivos superficiários, além de planta de situação;
Servidões de que deverá gozar a mina;
Plano de Aproveitamento Econômico da jazida, com descrição das instalações de beneficiamento, acompanhado da ART do engenheiro de minas responsável por sua elaboração;
Prova de disponibilidade de fundos ou da existência de compromissos de financiamento, necessários para execução do Plano de Aproveitamento Econômico e operação da mina.
O Plano de Aproveitamento Econômico da jazida deverá ser apresentado em duas vias e constar de:
Memorial explicativo;
Projetos ou anteprojetos referentes a: método de mineração a ser adotado, fazendo referência à escala de produção prevista inicialmente e à sua projeção; iluminação, ventilação, transporte, sinalização e segurança do trabalho, quando se tratar de lavra subterrânea; transporte na superfície e beneficiamento e aglomeração do minério; instalações de energia, de abastecimento de água e condicionamento de ar; higiene da mina e dos respectivos trabalhos; moradias e suas condições de habitabilidade para todos os que residem no local da mineração; instalações de captação e proteção das fontes, adução, distribuição e utilização de água, para as jazidas de
água mineral;
Plano de Resgate e Salvamento (Itens
1.5.5 e 1.5.3.1 das Normas Reguladoras de Mineração - NRM);
Plano de Controle dos Impactos Ambientais na Mineração (Itens
1.5.6 e 1.5.3.1 das Normas Reguladoras de Mineração);
Plano de Fechamento de Mina (Item
1.5.7 das NRM).
Licença de Instalação pela CPRH – Agência Estadual de Meio-Ambiente e Recursos Hídricos (Resolução CONAMA nº 09/90).
Portaria de Lavra

A documentação concernente ao requerimento de lavra será analisada no DNPM e, estando bem instruída, ensejará a
Concessão pelo Ministro de Minas e Energia de uma Portaria, documento necessário a que o interessado obtenha a licença de operação junto a CPRH; e possa fazer o aproveitamento da substância mineral de interesse.
Condições de Outorga (
Artigo 37 do Código de Mineração): Na outorga da lavra, serão observadas as seguintes condições:
A jazida deverá estar pesquisada, com o Relatório aprovado pelo DNPM;
A área de lavra deverá ser adequada à condução técnico-econômico dos trabalhos de extração e beneficiamento, respeitados os limites da área de pesquisa.
Deveres do Titular: O titular da
Concessão ficará obrigado a (Artigo 47 do Código de Mineração):
Iniciar os trabalhos previstos no plano de lavra, dentro do prazo de 06 (seis) meses, contados da data da publicação da Portaria de
Concessão no Diário Oficial da União, salvo motivo de força maior, a juízo do DNPM;
Lavrar a jazida de acordo com o plano de lavra aprovado pelo DNPM, cuja segunda via, devidamente autenticada, deverá ser mantida no local da mina;
Extrair somente as substâncias minerais indicadas na Portaria de
Concessão;
Comunicar imediatamente ao DNPM o descobrimento de qualquer outra substância mineral não incluída na Portaria de
Concessão;
Executar os trabalhos de mineração com observância das normas regulamentares;
Confiar, obrigatoriamente, a direção dos trabalhos de lavra a técnico legalmente habilitado ao exercício da profissão;
Não dificultar ou impossibilitar, por lavra ambiciosa, o aproveitamento ulterior da jazida;
Responder pelos danos e prejuízos a terceiros, que resultarem, direta ou indiretamente, da lavra;
Promover a segurança e a salubridade das habitações existentes no local;
Evitar o extravio das águas e drenar as que possam ocasionar danos e prejuízos aos vizinhos;
Evitar poluição do ar, ou da água, que possa resultar dos trabalhos de mineração;
Proteger e conservar as fontes, bem como utilizar as águas segundo os preceitos técnicos quando se tratar de lavra de jazida desta substância;
Tomar as providências indicadas pela fiscalização dos órgãos federais;
Não suspender os trabalhos de lavra, sem prévia comunicação ao DNPM;
Manter a mina em bom estado, no caso de suspensão temporária dos trabalhos de lavra, de modo a permitir a retomada das operações;
Apresentar ao DNPM, até o dia 15 (quinze) de março de cada ano, relatório das atividades realizadas no ano anterior;
Requerer ao DNPM a Posse da Jazida, dentro de 90 (noventa) dias a contar da data da publicação da respectiva Portaria no Diário Oficial da União (
Artigo 44 do Código de Mineração);
Recolher a
CFEM – Contribuição Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais, na base de 2 a 3%, dependendo da substância, sobre a receita líquida (§ 1º do Artigo 13 do Decreto no 01/91);
Pagar a participação mínima do proprietário do solo nos resultados da lavra na base de 50% do valor da
CFEM (§ 1º do artigo 11 do Código de Mineração).
Responder pelos danos causados ao
meio-ambiente (Artigo 16 do Decreto 98.812/90);
Cessão e Transferência de Direitos: O direito de requerer a lavra, o requerimento de lavra, e o título de lavra poderão ser objeto de
cessão ou transferência, desde que o cessionário satisfaça os requisitos legais exigidos. Os atos de cessão e transferência só terão validade depois de devidamente averbados no DNPM (Portaria DG DNPM 199/06).
Roteiro para obtenção deLicenças Ambientais ePortaria de Lavra

