quinta-feira, 4 de março de 2010

MEETING OF THE AMERICAS - IGUASSU FALLS , BRAZIL

Foz do Iguaçu sediará encontro de estudos sobre Planeta Terra

A comunidade brasileira de geocientistas terá uma rara oportunidade de participar dentro do próprio país de sessões técnicas e científicas lideradas por eminentes pesquisadores internacionais. Mais de dois mil participantes, entre pesquisadores, professores e estudantes, são aguardados em Foz do Iguaçu (PR), de 8 a 13 de agosto, para “O Encontro das Américas – AGU 2010”, que será realizada pela AGU (União Americana de Geofísica) em parceria com diversas sociedades e instituições cientificas do Brasil, América Latina e Estados Unidos.

Organizada para ser uma das maiores reuniões internacionais de geocientistas, o Encontro das Américas terá como objetivo tratar de todo o Sistema Terra de maneira multidisciplinar e integrada. O tema escolhido pelo comitê local para concentrar o foco do evento foi “Mudanças Climáticas e Riscos Naturais”, um assunto que desperta cada vez mais o interesse da mídia mundial mesmo após o fracasso da Cúpula do Clima, em Copenhagen, no ano passado. Uma das palestras já programadas será proferida pelo pesquisador Carlos Nobre, diretor do INPE e representante brasileiro no IPCC (Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas das Nações Unidas).

Mas não faltarão outros temas como Oceanografia, Física Espacial, Riscos Naturais, Sismologia e Geofísica. (ver tabela). Cientistas de renome apresentarão seus estudos detalhados, não apenas para platéias extremamente especializadas, mas também para estudantes de vários níveis de escolaridade.

Eric A Davidson (WHOI, EUA), por exemplo, falará sobre as interações entre a floresta Amazônica e o clima no Brasil e na Terra. Os impactos do clima nas megacidades será o tema da pesquisadora Maria Silvia M. Araújo (Coppe/UFRJ). Em outra sessão, Leila Carvalho (IAG-USP) coordenará discussão sobre extremos climáticos (picos e recordes de chuva, temperatura, neve etc.) e avaliará quantas destas variações extremas são causadas pelo homem.

Outro que confirmou presença foi o sismólogo Eric Calais (Purdue University, USA). Calais previu em 2008 a possibilidade de um terremoto no Haiti de magnitude 7, baseado no histórico de sismos passados e em medidas de movimentação da placa do Caribe.




Por sua vez, Felipe Niencheski (Furg) apresentará estudos sobre o Aquífero Guarani e sua relação com a água superficial, importante em problemas de poluição do aquífero e de tempo de recarga e recuperação.

Temas polêmicos
Apesar de a hidreletricidade ser considerada uma forma de “energia limpa”, o físico Luiz Pinguelli Rosa (Coppe/UFRJ) colocará em debate pesquisas indicando que reservatórios hidrelétricos podem emitir muito gás de efeito estufa. Polêmica não faltará.


Em paralelo, o pesquisador Aderson Nascimento (UFRN) mostrará estudos de tremores causados por barragens hidrelétricas e mineração. No Brasil mais de 20 reservatórios hidrelétricos já provocaram tremores de terra.
Nos seis dias do evento, está prevista a realização de 243 sessões científicas nas diversas áreas temáticas (ou disciplinas) que fazem parte das Ciências da Terra. As sessões serão coordenadas por mais de 660 cientistas que virão de várias partes do mundo. Os lideres das sessões estão distribuídos por locais de suas instituições de origem em: Estados Unidos e Canadá (270); Brasil (180); América Latina, excluindo o Brasil (100); Europa (90); Ásia (18) e Austrália (6).
Além de pesquisadores de universidades e institutos de pesquisa do Brasil, deverão liderar sessões do evento representantes de instituições como Columbia University (Lamont-Doherty Earth Observatory), University of California, Caltech, USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), Institut de Physique du Globe de Paris, Berkeley, Yale, Michigan, Massachussets, Cornell, Texas, Toulouse, Trieste, México, Chile, Kyoto, Adelaide, Australian Commonwealth Scientific and Research Organization (CSIRO), Massachusetts Institute of Technology (MIT) e National Aeronautics and Space Administration (NASA), entre muitas outras
Maturidade e parcerias
“O elevado número de sessões reflete a maturidade das Geociências no Brasil uma vez que uma parcela significativa foi proposta por brasileiros juntamente com pesquisadores de centros de pesquisa e universidades de outras partes do mundo, ou seja, as sessões refletem parcerias já existentes”, afirmou o professor Marcelo Assumpção, da Universidade de São Paulo, líder do comitê cientifico do “Encontro das Américas”, junto com Peter Swart, da Universidade de Miami.
Assumpção coordena também o comitê local constituído por membros da Sociedade Brasileira de Geofísica (SBGf) , que desde sua fundação tem mantido estreita relação com a AGU através de participação em eventos científicos, especialmente nas disciplinas de Geofísica da Terra Sólida e de Física Espacial. Para o professor da USP, nas sessões propostas exclusivamente por pesquisadores de fora do Brasil, será possível abrir futuras parcerias e colocar a comunidade brasileira frente a novas linhas de pesquisas que necessitam ser fomentadas no país.
As áreas temáticas e as respectivas sessões técnicas estão distribuídas conforme a tabela a seguir.
Áreas temáticas -
Nº de Sessões Técnicas
Ciências Atmosféricas
27
Oceanografia
25
Física Espacial
25
Biogeociências
21
Geomagnetismo e Paleomagnetismo
20
Hidrologia
14
Temas multidisciplinares
14
Sismologia
12
Paleoceanografia e Paleoclimatologia
11
Tectonofisica
11
Vulcanologia, Geoquimica e Petrologia
11
Riscos Naturais
10
Mudanças Globais e do Meio Ambiente
8
Ciências Planetárias
8
Educação e Recursos Humanos
8
Geodésia
7
Geofísica Rasa
6
Informática terrestre e espacial
5
Total
243
Atividades paralelas
Além das sessões técnicas estão previstos, quatro cursos pré-congresso e um curso pós-congresso. Para mais informações, veja a página do evento www.geophysics2010.org/courses

Também estão previstas duas visitas técnicas à Usina de Itaipu. Uma, para observar questões geológicas e geotécnicas e outra com ênfase em questões hidrológicas do Rio Paraná. Outro destaque será dado a uma excursão pós-Congresso, onde se poderá visitar duas Crateras de Impacto no Basalto do Paraná.
Duas exposições de divulgação científica ocorrerão em paralelo ao evento e serão voltadas para atrair o interesse de estudantes de ensino fundamental e médio das redes pública e privada local para o estudo das geociências: Ciência Móvel do Parque Cientec, da Universidade de São Paulo; e a exposição interativa “O que é Geofisica?”, patrocinada pela Sociedade Brasileira de Geofisica.

Os detalhes dos cursos e excursões podem ser acessados pelo site do evento em www.geophysics2010.org
A programação científica completa pode ser vista em www.agu.org/meetings/ja10
American Geophysical Union
Com 90 anos completados no ano passado, a AGU congrega pesquisadores ligados a diversas disciplinas que têm como objetivo o estudo do sistema Terra, seu interior, as partes sólida e fluída e também seu espaço externo e outros planetas. Com sede em Washington DC, a AGU conta com mais de 58 mil sócios em todos os continentes, sendo que aproximadamente 30% dos associados são originários de fora dos Estados Unidos.
A entidade publica conceituados periódicos científicos como o “Journal of Geophysical Research”, que aborda temas relacionados à Terra sólida, oceanos e ciências atmosféricas, o “Tectonics”, o “GRL” (Geophysical Research Letters), o “G3” (Geochemistry, Geophysics and Geosystems) e livros especializados. Além disso, a AGU edita um boletim semanal (EOS Transactions of the AGU) e mantém uma página na internet atualizada e dinâmica (www.agu.org).
É a primeira vez que o Encontro das Américas é organizada pela AGU na América do Sul. O evento já foi realizado em Montreal, Canadá (2004), Nova Orleans, EUA (2005), Baltimore, EUA (2006), Acapulco, México (2007), Fort Lauderdale, EUA (2008) e Toronto, Canadá (2009).