domingo, 30 de setembro de 2007

LEGISLAÇÃO MINERAL - CATEGORIAS


LEGISLAÇÃO MINERAL


LEGISLAÇÃO SOBRE EXPEDIÇÕES CIENTÍFICAS
Portarias MCT


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Vale do Rio Doce é a maior empresa do Brasil


Vale do Rio Doce é a maior empresa do Brasil

29/09/2007 07:23:10 -


A Vale do Rio Doce superou a Petrobras em valor de mercado no posto de maior empresa brasileira.


O valor de cada uma delas supera os R$ 280 bilhões na bolsa de valores, mas a valorização das ações da Vale nos últimos anos fizeram com que a gigante da mineração superasse a estatal petrolífera.


No fechamento do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desta sexta-feira (28), a Vale alcançou o valor de R$ 286 bilhões, superando a Petrobras, que é cotada em R$ 285,3 bilhões. A forma de cálculo leva em conta o número total de ações da companhia, inclusive àquelas guardadas em tesouraria.A possibilidade de que o valor do minério de ferro suba em 2008 foi o principal motivo que acelerou a negociação de ações da Vale, mas a compra de outras empresas do setor, como a canadense Inco, também influenciou na valorização da empresa. A mineradora canadense é grande produtora de níquel, cujo valor saltou de US$ 23 mil para Us$ 58 mil a tonelada em menos de um ano.Porém, o analista Fábio Silveira acredita que o processo de privatização da empresa foi o que mais influiu na valorização de suas ações."Não resta dúvida de que a privatização da Vale foi fundamental para que ela aumentasse a sua eficiência, a prospeção de novas áreas de exploração, aumentasse a sua produção. Isto é inegável", afirma.Interferência política


No caso da Petrobras, investidores temem que a interferência política na administração influencie na saúde financeira da empresa, como aconteceu nesta semana, quando PT e PMDB disputavam cargos políticos em troca do apoio na aprovação da CPMF.


Porém, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), da comissão de infra-estrutura, diz que não existe ligação entre as nomeações e a queda no valor das ações da Petrobras e que a empresa não está perdendo eficiência."Em razão de votações importantes querem passar a impressão que a Petrobras não tem bons gestores e isto não é verdade", afirma o parlamentar.