Informações adicionais sobre o evento estão em www.geophysics2010.org e www.agu.org/meetings/ja10
Ficha Técnica/Resumo
Evento: O Encontro das Américas – AGU 2010
Data: 8 a 13 de agosto de 2010
Local: Centro de Convenções do Hotel Rafain Palace, Foz do Iguaçu, Paraná
Submissão de resumos: Até 31 de março de 2010
Realização: AGU - American Geophysical Union
Apoios: CNPq, CAPES, ABC - Academia Brasileira de Ciências, SBMET - Sociedade Brasileira de Meteorologia, AAGG - Associación Argentina de Geofísicos e Geodestas, SBG - Sociedade Brasileira de Geologia, SBGf - Sociedade Brasileira de Geofísica, ABEQUA - Associação Brasileira de Estudos do Quaternário, ABRH - Associação Brasileira de Recursos Hídricos, SUG -Sociedad Uruguaya de Geologia, LATINMAG - Associacion Latinoamericana de Paliomagnetismo e Geomagnetismo, CERESIS - Centro Regional de Sismología para América del Sur, IASPEI International Association of Seismology and Physics of the Earth’s Interior, International Association of Hydrological Sciences, UGM -Unión Geofísica Mexicana, IGEO – Int’l Geoscience Education Organization, ALAGE – Associação Latinoamericana de Geofísica Espacial, SBGq - Sociedade Brasileira de Geoquímica, SBC – Sociedade Brasileira de Cartografia e Geodésia, SEG- Society for Exploration Geophysicists, SGC – Sociedade Geológica de Chile e EMBRATUR – Ministério do Turismo.
Informações à Imprensa
Coordenador do comitê local: Dr. Marcelo Assumpção Tel: (11) 3091-4703, (11) 9864-4690, marcelo@iag.usp.br
Jornalista Fernando Zaider: Tel: (21) 2235-8780, (21) 9916-4044, fernandozaider@gmail.com
ANEXO
Observações ao Editor
A lista com todos os comitês e lideres de sessões, com seus respectivos números de telefone e endereços de e-mail, está no site http://www.agu.org/meetings/ja10/program/program-committee.php. Porém, o comitê local do evento destacou algumas sessões de interesse mais amplo, dentro das principais áreas temáticas. Se for de seu interesse, faça contato direto para entrevistar os coordenadores das sessões.
Temas multidisciplinares:
Synthesis of Major Large Scale Biosphere-Atmosphere Experiment in Amazonia (LBA) Research Results
Eric A Davidson (WHOI, USA), email: edavidson@whrc.org (fala português)
Sessão sobre as interações entre a floresta Amazônica e o Clima no Brasil e na Terra.
The 2010 Haiti Earthquake, Lessons for Seismic Hazard and Societal Impacts in the Caribbean – contato: Eric Calais (Purdue University, USA), ecalais@purdue.edu
Este sismólogo previu em 2008 a possibilidade de um terremoto no Haiti de magnitude 7, baseado no histórico de sismos passados e em medidas de movimentação da placa do Caribe.
Climate Impacts of Mega-cities – contato: Maria de Fátima Andrade (USP, São Paulo), email: mftandra@model.iag.usp.br)
Flood Basalts and Mass Extinctions
Vincent Courtillot (IPGP, Paris), Marcia Ernesto (USP), Paul Renne (Berkeley).
Contato: Márcia Ernesto, e-mail: marcia@iag.usp.br
Sessão sobre grandes episódios de vulcanismo e extinções em massa durante a evolução da Terra.
Ciências Atmosférica
The climatic effects of aerosols in the Amazon region
Contato: Paulo Artaxo, USP, email: artaxo@if.usp.br
The South American Monsoon system
Contato: Tércio Ambrizzi, IAG-USP, email: ambrizzi@model.iag.usp.br
Extreme weather events in the Americas: observations, forecasts and projections
Charles Jones, Leila Carvalho
Contato: Leila Carvalho (leila@model.iag.usp.br). Discussão sobre extremos climáticos (picos e recordes de chuva, temperatura, neve, etc.) e quanto destas variações extremas são causadas pelo homem.
Bio-Geociências
Astrobiology and prebiotic chemistry
Contato: Dimas Zaia, email: damzaia@uel.br
Restoration of Function and Diversity in the Atlantic Rainforest
Contato: Simone Aparecida Vieira, email: savieira08@gmail.com
Carbon Budget at Hydroelectric Reservoirs
Luiz Pinguelli Rosa, Jorge M Damazio, Andre P Cimbleris, Marco Aurélio dos Santos Contato L. Pinguelli Rosa (lpr@adc.coppe.ufrj.br). Energia hidrelétrica é geralmente considerada energia “limpa”, mas estudos indicam que reservatórios hidrelétricos podem emitir muito gás de efeito estufa. Esta sessão discutirá este assunto polêmico.
Ensino e Recursos Humanos
Education in Geophysics: The Latin American Experience
Contato: Ellen Gomes (email ellensg@ufpa.br) ou Andres Papa (papa@on.br)
Que estratégias usar para atrair novos estudantes e minorias para tornarem-se os futuros cientistas do Sistema Terra?
Geodésia
New Technological Developments in Space GeodContato: João F. Galera Monico (email: galera@fct.unesp.br
Geomagnetismo e Paleomagnetismo
Planetary Magnetism: Meteorites, Impact Craters and Planetary Dynamos
Contato: Ricardo Trindade (email: rtrindad@iag.usp.br)
Mudanças Globais
Climate change, Biofuels and Environmental Pollution
Contato: Maria Silvia M. Araujo (email: msmuylaert@ivig.coppe.ufrj.br)
Hidrologia
Water Resources Under Stress: Climate Variability, Land Use Change, and Atmospheric Deposition
Contato: Luz Adriana Cuartas( email: Adriana.cuartas@igbp.inpe.br)
Surface Water and Groundwater Interactions in the Americas
Contato: Felipe Niencheski (email: dgmhidro@furg.br)
Estudo de grandes aquíferos subterrâneos como o Aquífero Guarani e sua relação com água superficial, importante em problemas de poluição do aquífero e de tempo de recarga e recuperação.
Geofisica rasa aplicada
Technological Developments in Near-surface Geophysics
Contato: Sérgio Fontes (email: sergio@on.br)
Ciências Oceânicas
Numerical and Physical Modeling of Deep Water Sedimentary Processes
Contato: Rafael Manica (email: rafaelmanica@gmail.com
New Advances in Ocean Drilling Science: Linking the Geosphere, Hydrosphere, Biosphere and Atmosphere
Contato: Karen Costa (email: Karen.costa@usp.br)
Paleoceanografia e Paleoclimatologia
Geomagnetic Field and Climate: Data, Methods
Contato: Daniel Franco (email: drfranco@on.br)

Sessão que trata de relações entre variações do campo magnético da Terra e o clima, o que suscita muita discussão sobre a fração de responsabilidade humana no aquecimento global.
Planetologia
Impact Cratering on Solid Planets - Shocks on Basalt
Contato: Alvaro Crosta (email: Álvaro@ige.unicamp.br
Estudo de crateras de impacto de meteoritos no Brasil e analogias com crateras similares em outros planetas.
SismologiaSeismicity induced by human technological activity
Contato: Aderson Nascimento (email: aderson@geofisica.ufrn.br
Estudos de tremores causados por barragens hidrelétricas e mineração. No Brasil mais de 20 reservatórios hidrelétricos já provocaram tremores de terra.
Tectonofisica
Seismogenesis of intraplate earthquakes
Contato: Francisco Hilario Bezerra (email: bezerrafh@geologia.ufrn.br)
Estudo das causas dos tremores de Terra no interior das placas tectônicas como no caso do Brasil.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

ACIDENTES EM ENCOSTAS: ABMS E CLUBE DE ENGENHARIA VÃO PROPOR AÇÕES PREVENTIVAS EM ENCONTRO NO RIO DE JANEIRO

Engenheiros recomendam medidas para prevenir acidentes em encostas
JANEIRO / 2010


- O Clube de Engenharia e a Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS), com base nas evidências, debates e sugestões apresentadas em recentes encontros técnicos sobre prevenção e remediação de deslizamentos, trazem a público algumas recomendações para a adoção imediata de medidas visando à melhoria da gestão da segurança das encostas.