As riquezas inexploradas do Amazona

As riquezas inexploradas do Amazonas

A mineração é uma das alternativas econômicas do Amazonas.
Pesquisas no subsolo indicam reservas bilionárias de mais de uma dezena de minérios em várias regiões do estado.
O grande desafio é explorar essa riqueza evitando, ao máximo, a degradação ambiental, o que hoje é possível graças às modernas tecnologias de extração. Outro entrave é que grande parte das reservas minerais está em terras indígenas e unidades de preservação.
A Constituição permite a mineração em terras indígenas, mas falta regulamentação. É hora da bancada amazonense agir sobre essa questão. O Brasil não pode se dar ao luxo de manter inexploradas suas reservas minerais quando as pressões sociais impõem ao País um crescimento econômico, não se pode desprezar o potencial econômico da exploração dessas áreas. O Mapa Geológico do Amazonas, lançado no ano passado, indica que há no Estado 8 minas e 29 jazidas, a maioria de estanho, tantalita, calcário, ferro, gipsita, ouro e caulim. Jazidas são áreas ainda inexploradas e minas são locais onde já há exploração econômica dos minérios. A Amazônia responde por 80% da produção de cobre brasileira; 74% de manganês; 100% de cassiterita e tântalo e 93% de caulim. Scliar lembrou ainda que, dos 137 bilhões de dólares das exportações brasileiras, 21 bilhões de dólares são gerados pelo setor mineral. Há várias incongruências na política mineral do País. Um exemplo é o potássio. Atualmente, o Brasil importa 90% do produto utilizado na correção de solo, uma evasão de divisas da ordem de 1 bilhão de dólares. Enquanto isso, a reserva de potássio de Nova Olinda, no Amazonas, descoberta há 20 anos continua inexplorada. Recentemente a Petrobras fez licitação para explorar as jazidas amazonenses, mas não houve interesse considerando o valor mínimo estabelecido pela estatal. Sem exploração dessas riquezas, perde o governo que não arrecada e perde a população que não se beneficia da exploração e perde a economia, que não cresce o suficiente para atender as demandas sociais.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Coca-Cola Brasil apresenta programa de recuperaçãode bacias hidrográficas


Data: 27/09/2007
Coca-Cola Brasil apresenta programa de recuperaçãode bacias hidrográficas

O Instituto Coca-Cola Brasil, através da Coca-Cola Brasil, vai promover o lançamento mundial do programa Água das Florestas Tropicais Brasileiras na Clinton Global Initiative (CGI), um dos mais importantes fóruns internacionais para o desenvolvimento sustentável que reúne, além de alguns dos mais importantes líderes políticos e empresariais da atualidade, movimentos e organizações sociais e ambientais com atuação relevante em várias partes do mundo.


O programa será representado no CGI pelo presidente da Coca-Cola Brasil, Brian Smith, e pelo diretor-superintendente do Instituto Coca-Cola Brasil, Marco Simões.O Água das Florestas receberá o certificado de reconhecimento especial da CGI após o painel "Protecting Tropical Forests" (Protegendo Florestas Tropicais), que acontece nesta quarta-feira (26), das 15h30 às 17h, no horário de Nova Iorque. De acordo com o presidente Brian Smith, "O Brasil é um país chave quando se fala de meio ambiente e tenho a certeza de que o programa interessará a outros parceiros internacionais.


O Água das Florestas é parte das atividades do Sistema Coca-Cola Brasil em prol do meio ambiente e com ele queremos fazer a diferença na recuperação de bacias hidrográficas, beneficiando também as comunidades em seu entorno".O Água das Florestas Tropicais Brasileiras promove a recuperação de bacias hidrográficas através do reflorestamento de matas ciliares.


Está em linha com os objetivos da The Coca-Cola Company que, no Dia Mundial do Meio Ambiente, anunciou parceria com a WWF para a recuperação de sete das principais bacias hidrográficas do mundo e o objetivo de tornar-se neutra no uso da água. Na ocasião, a companhia estabeleceu metas para o uso da água resumidas em três "R": Reduzir, Reciclar e Repor.Na plataforma Reduzir, a The Coca-Cola Company fixará metas globais, a partir de 2008, para tornar-se a empresa global mais eficiente do setor em uso de água. Em Reciclar, o objetivo é, até 2010, passar a devolver toda a água utilizada nos processos fabris em níveis que suportem a vida aquática e a agricultura.