Assim, considerando:
a) a ocupação crescente e inadequada de muitas encostas nos principais municípios do país, que contribui para a ocorrência periódica de acidentes graves em conseqüência de deslizamentos em encostas, em especial na época de chuvas intensas;
b) as repercussões negativas que os deslizamentos em encostas podem ocasionar, em especial neste período em que o país se prepara para sediar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016;
c) o histórico bem sucedido das ações da Fundação Instituto de Geotécnica do Município do RJ - GEO-RIO, ao longo das últimas décadas;

* A GEO- RIO É CONSTITUIDA DE GEÓLOGOS E ENGENHEIROS. GEÓGRAFOS,  ENTRE OUTROS PROFISSIONAIS DE NIVEL SUPERIOR

d) a capacidade e o reconhecimento nacional e internacional dos inúmeros especialistas brasileiros que se dedicam a projetos, obras e pesquisa sobre o tema Encostas;
e) os elevados custos das obras de remediação quando comparados com as possíveis atividades de prevenção;
O Clube de Engenharia e a ABMS recomendam:
1) que os Governos Estaduais promovam e apóiem a criação de órgãos geotécnicos, a exemplo da Fundação GEO-RIO, para atuar de forma permanente nas atividades referentes à segurança das encostas, em auxílio direto aos municípios;
2) que o Governo Federal crie uma Comissão Federal de Segurança de Encostas, para articular e apoiar as ações dos órgãos geotécnicos estaduais e para estabelecer um Programa Nacional de Segurança de Encostas;
3) que os órgãos oficiais responsáveis pela autorização, concessão e fiscalização de projetos e obras envolvendo encostas aprimorem seus procedimentos, incluindo a obrigatoriedade da confecção de mapas geotécnicos e zoneamento de risco, visando sempre à prevenção de acidentes em encostas;
4) que os órgãos de Defesa Civil Nacional, Estaduais e/ou Municipais intensifiquem suas ações de prevenção de acidentes em encostas e promovam a cooperação com associações técnicas e universidades, para realizar cursos de treinamento de pessoal, seminários e cartilhas de conscientização da população, no que se refere às ações que reduzam o risco das encostas;
5) que os governos estaduais tornem obrigatória a avaliação, por especialistas em Geotecnica (engenheiros geotécnicos e geólogos de engenharia), dos projetos e construções em encostas, ou em suas proximidades.
Colocamo-nos à disposição das autoridades e do público em geral para prestar mais esclarecimentos e para cooperar nas ações acima recomendadas.
15 de Janeiro de 2010
Clube de Engenharia ABMS - Associação Brasileira de Mecânica
Rio de Janeiro dos Solos e Engenharia Geotécnica.
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O impacto trágico dos recentes deslizamentos em Angra dos Reis e na Ilha Grande, que provocaram mais de 50 mortes, seria substancialmente reduzido se a região contasse com um plano de mapeamento e gestão das áreas de risco. Para evitar a repetição de tragédias assim, especialistas apresentam nesta sexta-feira, no Rio, medidas preventivas que precisariam ser adotadas no âmbito estadual. O "2º Seminário sobre Prevenção de Acidentes em Encostas" é uma promoção da ABMS (Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica), do Clube de Engenharia, do CREA-RJ, do CBMR (Comitê Brasileiro de Mecânica das Rochas) e da ABGE (Associação Brasileira de Geologia da Engenharia e Ambiental). O evento acontece nesta sexta-feira (15/1), no Clube de Engenharia (Av. Rio Branco, 124, 20º andar, no centro do Rio), das 9h30 às 13h00. E terá a participação de Marilene Ramos, secretária Estadual do Meio Ambiente, Luis Otavio Vieira, diretor da Geo-Rio, além de Francis Bogossian, presidente do Clube de Engenharia, e Alberto Sayão, ex-presidente da ABMS, que fará a apresentação das propostas. Associação de caráter técnico e científico, fundada em 1950, a ABMS reúne engenheiros geotécnicos de todo o Brasil e especialistas em estabilidade de encostas, fundações e obras de infraestrutura. É presidida pelo engenheiro geotécnico Jarbas Milititsky. Depois de participar das ações de socorro às vítimas dos deslizamentos ocorridos em Santa Catarina em dezembro de 2008, a ABMS elaborou a "Carta de Joinville", sugerindo medidas preventivas que deveriam ser adotadas em âmbito nacional. "Os recentes deslizamentos de encostas registrados em vários pontos do país reafirmam a importância das medidas sugeridas na ''''Carta de Joinville''''", sustenta o presidente da ABMS. "Resta agora implementá-las, começando pelo Rio de Janeiro".


No Seminário, a secretária Estadual do Ambiente, Marilene Ramos, falará sobre as ações promovidas pelo governo do estado nesse âmbito. Já o diretor da Geo-Rio, Luis Otavio Vieira, vai tratar das iniciativas do órgão na cidade do Rio. O presidente da Associação Brasileira de Geologia da Engenharia e Ambiental, Flávio Erthal, vai apresentar estudos geológicos sobre as encostas do Rio.Caberá ao engenheiro geotécnico Alberto Sayão, ex-presidente da ABMS, fazer um resumo das recomendações e conclusões discutidas pela Associação e o Clube de Engenharia, juntamente com especialistas de universidades e órgãos estaduais, que visam reduzir os impactos de futuros deslizamentos. Entre as medidas está o mapeamento e a gestão das áreas de risco. "Trata-se de uma medida indispensável para evitar novas tragédias", afirma Sayão.

''''''''Outra sugestão é o treinamento de profissionais e especialistas que possam atuar nos municípios e regiões de maior risco de deslizamentos. "É fundamental também a implantação de um programa de educação ambiental e de gestão de risco no caso de enchentes e deslizamentos", acredita Sayão.

A ABMS participou no final de 2008 dos tralhos de socorro às vítimas dos deslizamentos em Santa Catarina. Desse trabalho resultou a "Carta de Joinville", documento em que a ABMS propõe ações preventivas de âmbito nacional para evitar as consequênciastrágicas dos deslizamentos.

Do Seminário participam também o presidente do Núcleo Rio da ABMS, Ian Schumann Martins, e a presidente do Comitê Brasileiro de Mecânica das Rochas da ABMS, engenheira Anna Laura Nunes.

Da ABMS (www.abms.com.br), participam engenheiros geotécnicos e empresas especializadas em obras de infraestrutura, como portos, barragens, fundações, túneis. É uma entidade sem fins lucrativos, criada em 1950, e voltada ao desenvolvimento da Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica no Brasil. É presidida pelo engenheiro geotécnica Jarbas Milititsky.








Serviço
Seminário Prevenção de Acidentes em Encostas
Data: 15/01/2010
Local: Clube de Engenharia, Rio de Janeiro. Av. Rio Branco, 124, 20º andar
Horário: 9h30 - 13h
18/01/2010 01:06

ABMS e Clube de Engenharia propõem a criação de órgão Federal para cuidar da prevenção a deslizamentos de encostas
RIO DE JANEIRO [ ABN NEWS ] - Para evitar que novos deslizamentos venham a causar mais mortes e prejuízos materiais, como os ocorridos este ano no Rio de Janeiro e em várias regiões do País, engenheiros geotécnicos reunidos na sexta-feira (15/1) no Clube de Engenharia, no Rio, firmaram um documento público com cinco propostas principais. Assinado pela ABMS (Associação Brasileira de Mecânica das Rochas e Engenharia Geotécnica) e pelo Clube de Engenharia, o texto recomenda que os governos estaduais promovam a criação de órgãos geotécnicos estaduais para atuar de forma permanente em apoio aos municípios, visando à segurança das encostas.

As duas entidades querem também a definição de um Plano Nacional de Segurança de Encostas, que deverá ser articulado por um novo órgão a ser criado, a Comissão Federal de Segurança de Encostas. "O tema é de âmbito nacional e precisa de soluções abrangentes", afirma um dos signatários do documento, o engenheiro geotécnico Jarbas Milititsky, presidente da ABMS. "O deslizamento acontece naturalmente nos municípios - mas este é um problema que merece uma abordagem mais profunda, envolvendo órgãos federais, estaduais e municipais", sustenta o engenheiro.
O documento faz outras recomendações - como a elaboração compulsória de mapas geotécnicos para identificar as áreas de risco. Outra medida proposta é a integração das universidades e associações técnicas ao trabalho de gestão das áreas de risco, treinamento de pessoal e ações de conscientização da população.
A quinta recomendação da ABMS e do Clube de Engenharia é que os governos estaduais devem tornar obrigatória a avaliação dos projetos e construções em encostas por parte de especialistas em Geotecnia. O “2º Seminário sobre Prevenção de Acidentes em Encostas” reuniu 170 especialistas na manhã desta sexta-feira, 15 de janeiro, no centro do Rio. Participaram do encontro a secretária Marilene Ramos, titular da Secretaria do Ambiente do Estado do Rio, que fez um balanço das iniciativas do governo frentes às enchentes e deslizamentos deste ano, e o diretor da GEO-RIO, Luis Otávio Vieira.
Ao final do encontro, Francis Bogossian, presidente do Clube de Engenharia e ex-presidente da ABMS, fez a leitura do documento conjunto assinado pelo Clube e pela ABMS. O texto foi entregue à secretária Marilene Ramos. A ABMS foi representada por seu ex-presidente, Alberto Sayão, que representou no encontro o atual presidente Jarbas Milititsky, por Ian Schumann Martins, presidente do Núcleo Rio da ABMS, e por Anna Laura Nunes, presidente do CBMR, além de diversos associados que compareceram ao encontro. O Seminário foi uma promoção da ABMS (Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica), do Clube de Engenharia, do CREA-RJ, do CBMR (Comitê Brasileiro de Mecânica das Rochas) e da ABGE (Associação Brasileira de Geologia da Engenharia e Ambiental). Associação de caráter técnico e científico, fundada em 1950, a ABMS reúne engenheiros geotécnicos de todo o Brasil e especialistas em estabilidade de encostas, fundações e obras de infraestrutura. É presidida pelo engenheiro geotécnico Jarbas Milititsky. Depois de participar das ações de socorro às vítimas dos deslizamentos ocorridos em Santa Catarina em dezembro de 2008, a ABMS elaborou a “Carta de Joinville”, sugerindo medidas preventivas que deveriam ser adotadas em âmbito nacional. “Os recentes deslizamentos de encostas registrados em vários pontos do país reafirmam a importância das medidas sugeridas na ‘Carta de Joinville’”, sustenta o presidente da ABMS. “Resta agora implementá-las, começando pelo Rio de Janeiro”.
18/01/2010
Engenheiro volta a propor instituto de geotecnia ao Rio
Agência Estado
RIO DE JANEIRO - A tragédia ocasionada pela forte chuva no Rio poderia ser evitada se houvesse um Instituto de Geotecnia mapeando e administrando as áreas de risco de deslizamento em todo o estado. A afirmação é consensual entre engenheiros e geólogos durante o 2º Seminário sobre Prevenção de Acidentes em Encostas, semana passada, no Clube de Engenharia, no centro do Rio.A proposta é antiga e recorrente em encontros como esse, mas ganhou força com os desastres em Angra dos Reis, na Costa Verde, e na Baixada Fluminense, no início do ano, que custaram a vida de mais de 70 pessoas no estado, além de prejuízos materiais. A ideia foi discutida pela primeira vez há cinco anos, no primeiro simpósio, realizado na cidade de Angra dos Reis. Para o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, é crucial que neste momento exista um órgão com atuação direta nos problemas.
15/01/2010

O "milagre" Geo-Rio
FRANCIS BOGOSSIAN
PRESIDENTE DO CLUBE DE ENGENHARIA E DA ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS DE ENGENHARIA DO RIO DE JANEIRO
Cortado pela Serra do Mar e Serra da Mantiqueira, o Estado do Rio de Janeiro caracteriza-se por uma topografia eminentemente montanhosa. As fortes chuvas que caem no verão se repetem sempre. Não são novidade ou fato novo, mas as enxurradas nos surpreendem a cada ano com novos acidentes, quase sempre com muitas vítimas. Os taludes, que são as superfícies inclinadas dos morros e montanhas, sofrem com as chuvas, porque, simplificando as teorias da Mecânica dos Solos, a água diminui a resistência interna e ao mesmo tempo aumenta o peso do terreno, provocando os deslizamentos. Os desastres desta natureza, no entanto, podem ser evitados, na maioria das vezes através de intervenções de baixo custo e rápida execução.A construção de canaletas, para coletar e disciplinar os caminhos das águas e a proteção dos solos superficiais com vegetação ou insumos químicos são exemplos de ações que não exigem grandes investimentos, mas raramente são executadas antes dos desmoronamentos. Muros de contenção em áreas de risco são obras mais caras, porém infinitamente mais baratas do que aquelas que precisam ser realizadas depois dos acidentes. Em qualquer caso, por mais alto que seja o preço de uma obra preventiva, seu custo é sempre inferior aos investimentos necessários após dos deslizamentos, sem falar nas perdas materiais e humana
Um levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB), do governo federal, indica que 81% dos municípios do Estado do Rio, ou seja, 75 dos 92, têm riscos geológicos, em menor ou maior intensidade. O que surpreende é que mesmo assim, com exceção do município do Rio de Janeiro, parece não haver preocupação e, portanto, a respectiva dotação orçamentária das prefeituras para mapear as áreas de risco. E, muito menos, para disciplinar as construções nas encostas, com exigências de estudos geotécnicos para licenciamento das construções. Durante muitos anos o termo "remoção de favelas" foi visto como politicamente incorreto. E, sem condições de oferecer uma opção melhor para as famílias de baixa renda, os prefeitos fecharam os olhos para as invasões de área públicas e privadas. Nos morros, a vegetação foi substituída por construções irregulares. Foi preciso que acontecessem mais mortes, como em Angra dos Reis, para que se pudesse voltar a falar em remoção de famílias nas áreas de risco. O programa "Minha Casa, Minha Vida" é a porta de saída para oferecer moradia digna para as populações de baixa renda. As prefeituras precisam aproveitar esta oportunidade para mudar o quadro de degradação habitacional que tomou conta do Estado. Em Angra dos Reis, mais de 100 mil pessoas construíram suas casas, legal ou ilegalmente, em encostas. No Rio, a população favelada já ultrapassou um milhão de habitantes.
O Brasil criou uma legislação de meio ambiente extremamente rigorosa, mas que só é exigida para construções regulares e privadas. O poder público não é multado ou acionado quando é omisso e permite construções irregulares em encostas e nas margens dos rios.
As prefeituras não são responsabilizadas também pelos desmoronamentos ou enchentes. A culpa é sempre da chuva. E os desastres se sucedem a cada ano com mais intensidade.
Chegou a hora de mudar. Assim como não se pode cortar uma árvore sem o consentimento de um órgão ambiental, não se poderia também construir em áreas de encostas sem a exigência de um estudo geotécnico. Urge a criação de um organismo estadual ou a exigência de departamentos geotécnicos nos municípios em regiões montanhosas.
A Fundação Geo-Rio, na cidade do Rio de Janeiro, que tem reconhecimento internacional, é um exemplo que deve ser seguido. Embora não possa agir contra as ocupações irregulares, o órgão monitora, desde 1966, as encostas da cidade, identificando áreas de risco e contratando obras de drenagem e contenção. É só se olhar para o Corcovado e outros morros da cidade para identificar estruturas de sustentação de maciços de solos e rochas que, se não tivessem sido escorados, poderiam causar desastres de grandes proporções.Na cidade do Rio de Janeiro, a Prefeitura exige estudos geotécnicos nos licenciamentos para construção em áreas de encostas ou próximas aos morros. Os projetos são avaliados pela Geo-Rio e só depois de aprovados liberados para execução. Isto vale para as obras públicas e privadas.
A Geo-Rio monitora também os níveis pluviométricos, através do sistema Alerta Rio, como medida de prevenção de acidentes. Trata-se de um sistema automatizado que indica quando uma região de risco é afetada por chuva excepcional, alertando com antecedência sobre a necessidade de evacuação,
Em uma cidade montanhosa como o Rio, com os morros cobertos de favelas, é o "milagre" Geo-Rio, que vem conseguindo evitar desastres de maiores proporções. Este "milagre" é uma equipe técnica experiente e altamente especializada.

domingo, 18 de outubro de 2009

Mineração recua e deve investir R$ 10 bilhões a menos do que previsto até 2013

Economia

18/10/2009 10:36
Mineração recua e deve investir R$ 10 bilhões a menos do que previsto até 2013
Folha/DA
O movimento do governo federal em intervir no setor de mineração --cobrando investimentos da Vale na siderurgia e ameaçando taxar em 5% a exportação de produtos primários-- traz o risco de diminuir os recursos destinados à extração mineral nos próximos anos.

Essa chance de retração ocorre num momento delicado por dois motivos. Primeiro: com o agravamento da crise financeira global no fim do ano passado, a previsão de investimentos do setor no país para o período de cinco anos recuou de US$ 57 bilhões para US$ 47 bilhões, de acordo com o mais recente levantamento do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração, que reúne as empresas do segmento). Sempre é tomado o período de meia década por ser esse o prazo necessário da prospecção ao início da exploração. A Vale domina 79% da extração nacional de minério de ferro.

Segundo: o desestímulo aos embarques que essa eventual taxação pode causar se dá na contramão do que é previsto para a procura internacional.


A recuperação da economia mundial aguardada para o próximo ano desenha trajeto promissor para as exportações brasileiras de commodities minerais. O país pode perder oportunidades se os investimentos não acompanharem o ritmo da demanda em ascensão.

Taxar as exportações pode significar um tiro no pé. No ano passado, o saldo comercial do setor mineral (US$ 13,1 bilhões) representou 52% do superavit da balança do país nos negócios com outros países.


Em 2007, os US$ 9,7 bilhões de saldo mineral significaram praticamente 25% do azul na balança. "Ao lado da agricultura, a mineração é que tem garantido a geração de recursos para o país", diz Paulo Camillo Penna, presidente do Ibram.


Entrevista do ministro Edison Lobão (Minas e Energia) na semana passada --antes que o governo apresentasse a ideia de taxar as exportações em 5% como alternativa a aumentar os royalties-- já havia causado apreensão ao setor.