E Repor significa que a companhia apoiará projetos de proteção a fontes de água e ao acesso comunitário ao bem natural, de captação de água da chuva, de reflorestamento e de eficiência no uso agrícola. O plantio das árvores foi iniciado no Brasil em maio, alinhado com a terceira plataforma: Repor.


E ainda seqüestra carbono através do plantio de árvores e colabora para a um clima mais ameno, com o crescimento da vegetação nativa.O programa foi desenhado seguindo as regras do Protocolo de Kyoto para ser elegível ao mercado de carbono, que contempla a recuperação de áreas de florestas devastadas. Com isto, o Água das Florestas já nasce com uma possibilidade adicional de recursos para a sua sustentabilidade. Para tanto, a implantação do programa foi precedida por fases de estudo, pesquisa e planejamento, incluindo análises físico-químicas da água dos rios. Para desenhar e planejar o programa, foram identificadas as necessidades da região e a disponibilidade de recursos materiais e técnicos para a sua realização.Apenas na sua primeira fase, com duração de cinco anos, o programa brasileiro promoverá o replantio de 3,3 milhões de mudas de espécies nativas, em 3 mil ha, com investimentos de R$ 27 milhões (US$ 13,5 milhões) até 2011.


A Fundação SOS Mata Atlântica, uma das mais importantes ONGs ambientais do País, é a parceira responsável pela mobilização dos proprietários de terra, engajamento social e monitoramento da qualidade da água, realizada com a participação de escolas e a conscientização da população local sobre a necessidade da conservação dos rios e das matas na primeira fase do programa. Para tanto, promove atividades educativas e convida estudantes e organizações da sociedade civil das cidades vizinhas a participarem da medição da qualidade da água dos rios no longo prazo, utilizando kits com reagentes químicos e físicos e monitorando os resultados.


Esta ação envolve diretamente pelo menos 800 moradores da região."A sociedade em geral e a população local em particular têm que participar ativamente de um programa de gestão ambiental a fim de garantir o seu desenvolvimento. Essa participação é importante, não só para o sucesso do programa, como também para que os cidadãos percebam os benefícios da floresta no dia-a-dia das pessoas e na qualidade de vida de cada um. As pessoas têm que perceber que a quantidade e a qualidade da água que elas bebem, o ar que respiram e muitas outras questões são, de certa forma, decididas dentro da floresta", explicou o diretor Mário Mantovani, da Fundação SOS Mata Atlântica, que se dedica à preservação da região com a natureza mais degradada do território brasileiro.O piloto foi iniciado na Serra do Japi, Alto Tietê, em São Paulo, o estado mais populoso do País e que apresenta problemas na quantidade e na qualidade da água disponível para captação e uso."É fácil defender o meio ambiente na casa dos outros. Difícil é defender o meio ambiente na nossa casa. Fico feliz de estarmos aqui com o propósito de fazermos o bem para o meio ambiente.


Parabenizo o Instituto Coca-Cola Brasil por esta iniciativa", declarou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva., durante o plantio das primeira mudas, em São Paulo.O programa conta com o patrocínio também da Coca-Cola FEMSA, fabricante autorizado no México, Argentina, Guatemala, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela e, no Brasil, nas regiões de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. A maior fábrica de Coca-Cola em capacidade de produção no mundo está sediada no município de Jundiaí, em região próxima à Serra do Japi, e pertence à FEMSA.Instituto Coca-Cola BrasilO Instituto Coca-Cola Brasil é o responsável pelos projetos sociais e ambientais de âmbito nacional do Sistema Coca-Cola Brasil. Seu Conselho Consultivo tem a função de assessorar a administração do Instituto, orientar as políticas econômicas, sociais e financeiras e opinar sobre matérias que sejam submetidas pela diretoria da entidade.