Lobão comparou os royalties no Brasil, da ordem de 2%, aos 8,5% vigentes na Austrália. Segundo o ministro, as mineradoras do país pagam cerca de 20% do que faturam em impostos, ante 30% em outras nações.

"O Brasil cobra muito pouco", disse ele. A Presidência da República vai enviar até o fim do ano ao Congresso uma proposta de um novo código nacional da mineração, afirmou.


O projeto vai incluir a fixação de um prazo sobre a exploração das minas, para reduzir o que o governo considera "especulação" com as licenças de extração, afirmou Lobão.
Floresta e árvore
Penna diz que respeita a opinião do governo, mas discorda. "É preciso olhar para a floresta, e não para a árvore."
Para ele, comparar os royalties cobrados no Brasil com os da Austrália não leva em conta a distância dos dois países em relação à Ásia --a China, em especial--, o principal mercado para as commodities minerais atualmente. "O Brasil perde desde o frete. É preciso ver o conjunto."
Apresentado pelo Ibram no ano passado, estudo da Ernst & Young mostrou que o Brasil tem uma das três maiores cargas tributárias na mineração. O levantamento incluiu 21 países.
No caso específico do minério de ferro, a carga --somando royalties, Imposto de Renda, PIS/Cofins e ICMS-- equivale a 19,7% das receitas. É a terceira maior do mundo, superada apenas pelos 26,1% da Venezuela e os 25,4% da China.
Cada rumor de mudança retrai investidores e pode levar recursos para outros países. "O Brasil não está solitário em reservas minerais. Austrália e África contam com extração de excelência", afirmou Pe

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Dia Estadual da Mineração a ser comemorado anualmente no dia 09 de setembro



Governador sanciona projeto de Caramez que institui o Dia da Mineração
O governador José Serra sancionou na terça-feira, 18, o projeto de lei (PL) 620/2008, de autoria do deputado João Caramez (PSDB) que institui o Dia Estadual da Mineração a ser comemorado anualmente no dia 09 de setembro. O PL foi convertido na Lei 13.581, publicada no Diário Oficial de quarta, 19.


A instituição desta data comemorativa, além de fazer jus a todos que atuam na área da mineração, trabalhadores, empresários e técnicos, dentre outros, é uma oportunidade para destacar, anualmente, a importância do setor e ampliar a sua divulgação e os seus benefícios junto a toda a sociedade”, afirmou Caramez, que é coordenador da Frente Parlamentar de Apoio à Mineração.


A Frente, composta por mais de 30 deputados e entidades públicas e privadas do setor, apresentou em 09 de setembro passado o primeiro relatório dos trabalhos desenvolvidos desde a sua constituição em março de 2007. O documento apresenta um panorama atualizado da mineração paulista, os principais entraves que afetam o setor e as propostas para o seu desenvolvimento sustentável.


Os dados apresentados no PL, que reproduzem trechos do relatório, demonstram a importância da mineração paulista que é voltada, essencialmente, para o consumo interno, respondendo pelo abastecimento da indústria de transformação, agricultura e, principalmente, construção civil.


Apesar de a Mineração no Estado de São Paulo não ser de metais ou de pedras preciosas, considerados minerais nobres e de alto valor agregado, a base da produção mineral paulista constitui-se da extração de areia, cascalho, argilas (comum e plástica) e de pedras britadas. Segundo o Anuário Mineral (2006) o Estado de São Paulo produziu substâncias minerais no valor superior a R$ 2 bilhões, de um total nacional de quase R$ 31 bilhões, ou seja, mais de 6% da produção do país.


Com base nesses valores, esse desempenho coloca o Estado em quarto lugar no cenário da produção mineral brasileira, atrás apenas de Minas Gerais, Pará e Goiás. A mineração paulista é constituída basicamente de minerais não metálicos, extraídos em pequenas e médias minerações (cerca de 2500 lavras em atividade) e comercializados ou utilizados pelos próprios produtores, predominantemente, dentro dos limites do território do Estado.


Outro ponto relevante destacado é a produção cerâmica. O Estado de São Paulo é o maior produtor de revestimentos cerâmicos das Américas. Sua produção corresponde a mais de 60% da produção brasileira e é responsável pela geração de 25 mil empregos diretos e 250 mil indiretos.


Toda água mineral consumida pelos paulistas é produzida no próprio Estado, que é responsável por mais de 33% da produção nacional, respondendo pela geração de 200 mil empregos em toda cadeia produtiva.


Por tudo isso, nada mais justo que no dia 9 de setembro possa ser comemorado o Dia Estadual da Mineração, para que nessa data se redobrem as atenções para este setor, tão fundamental para a nossa população quanto é a urbanização, a agricultura, a industrialização, a geração de energia elétrica e a preservação ambiental, garantindo o seu desenvolvimento, seguro e continuo, dentro de sua nobre função de supridora de insumos minerais vitais para a sociedade”, conclui o deputado em sua justificativa.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Projeto libera mineração em reserva indígena ---- Mineração em terra indígena volta à pauta

06/10/2009
O governo concluiu o projeto de lei para garantir a realização de negócios em terras indígenas, que vão movimentar dois importantes setores da economia: mineração e energia elétrica.
Pelo projeto, as empresas poderão realizar empreendimentos nas reservas, que equivalem a 13% do território nacional, mas terão de dar uma série de contrapartidas aos índios, como royalties, compensações ambientais e contratação de mão de obra. Os índios terão participação direta nos investimentos.
No caso da mineração, as aldeias poderão até vetar os empreendimentos, caso entendam que serão afetadas negativamente em sua cultura ou no ambiente. As mineradoras terão de dar prioridade aos índios na contratação de pessoal e eles terão a garantia de receber salários nos mesmos níveis dos demais trabalhadores. Além disso, os lucros com a exploração de minério terão de ser repartidos com as aldeias afetadas pela atividade econômica.
No caso do aproveitamento dos rios para energia elétrica, os índios também terão essas garantias de royalties e de preferência na contratação de mão de obra, mas não vão poder vetar os projetos. Para a construção de hidrelétricas, por exemplo, os índios vão participar de todos os debates que antecedem às obras.

O projeto prevê que o nível dos rios deve ser mantido de forma a garantir o consumo, os costumes e as tradições indígenas. Os índios terão o direito a, no mínimo, 10% dos ganhos de cada empresa que explorar os recursos hídricos em reservas, além de reparações por eventuais danos ambientais. Porém, os índios não poderão impedir a concretização final dos empreendimentos hidrelétricos.

O texto enviado ao Congresso, com 235 artigos, prevê ainda que todos os projetos de investimentos em reservas terão de ser discutidos antes com as comunidades indígenas e as empresas somente poderão atuar através de licitação pública, a ser aberta posteriormente. Com isso, primeiro, as aldeias vão participar da definição das linhas gerais para cada empreendimento, para, depois, ser confeccionado o edital para as empresas entrarem na disputa.

Essas exigências foram consideradas fundamentais pelo Ministério da Justiça, pois elas garantem que todo o projeto de investimento em área indígena será antecedido de licitação. Isso reduz a possibilidade de uma empresa fazer pressão direta para obter o aval de uma comunidade indígena específica.

Mesmo se o fizer, essa empresa sabe que a outorga da exploração está submetida à licitação e nada garante que ela será a vencedora ao final da concorrência. Todos os empreendimentos em áreas indígenas deverão ser antecedidos de regularização fundiária e ambiental. A concepção do projeto de lei é a de que os índios são diferentes e têm a sua cultura específica, que deve ser preservada, mas que isso não significa que eles não possam se organizar nos moldes empresariais e produzir.

"O fato de se produzir nas reservas não significa o fim da cultura dos índios", disse secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay. "Pelo contrário. A cultura será preservada e eles poderão se beneficiar de atividades econômicas."

Para Abramovay, o fato de ser índio e ter a sua cultura, suas tradições e danças específicas não significa que não possa ter luz elétrica, televisão ou mesmo caminhões para transportar os produtos da aldeia à cidade mais próxima. O secretário revelou que, em audiências sobre o projeto com a presença da Funai, as comunidades indígenas defenderam a mineração e outras atividades econômicas que vão além da pesca, do extrativismo e da agricultura.
Para auxiliar as comunidades indígenas na produção, o governo vai abrir uma linha de crédito específica para empreendimentos em terras indígenas, com o aporte de dinheiro através de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil. O projeto ainda prevê a criação de um fundo de captação de recursos nacionais e internacionais para o que se chamou de "promoção de economia sustentável indígena".

A ideia é que os índios possam se organizar e, através desse fundo, conseguir maiores verbas para as atividades desenvolvidas nas reservas. Na prática, é a oficialização de organizações indígenas com fins econômicos. Pelo texto, elas passam a ser reconhecidas como pessoa jurídica de direito privado. Tornam-se capazes, portanto, para receber aportes financeiros. É como se cada aldeia ou comunidade indígena pudesse criar uma S.A (sociedade anônima) diferenciada: com uma cultura própria, costumes tradicionais pré-colombianos, e também com verbas para a realização de atividades econômicas complexas, como a mineração.

No plano legal, o objetivo do projeto é substituir o atual Estatuto do Índio, que é de 1973. Segundo Abramovay, a lógica, naquela época, era que o Estado deveria tutelar os índios para eles se integrarem ao país. "Hoje, temos que romper com essa lógica de tutela e reconhecer que, ao mesmo tempo em que são diferentes, os índios podem produzir e lucrar com essas atividades", disse o secretário.
O estatuto de 1973 foi a base legal para a demarcação das terras indígenas. Hoje, 95% delas já foram devidamente demarcadas e o governo federal partiu para um novo momento: definir o que fazer com elas. A resposta da nova lei foi a de garantir a realização de atividades econômicas nessas áreas. O projeto de lei está na Câmara dos Deputados, com aval do presidente Michel Temer (PMDB-SP) para que seja aprovado.
Valor Econômico - Juliano Basile
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Mineração em terra indígena volta à pauta
A exploração mineral em terras indígenas voltou a ocupar a agenda da indústria de mineração no país. Esse interesse está estampado na Exposição 'Isto é Mineração', inaugurada na última terça-feira no salão negro do Congresso Nacional e que vai percorrer todas as regiões do País, por conta do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

O mesmo interesse foi manifestado na Comissão Especial da Câmara sobre Mineração em Terras Indígenas, quando o diretor de Assuntos Minerários do Ibram, Marcelo Ribeiro Tunes, defendeu a aprovação do projeto de lei 1.610-96, do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que autoriza a atividade nas reservas indígenas, com a autorização do Congresso Nacional e o pagamento de royalties (compensações financeiras) às comunidades indígenas e à Fundação Nacional do Índio (Funai). Na avaliação dele, 'a regulamentação vai trazer a pacificação para muitas áreas indígena'. Ele citou como exemplo o conflito entre garimpeiros e os cintas-largas, que precisou de intervenção da Polícia Federal.

Em 2004, 100 índios cintas-largas emboscaram 150 garimpeiros e mataram 29 por causa da exploração de diamante na reserva deles em Rondônia. Somente na Amazônia, onde as reservas dos índios ocupam 25% do território, existem atualmente 4.821 processos de requerimento de pesquisa e lavra, segundo o Instituto Socioambiental (ISA). Isso desperta a atenção das mineradoras por jazidas de ferro, ouro, cobre, diamante, bauxita e cassiterita. Ao mesmo tempo estão identificados 192 garimpos ilegais em reservas com grande potencial para gerar novos conflitos e danos ambientais, segundo o Serviço Geológico do Brasil. Na mesma audiência da Comissão Especial , Geraldo Haenel, presidente do Grupo Paranapanema, uma das maiores mineradoras do País, defendeu a proposta do senador Romero Jucá, afirmando que mantém uma 'convivência razoável' com tribos do Amazonas. Segundo ele, o grupo possui uma mina de cassiterita no norte do Amazonas e precisa pagar mensalmente uma espécie de pedágio, no valor de R$ 120 mil, aos índios waimiri-atroari para escoar a produção, porque a estrada passa pelas terras deles. O valor é calculado, afirmou ele, por cada tonelada extraída do Projeto Pitinga. Na mesma audiência, o diretor de Energia e Mineração do Grupo VDL, José Altino Machado, ex-presidente da União dos Garimpeiros da Amazônia Legal, questionou como pode haver mineração em terras indígenas se os indígenas desrespeitam a legislação brasileira. Segundo ele, para que seja viável a exploração, deve-se partir do princípio de que as regras serão respeitadas pelas partes. Na década de 90, ele liderou movimentos pela exploração de ouro na reserva dos índios ianomâmis, em Roraima. O relator da Comissão Especial, deputado Eduardo Valverde (PT-RO) afirmou que vai levar em conta os interesses dos grupos étnicos na elaboração do parecer sobre o Projeto de Lei 1.610/96. 'Para alguns grupos, o tamanho do espaço indígena não tem importância, mas sim os recursos existentes na área para a sobrevivência da tribo', observou.

De acordo com a Funai, a aprovação da exploração mineral em terras indígenas deve ser contemplada na proposta de criação do Estatuto dos Povos Indígenas, que tramita no Congresso. Já há inclusive um projeto que prevê o recolhimento de 3% do valor da produção mineral em benefícios dos índios. Eles seriam consultados acerca da exploração, mas não teriam poder de veto. A inclusão do tema no Estatuto também é defendida pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entidade ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Mas, para a entidade, a proposta tem de passar pela aprovação e participação de comunidades indígenas carentes nos recursos obtidos pela exploração das mineradoras. Para alguns parlamentares, a culpa de tudo isso é da Funai. O deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) pediu a revisão de portarias de órgãos que ampliam áreas indígenas. No Pará, a maior mineradora do País, a Companhia Vale do Rio Doce, está sempre às voltas com protesto indígena. Bentes defende normas mais claras para a ampliação dessas áreas, com a aprovação dos pedidos no Congresso. Pelo andar das discussões, não tão cedo índios, mineradoras e governo vão aspirar a fumaça da concórdia. A exploração em terras indígenas voltou a ocupar a agenda da indústria de mineração no País.
Exposição no Congresso mostra o interesse em aprovar propostas a favor do segmento. (Fonte: DCI)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Evento internacional coloca em destaque meio ambiente subterrâneo



AGENDA - CIMAS


15/09 - KEYNOTE SPEECH
Avanços no Conhecimento de Contaminantes Orgânicos no Meio Ambiente Subterrâneo: de 1988 a 2009
John Cherry – Universidade de Waterloo / Universidade de Guelph - Canadá

15/09 - CONFERÊNCIA 1
A Gestão Integrada do Recurso Hídrico Subterrâneo como Estratégia para o Desenvolvimento Sustentável
José Machado - Agência Nacional de Águas - Brasil

15/09 - MESA REDONDA MAGNA
Responsabilidade Ambiental e o Meio Ambiente Subterrâneo
Moderador: Nelson Pereira dos Reis, FIESP
Palestrantes: Gregory Sullivan, EPA - Environmental Protection Agency
Eng. Rodrigo Cunha, CETESB



16/09 - CONFERÊNCIA 2
Tecnologias de Remediação Inovadoras e Estabelecidas
Holger Weiss - Helmholtz Centre for Environmental Research - UFZ - Alemanha

16/09 - MESA REDONDA 2
Impacto dos processos produtivos no Meio Ambiente Subterrâneo
Moderador: Jim Barker, University of Waterloo, Canada
Palestrantes: Otávio Antonio de Camargo, IAC - Instituto Agronômico (Campinas/SP)
Christian Wolkersdorfer, University of Tubingen, Alemanha
Beth Parker, University of Guelph

16/09 - MESA REDONDA 3
Sustentabilidade do meio ambiente subterrâneo na urbanização
Moderador: Eng. Alfredo Carlos Cardoso Rocca, ESC-CETESB
Palestrantes: Hugo Cassio Rocha, Cia do Metropolitano de São Paulo
Fábio Vilas Boas, Tecnisa
Maria Helena Orth, Proema Engenharia e Serviços Ltda

17/09 - CONFERÊNCIA 3
Águas Subterrâneas e a Sustentabilidade Ambiental no Brasil
Washington Novaes - Jornalista - WN Produções - Brasil

17/09 - MESA REDONDA 4
Investigação e reabilitação de áreas contaminadas
Moderador: Everton de Oliveira, ABAS-HIDROPLAN
Palestrantes: Elton Gloeden, CETESB
Bernard Kueper, Queen’s University
Milton Motta, Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de SP

17/09 - MESA REDONDA 5
Riscos à saúde humana decorrentes da contaminação
Moderadora: Drª Telma Nery, CVE- Secretaria da Saúde – SP
Palestrantes: Troy Schultz, RAGs
Dra. Agnes Soares, OPAS / OMS
Daniela Buosi Rohlfs, Secretaria de Vigilância em Saúde - Ministério da Saúde

18/09 - CONFERÊNCIA 4
Por que a maioria dos sistemas de remediação falha?
Robert Cleary - Princeton Groundwater Inc - EUA

18/09 - MESA REDONDA 6
Fundo para Áreas Contaminadas no Brasil
Moderador: Everton Souza, ABAS
Palestrantes: Adriana Tinoco Vieira Fixel, Adriana Fixel Advogados Associados
ICF Brasil
Adriana Molina, PETROBRAS



DE 15/09 À 18/09 – FENÁGUA (Feira Nacional da Água)
Espaço de exposição, empresarial e institucional, exclusivo para promoção dos negócios do setor.