A atuação do Instituto Coca-Cola Brasil dá ênfase a programas nas áreas da educação, meio ambiente e bem-estar. Os principais programas ligados ao Instituto são o Programa de Valorização do Jovem e o Reciclou, Ganhou, além do novo Água das Florestas Tropicais Brasileiras.Sistema Coca-Cola BrasilO Sistema Coca-Cola Brasil, formado pela Coca-Cola e 17 grupos fabricantes brasileiros, emprega diretamente mais de 34 mil funcionários, gerando indiretamente cerca de 310 mil empregos. Anualmente, adquire R$ 3,7 bilhões (US$ 1,9 bilhão) em produtos e serviços e recolhe R$ 4 bilhões (US$ 2,2 bilhões) em impostos no País. O Sistema Coca-Cola Brasil investiu mais de R$ 3,5 bilhões (US$ 1,8 bilhão) no Brasil nos últimos cinco anos e está presente em sete segmentos do setor de bebidas não-alcoólicas brasileiro – águas, chás, refrigerantes, sucos, energéticos, isotônicos e lácteos, com uma linha que soma 55 produtos, entre sabores regulares e versões de baixa caloria.

Fonte: Envolverde/Assessoria

Jardim Botânico participa da Semana Nacional de Ciência e TecnologiaNa Semana Nacional de Ciência e Tecnologia


Jardim Botânico participa da Semana Nacional de Ciência e TecnologiaNa Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que começa na segunda-feira, 1º de outubro, o Jardim Botânico, através do seu Núcleo de Educação Ambiental, realizará o projeto “Tecendo Redes por um Planeta Terra Saudável” com a participação de alunos das escolas municipais do seu entorno.


O NEA também estará presente em Guaratiba, onde fará palestra sobre plantas de uso medicinal na Capoeira Grande e participará de evento na praça principal do bairro. A programação do NEA acontecerá de 1 a 5 de outubro. Os alunos das escolas vizinhas serão convidados a percorrer pontos do arboreto do Jardim que estimulem a reflexão sobre questões relacionadas à Terra, tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em 2007. Também poderão participar de uma exposição de trabalhos elaborados por estas escolas, no Laboratório Didático da Casa da Educação Ambiental da instituição.


A mostra ficará aberta ao público do Jardim Botânico, durante a próxima semana, das 8h às 17h. Além do Jardim Botânico, também participam do projeto “Tecendo Redes por um Planeta Terra Saudável”: MAST, FIOCRUZ, Escolas Municipais do entorno destas instituições, Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME), 1ª, 2ª e 4ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). Estas instituições pretendem, através do projeto, o desenvolvimento de ações colaborativas de educação ambiental, promovendo, assim, a popularização da ciência. A abertura dos trabalhos será no dia 1º de outubro, às 13h30, na sede do NEA, próxima à portaria da rua Jardim Botânico, 1008.

Construção da paisagem do Jardim Botânico será tema de palestra O ciclo de palestras “Histórias no Jardim” receberá, no dia 2 de outubro, às 10 horas, no Centro de Visitantes do Jardim Botânico, a paisagista e pesquisadora da instituição, Ana Rosa de Oliveira, que falará sobre a construção da paisagem do Jardim do século XIX ao início do século XX. Para Ana Rosa, as coleções de plantas, as atividades e a própria memória da instituição foram criadas e recriadas várias vezes, ao longo dos seus primeiros 100 anos. A paisagista ressalta que isso aconteceu devido aos diferentes projetos de administradores, funcionários e da concepção do Jardim como espaço público e de pesquisa. A palestrante abordará aspectos da passagem do tempo na paisagem do Jardim, através da análise da distribuição das formas e elementos. As palestras do projeto “Histórias no Jardim” fazem parte das comemorações dos 200 anos da instituição e acontecerão até dezembro de 2008.


O evento é aberto -FREE - ao público e as inscrições já podem ser feitas no Centro de Visitantes, entrada pela rua Jardim Botânico, 1008. Telefone: 3874 1808.