EXPOSITORES: Água e Solo, Ag Solve, ANA, Cetesb, Clean/Ambserv, Consulado do Canadá, Doxor, GPR, Hidroplan, Instituto Geológico, Omnes do Brasil/Schlumberger, Trionic, Fugro IN SITU, Secretaria de Recursos Hídricos, Waterloo Brasil e ITSEMAP do Brasil Serviços Tecnológicos, entre outras.


Atendimento à imprensa:
Marlene Simarelli, Daniela Mattiaso e Isabella Monteiro
marlene@artcomassessoria.com.br
daniela@artcomassessoria.com.br
Isabella@artcomassessoria.com.br
ArtCom Assessoria de Comunicação
Telefone: (19) 32372099
Campinas – SP

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Geógrafo cria catálogo de cavernas brasileiras

Secretaria de Comunicação da UnB.
Ricardo Marra, geógrafo desde 1982, criou o primeiro catálago de cavernas brasileiras.
O doutorando do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) classificou 1.169 cavernas das cinco regiões brasileiras.
As grutas foram classificadas de acordo com sua relevância para o turismo, a ecologia, a economia, a ciência ou a história, por exemplo.
A ideia é subsidiar ações para a preservação e a exploração das cavernas.O geógrafo Ricardo Marra coletou, durante o doutorado, avaliações de grandes especialistas em Espeleologia do Brasil.
O projeto de Marra considerou o desenvolvimento sustentável das áreas de abrangência das cavernas como principal critério de relevância durante a classificação das cavernas. Assim, o catálogo produzido por ele identifica quais são as cavidades naturais subterrâneas que podem ser exploradas, seja pelo turismo ou pela mineração.
A partir do estudo, Marra propõe que novas unidades de conservação sejam criadas. Ele sugere, por exemplo, preocupação extra dos governantes com o cerrado, que possui 62% do total de cavernas do país. Para o pesquisador, governo, especialistas e sociedade precisam se unir para preservar esses ambientes naturais e, com a classificação, ele espera fornecer os subsídios necessários para isso.
Os métodos de classificação são baseados nos critérios de relevância e atributos definidos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) em 2004. A tese de doutorado Critérios de relevância para classificação de cavernas no Brasil, defendida em dezembro do ano passado. Para o pesquisador, a iniciativa permite a difusão do conhecimento das cavernas, podendo gerar novas pesquisas. “Com a classificação, criamos mais possibilidades para o desencadeamento de estratégias de gestão em prol das cavernas brasileiras”, explica Marra.Marra distribuiu questionários a 11 especialistas com larga experiência em espeleologia. Eles responderam a 20 perguntas sobre cada caverna.

As cavidades naturais subterrâneas foram separadas de acordo com seis atributos ambientais: ecológico, ambiental (vocação para se tornar Unidade de Conservação), cênico (beleza), científico, histórico-cultural, e socioeconômico. Os atributos considerados por ele são: dimensão; morfologia; valores paisagísticos; peculiaridades geológicas, geomorfológicas e mineralógicas; vestígios arqueológicos e paleontológicos; recursos hídricos; ecossistemas frágeis; espécies endêmicas, raras e ameaçadas de extinção; diversidade biológica; relevância histórico-cultural e socioeconômica. Cada critério recebeu um conceito dos especialistas (informação desconhecida, irrelevante, baixa, média ou alta e notável). Elas também foram classificadas pela importância que possuem: local, regional, nacional e internacional

quinta-feira, 16 de julho de 2009

1º ENCONTRO NACIONAL DE PROFISSIONAIS EM GEOLOGIA

1º ENCONTRO NACIONAL DE PROFISSIONAIS EM GEOLOGIA

DATAS: 27 e 28 de agosto de 2009
LOCAL: Auditório do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP) - Rua Nestor Pestana, 87 - 1ª Sobreloja - São Paulo - SP
Programa de atividades

Dia 27 de agosto: manhã
08:30h - 09:30 h - Cerimônia de abertura
Mesa: Febrageo (Presidente, Regionais), CREA-SP, Confea, SIGESP, SINGEO, APGRJ,
8:30h - 8:40h - Palavra do Mestre de Cerimônias
8:40h - 8:50h – Abertura do evento - Presidente da Febrageo
8:50h - 9:10h - Palavra do Presidente do CREA-SP
9:10h - 9:30h - Palavra do Presidente do Confea
09:30h - 10:00h - Coffee break
10:00h - 10:20h - Situação atual das entidades de profissionais em Geologia, reorganizações em andamento e prioridades para o futuro
10:20h - 10:40h - Atuação dos profissionais em Geologia no âmbito do sistema Confea-Creas
10:40h - 11:00h - Análise da Resolução nº 1.010 do Confea e os novos cenários para a atuação profissional
11:00h - 11:20h - A "Lei do Geofísico": situação atual e previsional, e suas decorrências na atuação dos profissionais em geologia e geofísica
11:20h- 11:40h – Proposta de criação do Ministério de ”’Geologia, Recursos Minerais e Hidrocarbonetos’”
11:40h - 12:20h - Debates sobre os temas apresentados
12:20h - 14:00h – Almoço

Dia 27 de agosto: tarde
14:00h - 14:45h - A atuação dos profissionais de Geologia na área do Petróleo: situação atual e novos cenários
14:45h - 15:30h - A atuação dos profissionais em Geologia na área da Mineração em situação de crise econômica mundial e cenários futuros
15:30h -16:00h - Coffee break
16:00h - 16.45h - A atuação dos profissionais em Geologia na área do planejamento da ocupação do solo para a prevenção de catástrofes de natureza geológica
16:45h - 17:15h - A atuação dos profissionais em Geologia em estudos ambientais visando o licenciamento de empreendimentos
17:15h - 18:15h - Debates

Dia 28 de agosto: manhã
08:10h - 12:15h - Mesa-Redonda: "Geólogos, Mineração e Desenvolvimento Nacional"
08:10h - 08:20h - Início dos trabalhos
08:20h - 09:00h - O conhecimento geológico como ferramenta fomentadora das atividades de pesquisa mineral
09:00h - 09:40h - A mineração como indutora do Desenvolvimento Nacional: situação atual e mudanças necessárias
09:40h - 10:00h - Coffee break
10:00h - 10:40h - Entraves ao desenvolvimento da mineração no Brasil e cenários desejados
11:15h - 12:15h - Debates
12:15h - 14:00h – Almoço

Dia 28 de agosto: tarde
14:00h - 17:00h - Mesa-Redonda: "Geólogos, Petróleo e Desenvolvimento Nacional"
14:00 - 14:10h - Abertura dos trabalhos
14:10 - 15:10h - Novos cenários para o desenvolvimento nacional com a descoberta das reservas de petróleo e gás da camada Pré-Sal
15:10h - 16:00h - O marco regulatório adequado para aproveitamento dos recursos petrolíferos nacionais em favor da sociedade brasileira
16:00h - 16:20h - Coffee break
16:20h - 17:00h - Debates
17:00h - 17:30h - Encerramento do evento e escolha de novo local para o 2º Encontro Nacional dos Profissionais em Geologia.

COORDENAÇÃO GERAL: FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE GEOLOGIA - FEBRAGEO
ORGANIZAÇÃO: FEBRAGEO, SIGESP, SINGEO-MG e
ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS DE GEÓLOGOS DOS ESTADOS
(AM, AL, BA, CE, DF, ES, GO, MT, PA, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RS, SE, SC e SP)

ENTIDADES PATROCINADORAS: CONFEA, CREA-SP

COLABORAÇÃO: SBG, ABGE, ENEGE, GEOJUNIOR, AGUSP

sábado, 11 de julho de 2009

REUNIÃO ANUAL DA SBPC / TEATRO AMAZONAS 12/07

61ª Reunião Anual será aberta neste domingo

A cerimônia de abertura da 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) será realizada neste domingo (12/07), às 19h00, nas escadarias do Teatro Amazonas – principal patrimônio cultural arquitetônico do Amazonas.


O evento é aberto ao público e são esperadas cerca de 1,5 mil pessoas, que terão a oportunidade de conhecer o interior do teatro antes da sessão de abertura.
O presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, fará a abertura oficial do evento. Estarão presentes na solenidade o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende; o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães, representando o ministro da Educação, Fernando Haddad; o governador do Estado do Amazonas, Eduardo Braga; a nova reitora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Márcia Perales, entre outras autoridades.
Durante a cerimônia será realizada uma homenagem ao pesquisador e presidente de honra da SBPC Warwick Estevam Kerr. Pioneiro na genética brasileira e um dos maiores especialistas em genética de abelhas do mundo, o pesquisador foi diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) de 1999 a 2002 e até hoje tem uma grande atuação na região amazônica. Impossibilitado de comparecer à homenagem por motivos de saúde, Kerr, que atualmente reside em Uberlândia, em Minas Gerais, gravou um depoimento em vídeo, que será transmitido durante a solenidade, em que saúda os organizadores do evento e agradece pelo justo reconhecimento ao seu mérito científico.
Após a abertura oficial do evento, o público assistirá a um show, com duração estimada de 40 minutos, reunindo artistas da Amazônia, que apresentarão algumas manifestações culturais da região. O término da cerimônia está previsto para as 21h.
Já estão abertas, no site www.sbpcnet.org.br/manaus
, as inscrições para os minicursos que serão realizados durante a 61ª Reunião Anual da SBPC – evento que acontece em Manaus (AM), de 12 a 17 de julho, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). No total, serão oferecidas 49 opções de minicursos, com temas que abrangem diversas áreas do conhecimento. Para participar, além de estar inscrito no evento, é necessário pagar taxa de R$ 10,00.
Todos os 49 minicursos serão realizados simultaneamente, entre os dias 14 e 17 de julho, das 8h00 às 10h00. O atestado de freqüência será entregue na última aula.
As inscrições online podem ser feitas até o dia 2 de julho no site do evento, onde também constam as instruções para pagamento da taxa. As vagas são limitadas e seu preenchimento obedecerá a ordem de inscrição no minicurso e do pagamento da taxa. Se houver vagas remanescentes, as inscrições poderão ser feitas também no local do evento
(10/07/09)

Através dos ouvidos, pesquisadores na Amazônia estão fazendo descobertas sobre a real biodiversidade da floresta amazônica que passaram despercebidas aos olhos de outros cientistas que se dedicaram a estudá-la. Utilizando a bioacústica, uma ferramenta tida como uma das mais úteis para reconhecer e identificar na natureza a diversidade de aves e outros animais que emitem sons, eles estão constatando que a variedade de espécies do bioma amazônico é muito maior do que se imaginava.

“Onde nós achávamos, pela observação visual, que tinha uma espécie só, quando estimulamos nossa atenção pelo som descobrimos que tinham diversas que foram cegamente ignoradas, porque em uma primeira impressão pareciam todas iguais”, afirma o ornitólogo e curador da coleção de aves do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Mario Cohn-Haft. Ele abordará esse assunto em uma conferência durante a 61ª Reunião Anual da SBPC – evento que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) promoverá de 12 a 17 de julho em Manaus (AM).
De acordo com o pesquisador, que estuda os padrões de distribuição de aves amazônicas, as pesquisas sobre a biodiversidade da Amazônia foram iniciadas utilizando a visão, o sentido humano mais desenvolvido, para identificar as espécies pelos seus aspectos morfológicos – as formas e cores. A partir da década de 50, com o surgimento de potentes gravadores de som portáteis e de análise visual dele - denominada análise acústica, em que o som é convertido em um gráfico, o sonograma –, se tornou possível também utilizar o estudo do som para catalogar a diversidade e variabilidade das espécies na Amazônia.
“Os sons estão possibilitando identificar a diversidade biológica da floresta amazônica, que muitas vezes é ofuscada pelos aspectos visuais. Os animais produzem sons únicos e singulares. E o estudo desse repertório sonoro permite identificar as espécies e descrever a variação geográfica delas por meio da mudança do som que elas fazem de um lugar para outro”, explica Cohn-Haft.
Diferenças genéticas – O uirapuru de algumas partes da Amazônia, por exemplo, não canta igual aos outros integrantes de sua espécie que podem ser encontrados em outros lugares da região. O que caracteriza uma variação de som de indivíduos da mesma espécie que, segundo o pesquisador, tem duas possíveis explicações.
A primeira é que nesses diferentes pontos da região amazônica o pesquisador, em trabalho de campo, pode ter amostrado apenas uma parte do repertório de sons dos pássaros que, na verdade, podem fazer os mesmos sons em qualquer lugar, induzindo o observador a concluir erroneamente que isso representa uma variação geográfica da espécie. “É como se ao ouvirmos pessoas dizendo “bom-dia” em lugar e “boa-noite” em outro, concluíssemos que elas falam idiomas diferentes. Mas se passássemos mais tempo, pelo menos um dia e uma noite, nesses dois lugares, descobriríamos que elas falam as duas frases em ambas as partes”, explica o pesquisador.
A segunda hipótese é que o som emitido por uma população desta ave em um determinado ponto da Amazônia é, de fato, diferente do produzido por indivíduos da mesma espécie localizados em outros locais da região amazônica. O que está dando origem à outra grande descoberta. “Estamos descobrindo que, quando há uma diferença de som de um local para outro de uma população da mesma espécie, também há uma diferença genética. O animal é outro”, revela Cohn-Haft.
Na avaliação do especialista, o estudo do som está se tornando uma ferramenta útil e barata para reconhecer diferenças genéticas em populações de animais. E, em função dessa projeção, está sendo aplicado no estudo de identificação de diversas novas espécies de animais. “A bioacústica tem um potencial muito grande e já é muito explorada em outras partes do mundo. Hoje em dia tem gente trabalhando com sons de quelônios – tartarugas – em florestas, além de anuros – sapos – e até insetos. E nós estamos trabalhando pesado com isso em aves”, conta.
Música da floresta - Segundo Cohn-Haft, o som exerce um papel crucial de comunicação para os animais. Eles o utilizam para enviar mensagens a outro indivíduo, normalmente da mesma espécie. Mas ao contrário do que imagina um observador humano desatento que, ao se embrenhar em uma mata ouve uma proliferação de barulhos produzidos por diversos animais e acredita que são aleatórios, os sons da floresta têm uma ordem e estrutura próprias.
“Os animais têm cuidado para escolher o momento, a freqüência, o timbre - se agudo ou grave - e a repetitividade do som, para não perder o esforço e desperdiçar a energia para se comunicar. Porque o objetivo é que o som seja ouvido por alguém”, diz.
O pesquisador compara os sons da floresta a uma orquestra, em que os animais, tal como os músicos instrumentistas, executam partes e fazem vozes específicas que se completam, formando uma sinfonia. “Não é cacofonia, uma barulheira só. Tem uma ordem. E o resultado a gente só percebe que é muito bonito”, avalia o especialista, ressaltando que não foi por acaso que grandes compositores criaram obras baseadas nos sons dos animais, como o maestro brasileiro Carlos Gomes, que compôs “O canto do uirapuru”.


Nicho sonoro – O tipo de ambiente, conta o pesquisador, também afeta o som produzido pelos animais. Em ambientes de floresta densa, o timbre de voz deles tende a ser mais grave para o som se propagar melhor no meio da vegetação. Já em ambientes de mata aberta ou nas próprias copas das árvores, a propagação do som não sofre a interferência da vegetação, e os barulhos produzidos pelos animais podem ser de ondas curtas - mais agudo. Com base nisso, as alterações ambientais promovidas pelo homem, como o desmatamento, podem afetar em curto prazo o sucesso de comunicação sonora dos animais e, em longo prazo, a sobrevivência de organismos já adaptados ao ambiente que sofreu mudanças.

Da mesma forma que existe um conceito de nicho ecológico, em que uma floresta é dividida em partes onde cada espécie desempenha uma determinada função em seu habitat, nela também há nichos sonoros. Essas características de timbre, horário, repetitividade dos sons e a escolha do momento em que o pássaro canta são maneiras de evitar que sua voz suma em meio a outros barulhos e dividir o ambiente acústico, garantindo que seu som seja ouvido.
Mas o que exatamente cada animal quer comunicar com seus vários sons é outro assunto, que também já está sendo objeto de pesquisa. “Que eles querem ser ouvidos quando vocalizam e que usam diferentes sons em diversos contextos, isso nós já sabemos. Mas o que estão dizendo um para o outro, só estamos começando a entender”, antecipa Cohn-Haft.

Serviço: A palestra “Os Sons da Floresta”, do biólogo Mario Cohn-Haft, será realizada no próximo dia 14 de julho, às 10h30, durante a 61ª Reunião Anual da SBPC. O evento, cujo tema é “Amazônia: Ciência e Cultura”, será realizado a partir do dia 12 em Manaus (AM), no campus da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Contará com 175 atividades, entre conferências, simpósios, mesas-redondas, grupos de trabalho, encontros e sessões especiais, além de apresentação de trabalhos científicos e minicursos. Veja a programação em


www.sbpcnet.org.br/manaus.